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Atividade econômica perde força em junho com queda nos serviços e no varejo, aponta IGet

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A atividade econômica brasileira perdeu ritmo em junho de 2026. Dados do Índice Getnet (IGet), desenvolvido em parceria entre a Getnet e o Santander, mostram retração tanto no setor de serviços quanto no varejo, reforçando os sinais de desaceleração da economia diante dos efeitos prolongados da política monetária restritiva e da perda de intensidade dos estímulos fiscais.

O levantamento aponta que os segmentos mais dependentes da renda das famílias e da oferta de crédito foram os mais afetados no período, indicando um cenário de consumo mais moderado no segundo trimestre do ano.

Serviços registram maior queda desde março de 2022

O setor de serviços apresentou forte retração de 5,9% em junho na comparação com maio, interrompendo três meses consecutivos de crescimento.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o índice também permaneceu negativo, com queda de 7,0%.

Os principais recuos ocorreram nos segmentos ligados ao consumo das famílias:

  • Alojamento e alimentação: -6,5%;
  • Outros serviços prestados às famílias: -1,2%.

Segundo a análise do Santander, o desempenho levou o indicador aos menores níveis observados desde março de 2022, refletindo o impacto dos juros elevados sobre o consumo e a redução do efeito positivo observado nos primeiros meses do ano.

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Varejo também desacelera em junho

O comércio varejista também apresentou desempenho negativo.

O IGet Varejo Ampliado recuou 1,4% em junho frente ao mês anterior, praticamente anulando o avanço registrado em maio.

Já o índice restrito apresentou queda mais moderada, de 0,2% na comparação mensal.

Na análise interanual, os indicadores também permaneceram em terreno negativo:

  • Varejo ampliado: -0,4%;
  • Varejo restrito: -7,2%.
Combustíveis, vestuário e construção lideram as perdas

A retração foi disseminada entre praticamente todos os segmentos acompanhados pelo índice.

Os maiores recuos registrados em junho foram:

  • Combustíveis: -4,9%;
  • Vestuário: -4,0%;
  • Móveis e eletrodomésticos: -4,4%;
  • Materiais de construção: -3,9%;
  • Automóveis, partes e peças: -2,5%;
  • Outros artigos de uso pessoal: -1,5%;
  • Artigos farmacêuticos: -0,2%;
  • Supermercados: -0,1%.

O resultado demonstra uma desaceleração ampla do consumo, atingindo desde bens duráveis até itens de consumo cotidiano.

Juros elevados continuam limitando a atividade econômica

Na avaliação de Henrique Danyi, economista do Santander, os dados de junho reforçam que a política monetária restritiva continua reduzindo o ritmo da atividade econômica brasileira.

Segundo o especialista, após meses de recuperação, serviços prestados às famílias e comércio voltaram a apresentar retração, sinalizando perda de força da demanda interna.

Além disso, os estímulos fiscais implementados no início de 2026 começam a mostrar menor capacidade de sustentar o consumo, enquanto o crédito segue mais caro para empresas e consumidores.

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Copa do Mundo teve impacto limitado sobre o consumo

Embora grandes eventos esportivos tradicionalmente estimulem setores como bares, restaurantes, alimentação, bebidas, supermercados, eletrônicos e entretenimento, os números de junho mostram que esse efeito foi insuficiente para reverter o movimento de desaceleração.

De acordo com o Santander, o ambiente de juros elevados, combinado com menor expansão da renda disponível e redução dos incentivos fiscais, acabou prevalecendo sobre os impactos positivos normalmente associados ao aumento do consumo durante a Copa do Mundo.

Perspectiva é de desaceleração no segundo trimestre

Os resultados do IGet reforçam a expectativa de perda gradual de dinamismo da economia brasileira ao longo do segundo trimestre de 2026.

A combinação entre política monetária restritiva, crédito mais caro e enfraquecimento dos estímulos fiscais tende a manter pressão sobre os setores de serviços e varejo nos próximos meses.

Para o agronegócio, esse cenário merece atenção, uma vez que a desaceleração do consumo interno pode influenciar a demanda por alimentos industrializados, combustíveis, máquinas, materiais de construção e outros segmentos diretamente ligados à cadeia produtiva do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de trigo segue firme no Brasil com oferta restrita, negócios pontuais e atenção à nova safra

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O mercado brasileiro de trigo mantém um cenário de sustentação nos preços neste início de julho, impulsionado principalmente pela oferta restrita da safra disponível e pelo ritmo lento das negociações no mercado físico. Mesmo com os contratos futuros apresentando leves oscilações na Bolsa de Chicago (CBOT), os fundamentos internos seguem favorecendo a firmeza das cotações no país.

Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que os negócios continuam ocorrendo de forma pontual, refletindo uma liquidez reduzida típica desta época do ano. A maior parte das indústrias moageiras já se encontra abastecida e demonstra pouca necessidade de realizar compras expressivas no curto prazo, direcionando sua atenção para contratos da nova safra, com entregas previstas entre setembro e outubro.

Do lado da oferta, produtores que ainda possuem trigo disponível permanecem firmes nas negociações, especialmente em São Paulo, onde os estoques são mais limitados. Essa postura contribui para manter as cotações sustentadas no mercado interno.

Mercado físico segue lento no Sul

Nos estados do Sul, o mercado continua registrando baixo volume de negócios. De acordo com a TF Agroeconômica, a demanda reduzida por farinha mantém a moagem em ritmo moderado, limitando novas aquisições por parte dos moinhos.

No Rio Grande do Sul, aproximadamente 12 mil toneladas foram negociadas na última semana. Os preços do trigo pão recuaram em relação ao fim de junho, refletindo o abastecimento já garantido para julho e a menor necessidade imediata de compras. O produto, que chegou a ser negociado a R$ 1.350 por tonelada, passou para uma faixa entre R$ 1.300 e R$ 1.330 por tonelada, dependendo das condições de entrega.

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Apesar da desaceleração das negociações, produtores demonstram preocupação com a próxima safra. Entre os principais desafios estão os elevados custos de produção, margens reduzidas, riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño e a possibilidade de maior incidência de DON (Deoxinivalenol), micotoxina que compromete a qualidade do cereal.

Cooperativas das regiões Central e Noroeste do estado relatam expectativa de redução significativa da área cultivada, embora os números ainda dependam de confirmação oficial. As estimativas preliminares apontam produção próxima de 2,2 milhões de toneladas, bem abaixo das quase 4 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

Santa Catarina e Paraná registram negociações pontuais

Em Santa Catarina, o mercado também permanece cauteloso. Os vendedores aguardam uma valorização adicional antes de ampliar as vendas. Houve registro de negociações envolvendo trigo gaúcho, enquanto parte da oferta local continua sem compradores devido aos preços pedidos pelos produtores.

No Paraná, os moinhos seguem realizando compras de oportunidade, com parte do abastecimento sendo complementada por trigo importado do Paraguai, buscando maior disponibilidade e qualidade do produto. Nos Campos Gerais foram negociadas entre 8 mil e 10 mil toneladas durante a última semana.

Já para a safra nova, ainda há poucos negócios efetivados. As indicações de preços permanecem próximas de R$ 1.400 por tonelada para entregas entre agosto e setembro, enquanto compradores e vendedores aguardam uma definição mais clara do cenário produtivo.

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Chicago abre em leve baixa após forte valorização

No mercado internacional, os contratos futuros de trigo iniciaram os negócios desta terça-feira com pequenas oscilações na Bolsa de Chicago, em um movimento técnico após os ganhos registrados na sessão anterior.

No início da manhã, os contratos apresentavam o seguinte comportamento:

  • Julho/2026: US$ 6,09 por bushel;
  • Setembro/2026: US$ 6,12 por bushel;
  • Dezembro/2026: US$ 6,27 por bushel.

Os investidores continuam acompanhando o desenvolvimento das lavouras no Hemisfério Norte, além do comportamento da demanda global, fatores que deverão influenciar a direção dos preços nas próximas semanas.

Oferta limitada continua sustentando os preços

Embora o mercado externo apresente volatilidade diária, os fundamentos internos continuam predominando na formação dos preços brasileiros. A baixa disponibilidade de trigo remanescente da safra anterior, aliada ao comportamento cauteloso de produtores e compradores, mantém o mercado equilibrado e com liquidez reduzida.

Ao mesmo tempo, cresce a expectativa em torno da evolução da safra brasileira de 2026. As condições climáticas nas principais regiões produtoras do Sul permanecem no radar dos agentes do mercado, já que o regime de chuvas nas próximas semanas será determinante tanto para o potencial produtivo quanto para a qualidade do cereal.

Enquanto não há entrada significativa da nova produção, a tendência é de continuidade das negociações pontuais e da sustentação dos preços no mercado doméstico, mesmo diante das oscilações observadas nas bolsas internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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