Educação

Audiência pública debate PNLD para Anos Finais

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Para receber sugestões e críticas acerca da minuta do Edital de Convocação para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Anos Finais  2028-2031o Ministério da Educação (MEC) realizou, na sexta-feira, 23 de janeiro, uma audiência pública, que contou com a participação de estudantes, professores, da comunidade escolar e demais interessados. O objetivo foi possibilitar a participação da sociedade, de forma transparente e democrática, nas escolhas dos próximos livros a serem adquiridos. A audiência ocorreu no auditório do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), em Brasília (DF), e foi transmitida pelo canal da autarquia no YouTube. 

No encontro, foram apresentados os principais aspectos do edital: objeto e categorias; público atendido; e tipos de livros. Também foram abordados os temas “Anos finais e transversalidade com as políticas prioritárias; “Anos finais e transversalidade com as políticas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi); e Estrutura do material e datas do certame. 

A audiência integra as políticas educacionais do MEC, além do programa de fortalecimento para os anos finais do ensino fundamental da educação básica, o Escola das Adolescênciasque busca construir uma proposta pedagógica alinhada às diversas formas de viver a adolescência no Brasil e suas necessidades   

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A minuta do edital tem como finalidade a publicização das condições de participação de editoras ao PNLD. No documento, constam os critérios mínimos de qualidade na elaboração das coleções didáticas. 

Os materiais serão destinados aos estudantes e professores das escolas dos anos finais do ensino fundamental da educação básica públicas das redes federais, estaduais, municipais, dDistrito Federal e filantrópicas sem fins lucrativos.  

A mesa de abertura contou com a participação da diretora de Políticas e Diretrizes da Educação Integral Básica da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Tereza Farias; da diretora de Apoio à Gestão Educacional da SEB, Anita Gea Martinez; do diretor de Ações Educacionais do FNDE, Ricardo Gutierres; e da coordenadorageral dos Programas do Livro do FNDE, Patrícia Costa. 

“A gente celebra, hoje, chegando até essa audiência pública, um percurso longuíssimo de uma engenharia muito complexa, que é fazer chegar a cada uma das escolas de educação básica brasileira esse instrumento tão importante para assegurar o direito de aprendizagem, que é o livro didático físico”, destacou a diretora Tereza Farias. 

Segundo ela, muitas crianças e adolescentes contam somente com o livro para organizar as suas rotinas, processos de estudos, de orientação de revisão. “Esse é, portanto, um dos insumos mais importantes para a gente fazer a política pública alcançar o seu objetivo maior, que é assegurar cada vez mais direitos”, disse. 

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diretora Anita Gea Martinez Stefani reafirmou a perspectiva do MEC em tratar as políticas da educação básica como uma estratégia sistêmica, integral, do desenvolvimento dos estudantes como sujeitos de direitos. 

Representando o FNDE, que é responsável pelo repasse dos recursos financeiros do programao diretor Ricardo Gutierres ressaltou que essa é uma das mais relevantes políticas públicas do estado brasileiro. “O PNLD tem impacto direto na garantia do direito à educaçãona redução das desigualdades regionais e sociais. A audiência reafirma o compromisso do governo federal com a transparência, a participação social e o fortalecimento de políticas estruturantes”, considerou. 

Anteriormente à audiência, o MEC e o FNDE receberam as contribuições e pedidos de esclarecimentos da minuta do edital, mas, durante a audiência, os participantes também puderam apresentar novas considerações ao texto. 

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ufpa testa óleos da Amazônia contra o câncer

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A Universidade Federal do Pará (Ufpa), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), está conduzindo uma pesquisa que busca transformar a biodiversidade amazônica em aliada no tratamento oncológico. O estudo, encabeçado pela estudante de biomedicina Viviane Santos, sob a orientação da professora Ingryd Ramos, investiga a eficácia dos óleos essenciais de cipó-alho e canela no combate direto a células cancerígenas no organismo humano. 

A pesquisa tenta superar um dos maiores desafios dos tratamentos atuais contra o câncer: a falta de seletividade. Terapias convencionais, como a quimioterapia, muitas vezes, não diferenciam as células doentes das saudáveis, o que gera efeitos colaterais severos aos pacientes. O objetivo do estudo da Ufpa é encontrar moléculas naturais que ajam com mais precisão. 

A escolha pela canela e pelo cipó-alho não foi acidental. Segundo Viviane, o Laboratório de Citogenética Humana e o Núcleo de Pesquisas em Oncologia (NPO-Ufpa) realizam triagens contínuas com produtos naturais. “A canela e o cipó-alho chamaram atenção logo nos primeiros testes”, explica a pesquisadora. 

A professora Ingryd reforça que a popularidade dessas plantas na medicina tradicional também influenciou o estudo. “São produtos muito presentes no dia a dia da população, usados em chás e remédios caseiros. A ideia é justamente verificar se esse uso empírico tem base científica”, destaca a docente. Futuramente, a expectativa é que esses óleos possam compor terapias combinadas, ajudando a reduzir as doses de quimioterápicos e, consequentemente, os danos aos pacientes. 

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Foco regional – Realizado de forma in vitro, o estudo utilizou linhagens diferentes de células tumorais, como as de melanoma, pulmão e, com especial atenção, as de câncer gástrico. A escolha tem um recorte regional, já que o câncer gástrico apresenta alta incidência na região Norte do Brasil.  

Algumas das linhagens utilizadas foram estabelecidas a partir de tumores de pacientes locais. Para garantir que os óleos não destruíssem o tecido sadio, os testes também foram aplicados em células não tumorais. O ensaio de viabilidade celular, aliado à citometria de fluxo, permitiu que as pesquisadoras mapeassem não apenas quantas células sobreviviam à exposição aos óleos, mas também de que forma as células doentes morriam. 

Resultados promissores – Os testes iniciais trouxeram dados animadores. A linhagem de câncer gástrico demonstrou ser cerca de cinco vezes mais sensível ao óleo essencial de canela do que as células saudáveis, indicando um alto nível de seletividade. Já o cipó-alho apresentou forte potencial citotóxico contra múltiplas linhagens tumorais, reduzindo a viabilidade celular mesmo em baixas concentrações. 

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Outra descoberta relevante foi o padrão da morte celular. Em vez de uma apoptose (morte celular programada, comum em testes com produtos naturais), os óleos induziram predominantemente a necrose. Agora a equipe levanta a hipótese de estar ocorrendo a “necroptose” (uma forma de necrose programada), via importante para contornar a resistência criada por tumores aos tratamentos. 

Apesar dos avanços, que renderam premiação em evento científico, a pesquisa segue em fase de base. Os próximos passos envolvem análises moleculares mais profundas, testes em culturas 3D e, futuramente, análises in vivo para garantir a segurança e eficácia do método. 

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Este conteúdo é uma produção da Ufpa, com apoio da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC) 

Fonte: Ministério da Educação

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