A Arena Pantanal, em Cuiabá, recebe os primeiros jogos do FIFA Series de futebol feminino neste sábado (11.4). O Brasil estreia diante da Coreia do Sul, às 21h30, no torneio intercontinental, que é realizado no estádio gerido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
Em preparação para a Copa do Mundo 2027, as jogadoras do Brasil enfrentam ainda a Zâmbia, na terça-feira (14), e o Canadá, no próximo sábado (18), sempre às 21h30. Antes dos jogos da equipe brasileira haverá um confronto entre as duas outras seleções participantes.
Neste sábado (11), às 15h, as seleções do Canadá e Zâmbia duelam no primeiro jogo da competição voltada para a promoção do intercâmbio intercontinental e crescimento técnico do futebol feminino.
Com ingressos que valem para os dois jogos do dia, o público poderá acompanhar atrações musicais nos intervalos.
Em cada data, das 17h às 21h20, o palco montado dentro do estádio recebe artistas locais, como as duplas Allan e Ivan, Sarah e Lívia, Yuri e Gustavo, e os grupos Trio Maravilha e Nubatuk.
A abertura dos portões será às 13h. O acesso à Arena Pantanal será feito pelos portões localizados em cada um dos quatro setores, de acordo com o ingresso adquirido. Não haverá interdições ao redor do estádio para as partidas do FIFA Series.
A venda de ingressos está sendo feita exclusivamente pelo aplicativo Face Pass (link aqui), uma plataforma que permite o reconhecimento facial no acesso ao estádio.
Nos setores Norte e Sul, as entradas custam R$30 (meia) e R$60 (inteira). No setor Leste, a meia-entrada é R$50 e a inteira R$100. Já no setor Oeste, a meia custa R$70 e a inteira R$140.
Seleção Brasileira em Mato Grosso
A Seleção Brasileira feminina de futebol se prepara para a disputa do FIFA Series, desde terça-feira (7), no CT Manoel Dresch, em Cuiabá. Para os jogos diante da Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá, o técnico Arthur Elias convocou 26 jogadoras.
Entre as convocadas estão atletas de times brasileiros de destaque no futebol feminino, como as jogadoras Lelê, Thais, Gi Fernandes, Duda Sampaio e Ana Vitória, do Corinthians, atual campeão da Copa Libertadores.
Também integram a equipe brasileira Paloma Maciel, Camila, Vitória Calhau e Marília, do Cruzeiro, Raissa Bahia e Tainá Maranhão, do Palmeiras, além de jogadoras que atuam em times internacionais, como Yasmim (Real Madrid), Gabi Portilho (San Diego dos EUA), e Isa Haas (América do México), entre outras.
“É um prazer estar aqui e é um privilégio fomentar o futebol feminino cada vez mais num Brasil que é tão grande. A gente espera deixar um legado. Não queremos só passar aqui, fazer os nossos jogos e ir embora. Queremos mostrar o que o futebol feminino é capaz de produzir e deixar um legado para que isso continue cada vez mais”, enfatiza Isa Haas.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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