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Assembleia Legislativa reúne trabalhadores e estudantes para discutir o ensino público federal

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Audiência pública foi realizada pelo deputado Lúdio Cabral em conjunto com a vereadora Edna Sampaio

Foto: Helder Faria

Educação pública, gratuita e de qualidade. Essa é a tríade que sustenta a luta dos trabalhadores do ensino público federal, parte deles mobilizada em greve, em busca de recomposição salarial e de orçamento, defasados há pelo menos seis anos. As pautas foram apresentadas durante audiência pública realizada na manhã desta quinta-feira (16), no Plenário das Deliberações da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) convocou audiência para debater com técnicos, professores e estudantes sobre as principais demandas das categorias. Em Mato Grosso, os técnicos e professores dos institutos federais estão em greve desde abril e os técnicos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) paralisaram as atividades em março.

Os trabalhadores reivindicam a recomposição salarial e argumentam que a defasagem passa de 50%, uma vez que nem mesmo a recomposição da inflação vinha sendo paga. Outro ponto é com relação ao orçamento da UFMT e dos IFMTs, que foi corroído e se tornou insuficiente para cobrir o custeio da assistência estudantil.

A diretora do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos e Administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf-MT), Marillin de Castro, explicou os impactos da desvalorização do ensino no país por meio do corte de verbas . “Atualmente, o dinheiro destinado para a UFMT não é capaz de manter seu funcionamento, muito menos para consolidar as políticas de assistência estudantil. O mote central é que o orçamento seja recomposto, no mínimo, em 50%. Paralelamente também lutamos pela reestruturação de nossa carreira, que atualmente é a menos valorizada entre todas as carreiras federais”.

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Para a presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológico de Mato Grosso (Sinasefe), Vera Cristina de Quadros, a luta dos trabalhadores é para garantir uma educação pública de qualidade. “Os institutos federais estão presentes em todas as regiões do estado, atendendo pessoas e garantindo o acesso à educação e à profissionalização. 75% dos nossos estudantes possuem renda familiar de até 1,5 salário mínimo. A valorização da educação passa pela valorização dos profissionais e pela manutenção das políticas de apoio aos estudantes, por meio dos auxílios”.

Para o professor Maelison Neves, diretor-geral da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), destacou que, ao longo dos últimos anos, foram implementadas políticas afirmativas para promover a inclusão de pessoas negras e de escolas públicas nas universidades, porém não há investimentos que garantam a permanência desses estudantes nos cursos. Além disso, ele destacou a precarização do ensino, uma vez que faltam recursos para pesquisa. “Não tem como fazer pesquisa, fazer extensão, ciência para trazer soluções para crises da atualidade, como as mudanças climáticas, sem que haja investimentos, sem valorização dos profissionais, que estão deixando suas carreiras para ir para iniciativa privada ou para outros países”.

Diante das pautas apresentadas, o deputado Lúdio Cabral, em parceria com a vereadora por Cuiabá, Edna Sampaio, vão enviar uma carta de reivindicação apresentada pelas entidades representativas para a presidência da República e para a bancada federal do Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual são filiados.

“Nós recebemos das entidades que representam os trabalhadores federais da educação em Mato Grosso, a demanda para debater aqui na Assembleia a pauta de reivindicações dos movimentos grevista do IFMT e da UFMT. Foram mais de seis de ataques pesados às universidades federais, sem um centavo de recomposição de perdas inflacionárias. Retomado o processo democrático e o fortalecimento da educação pública a partir de 2023, o movimento em greve senta à mesa com o governo federal para apresentar as pautas”.

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A vereadora Edna Sampaio destacou a importância dos estabelecimentos federais de educação no processo de desenvolvimento da educação, da ciência, da tecnologia e da extensão que servem a sociedade como um todo. “Essa audiência é muito importante para debater a situação da educação e buscar articulação para que os deputados, senadores e senadoras apoiem as lutas nos estados”.

Educação Federal – O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) possui 19 unidades distribuídas em todas as regiões do estado e, em 2023, tinha 28.965 estudantes entre ensino médio, profissionalizantes e tecnológicos, nas modalidades presenciais e à distância. Os servidores efetivos somam 2.775 entre professores e técnicos. Se adicionar os terceirizados, o número de servidores chega próximo de cinco mil.

Na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), atualmente, há 13.895 estudantes matriculados. Ao todo, são mais de 42,8 mil alunos prejudicados com a falta de valorização do ensino público. Desde março, 1,3 mil técnicos da UFMT estão em greve e, nesta sexta-feira (17), os professores deverão votar o indicativo de greve.

Atualmente, existem 69 universidades federais em todo o Brasil, onde estudam por volta de 1,1 milhão de alunos e são desenvolvidas 95% das pesquisas científicas do país.


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Fonte: ALMT – MT

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Assembleia Legislativa abre pós-graduação própria e reúne servidores em aula inaugural

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na noite desta quinta-feira (23), a aula inaugural da primeira pós-graduação própria da Casa, no auditório Deputado Milton Figueiredo. A abertura oficial reuniu servidores e autoridades e marcou o início da especialização em Gestão Pública, iniciativa que integra a política de valorização e qualificação do quadro funcional do Parlamento estadual.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Dr. João (MDB), destacou o impacto da qualificação no serviço público. “Quando o servidor se capacita, a Assembleia se fortalece e quem ganha é Mato Grosso. Isso reflete diretamente na qualidade da entrega à população”, afirmou. O parlamentar também ressaltou o alto interesse pelo curso, que superou as 50 vagas iniciais e já conta com 79 inscritos.

A secretária de Gestão de Pessoas, Maythana Gomes Rodrigues, atribuiu a procura ao compromisso dos servidores com o desenvolvimento profissional. Segundo ela, a oferta da pós-graduação atende a uma demanda antiga e contribui para a progressão na carreira. “Esse interesse mostra o empenho dos servidores em se qualificar. É um ganho para a Instituição e para o cidadão, que recebe um serviço mais eficiente”, pontuou.

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Coordenadora do curso, Ana Paula dos Santos Pereira destacou o simbolismo da primeira turma e o envolvimento dos participantes. “Tínhamos 50 vagas e chegamos a 79 alunos. Isso demonstra que estamos no caminho certo. É um marco para a Assembleia e abre portas para novas formações”, afirmou.

Entre os servidores presentes, o jornalista da Secretaria de Comunicação da ALMT Márcio Moreira ressaltou a importância da formação para o exercício profissional. “Enquanto o jornalismo ensina a fiscalizar, a gestão pública mostra como as coisas funcionam por dentro do Parlamento. Esse conhecimento amplia a compreensão do ciclo das políticas públicas e dá mais segurança técnica para evitar erros de interpretação”, explicou. Segundo ele, a especialização também contribui para fortalecer a transparência e o acesso à informação. “É uma oportunidade de desenvolver uma visão sistêmica, essencial para a democracia”, completou.

A especialização em Gestão Pública é gratuita, voltada exclusivamente aos servidores da ALMT e busca fortalecer a atuação institucional e aprimorar o atendimento à população por meio da qualificação técnica dos profissionais.

Fonte: ALMT – MT

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