Educação

Conheça as ações do MEC para estudantes com deficiência

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Neste Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (PCD’s), celebrado em 3 de dezembro, o Ministério da Educação (MEC) reafirma seu compromisso com a promoção de um sistema educacional inclusivo, assegurando condições de acesso, participação, permanência e aprendizagem para os estudantes público da educação especial. Entre as ações da pasta estão a instituição da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva (Pneei) e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE Equidade)  Sala de Recursos Multifuncionais, que, neste ano de 2025, destinou mais de R$ 200,2 milhões para ações de atendimento educacional especializado para escolas públicas.  

O diretor de Políticas de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), Alexandre Mapurunga, afirmou que a data, instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 1992, reforça a centralidade da dignidade humana e inspira a continuidade das ações em defesa dos direitos das pessoas com deficiência na educação.  

“A recente publicação do Decreto nº 12.686/2025, que institui a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva, fortalece esse compromisso ao consolidar diretrizes nacionais e internacionais que garantem o direito à educação, promovem a eliminação de barreiras e orientam práticas pedagógicas que asseguram a participação plena dos estudantes com deficiência”, ressaltou. 

A política tem como base a inclusão em classes e escolas comuns da rede regular, com o apoio necessário à participação, à permanência e à aprendizagem de todos os estudantes. A iniciativa tem o objetivo de reconhecer a educação como direito universal e público; garantir a igualdade de oportunidades e condições de acesso; a promoção da equidade e valorização da diversidade humana; o combate ao capacitismo e à discriminação; e a garantia de acessibilidade e desenvolvimento de tecnologias assistivas. 

Dentre as inovações da Pneei, destaca-se a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, um arranjo federativo que fomenta a cooperação com estados, municípios e Distrito Federal, responsáveis por garantir a implementação descentralizada e monitorada da política. A rede integra diferentes estruturas estratégicas — como os Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço; o Observatório da Educação Especial Inclusiva; os Núcleos de Apoio Técnico e Acessibilização de Materiais; e a Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo. Além disso, a rede também traça uma estratégia de articulação intersetorial que aproxima as políticas educacionais dos demais serviços públicos.  

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Ações  O MEC desenvolve uma série de ações para a inclusão na educação das pessoas com deficiência, que incluem, sobretudo, o apoio técnico e financeiro aos estados, municípios e Distrito Federal por do PDDE Equidade, com investimentos para a instalação das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) e a formação da Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor), com foco especial em educação inclusiva.  

No biênio 2023-2024, o MEC investiu R$ 439 milhões que beneficiaram mais de 20 mil escolas públicas contempladas no PDDE Equidade – Sala de Recursos Multifuncionais. As escolas receberam aporte financeiro para aquisição de materiais pedagógicos, equipamentos multifuncionais e tecnologias assistivas voltados à realização do Atendimento Educacional Especializado (AEE).  

Em 2025, o pagamento dos R$ 200,2 milhões do PDDE Equidade-SRM foi feito integralmente no mês de novembro para todas as escolas sem pendências junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os valores recebidos variam de R$ 30 mil a R$ 45 mil por escola, conforme prevê a Resolução nº 17/2014, que trata das orientações, diretrizes, objetivos e beneficiários do PDDE Equidade. O valor tem como base o número de estudantes da educação especial matriculados nas classes comuns da educação básica.  

Para formar professores, gestores e outros profissionais da educação com foco especial na educação inclusiva, o MEC instituiu a Rede Nacional de Formação Continuada dos Profissionais do Magistério da Educação Básica Pública (Renafor). Para essa ação, foram investidos mais de R$ 52 milhões. 

Entre 2023 e 2025, a rede ofertou 230 cursos para professores do Atendimento Educacional Especializado e gestores escolares. Até o momento, foram contabilizadas 112.960 matrículas. Nesse período, a Renafor registrou mais matrículas e novos curso do que durante os anos de 2014 a 2022. Foram 76% a mais, passando de 64.189 para 112.960. Já o número de cursos ofertados cresceu 91,7% — de 120 para 230. 

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O MEC, por meio da Secadi, também oferece, em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Especial na Perspectiva Inclusiva em 50 instituições públicas de educação superior de todo o país. Até agora, foram investidos R$ 20 milhões. Em 2024, foram oferecidas 250 mil vagas e preenchidas 90 mil. A meta é ofertar 1,2 milhão de vagas até 2026 para professores da educação básica.  

Financiamento – Resultado de uma articulação do MEC, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) aumentou em 31% o valor mínimo aluno/ano da educação especial inclusiva. Entre 2022 e 2025, o valor subiu de R$ R$ 6.101,86 com fator de ponderação 1,20 para R$ 7.975,80, com o novo fator de ponderação fixado em 1,40.  

O mesmo movimento de valorização ocorreu para o financiamento das matrículas do Atendimento Educacional Especializado. A variação do valor médio do Fundeb entre as 27 unidades da federação foi ainda maior: 34% de aumento entre 2022 e 2025. 

Pneei – Instituída em outubro de 2025, a Política Nacional de Educação Especial Inclusiva tem como objetivo reafirmar o compromisso expresso na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva de 2008, na  Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ONU, 2006) e na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidades, assegurando aos estudantes que são público da educação especial o direito à educação de qualidade, em condições de equidade com os demais estudantes. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas

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O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.

O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.

A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.

A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.

Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.

Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.

A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.

Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.

O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.

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Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.

A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.

O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.

Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.

A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.

Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.

A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.

Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.

Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.

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Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.

Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).

O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.

A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.

Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.

Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.

A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.

Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE

Fonte: Ministério da Educação

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