Mato Grosso

Guiratinga fará atendimento eleitoral noturno para ampliar coleta biométrica

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A 2ª Zona Eleitoral, com sede em Guiratinga (a 328 km de Cuiabá), inicia um mutirão de atendimento noturno entre os dias 06 e 12 de novembro, com exceção de domingo (9), das 18h às 21h. A ação ocorre na nova Praça das Araras, localizada na Rua Dezessete, nº 2 – 76, Centro. O objetivo é oferecer os serviços ao eleitorado que não possui disponibilidade para comparecer ao cartório em horário comercial. 

Os serviços oferecidos, além do cadastramento biométrico, são: alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência, emissão de segunda via e de guia para pagamento de multas eleitorais, além da regularização do título. 

O mutirão dá continuidade à campanha “Biometria 100%”, que procura ampliar a cobertura de cadastramento biométrico estadual para, no mínimo, 98% em 2025. Além disso, busca alcançar a população no momento de lazer, a fim de promover praticidade e conforto. 

Para o chefe de Cartório da 2ª Zona Eleitoral, Ragner Leonardo Vicente Cesar, o atendimento noturno é essencial para aproximar a Justiça Eleitoral dos cidadãos e das cidadãs. “Estamos indo ativamente aonde o povo está, facilitando o acesso aos serviços. Cada biometria coletada é mais um passo para assegurar o pleno exercício da cidadania e fortalecer a democracia no Estado”, pontuou. 

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A Praça das Araras ainda não foi oficialmente inaugurada, mas já é frequentada em virtude do espaço esportivo. Ragner Cesar relatou que a iniciativa partiu do cartório, pois a equipe notou um grande fluxo de pessoas na praça. “À noite, tem gente correndo, jogando vôlei e praticando outros esportes. Pensamos que seria um local perfeito”, afirmou. 

No município de Guiratinga, votam 8.039 pessoas, das quais 7.805 (97,09%) têm a biometria, enquanto 234 (2,92%) não realizaram a coleta biométrica. Para atender à população, dois servidores da Justiça Eleitoral estarão à disposição com toda a estrutura necessária. 

Coleta biométrica 

A biometria representa um avanço tecnológico no processo eleitoral e contempla não apenas a coleta de impressões digitais, mas também o cadastro de outros dados pessoais e a fotografia do(a) eleitor(a). Esse procedimento diminui fraudes no momento da votação, evitando o voto múltiplo e que uma pessoa vote no lugar de outra, além de diminuir a interferência humana e promover mais acessibilidade e praticidade. 

Nos atendimentos, os servidores da Justiça Eleitoral dispõem de kits biométricos, que contêm computador portátil, câmera digital para realizar as fotos, scanner para cadastrar a biometria, pad para assinatura dos(as) eleitores(as) e case para ambientação e transporte dos equipamentos. 

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Documentos Necessários 

Para usufruir dos serviços, é necessário apresentar o documento oficial com foto e o comprovante de domicílio atualizado. No caso de alistamento eleitoral para homens maiores de 18 anos, também é preciso levar o comprovante de quitação militar. 

Estagiária: Laís Guilherme (supervisão do jornalista Anderson Pinho)

Créditos da imagem: Prefeitura de Guiratinga 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma avenida do município de Guiratinga. Em destaque, está uma fila de ipês roxos, com flores também espalhadas pelo chão. É possível ver carros e construções. O céu está azul e com poucas nuvens. 

 

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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