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As contribuições do Mapa no fomento à agricultura tropical regenerativa são apresentadas no Rio Climate Ation Week

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As contribuições do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para a sustentabilidade na agropecuária brasileira foram apresentadas nesta quarta-feira (27), no Rio de Janeiro (RJ), durante o evento Pré-COP 30, Rio Climate Ation Week (RCAW), que debateu, entre outros temas relevantes, o papel da agricultura tropical regenerativa na transformação da agricultura e dos sistemas alimentares.

A atividade reuniu os setores público e privado, a sociedade civil, a comunidade científica e instituições financeiras, para promover debates e buscar soluções para a crise climática, além de destacar a contribuição da agricultura tropical regenerativa nesse contexto, trazendo reflexões sobre oportunidades e desafios para o Brasil.

A RCAW é uma iniciativa independente e apartidária, em apoio à Presidência Brasileira da COP30 e sua Agenda de Ação. Neste ano, trabalhará para fortalecer a liderança brasileira, com base nos sucessos das Semanas de Ação Climática de Baku e Londres para alcançar o sucesso na COP30 e além.

Em sua fala, o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, enfatizou a necessidade de se estabelecer em base científica um conceito para agricultura regenerativa tropical, mas ressaltando que o Brasil já utiliza destas práticas dentro da sua agricultura desde o início da transformação do Cerrado, há 50 anos atrás.

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O diretor do Departamento de Produção Sustentável e Irrigação do Mapa, Bruno Brasil, destacou que o Brasil tem liderado pelo exemplo quando o tema é agricultura sustentável e que, nesses 15 anos de implementação de práticas regenerativas, no âmbito do Plano ABC e ABC+, mais de 54 milhões de hectares já foram recuperados.

“Seguindo o chamamento do presidente da COP, embaixador André Correia do Lago, o Mapa, junto com iniciativas internacionais e parceiros nacionais, está organizando o plano de aceleração de recuperação de áreas degradadas, denominado RAIZ, que vai trazer mais investimentos para a recuperação de áreas agrícolas no mundo inteiro”, ressaltou o diretor.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

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As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

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Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

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Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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