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Audiência pública em Tangará da Serra cobra melhorias no serviço da Energisa

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (2), em Tangará da Serra, uma audiência pública para debater os serviços prestados pela concessionária de energia Energisa. O evento, no auditório da 10ª subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), reuniu autoridades, lideranças, empresários e moradores da região.

Requerida pelo deputado Chico Guarnieri (PRD), pelo 1º secretário da Assembleia, deputado Dr. João (MDB), e pelo 3º vice-presidente do Parlamento, deputado Wilson Santos (PSD), a reunião integra o ciclo de debates da Comissão Especial que avalia a concessão da empresa no estado. A próxima audiência será em Rondonópolis, no dia 16 de outubro.

O deputado Chico Guarnieri disse que também serão ouvidas a população de Sinop, Rondonópolis e outras cidades, para compilar as reclamações e apresentar um relatório das demandas.

“Já pedimos ao ministro (de Minas e Energia) que não renove a concessão antes do fim dos debates. Se for preciso, seguiremos o exemplo de São Paulo e recorreremos ao STF (Supremo Tribunal Federal) para suspender a renovação antecipada. O que queremos é melhoria no fornecimento de energia e respeito ao povo de Mato Grosso”,

Entre as principais reclamações levantadas estão a falta de investimentos, falhas na manutenção e atendimento precário.

Representando a Associação Intermunicipal dos Beneficiários da Integração Logística Oeste-Sudoeste, Leonildo José Nardi, protocolou documento pedindo a substituição da rede monofásica por trifásica no trecho entre a MT-247 e a MT-343, além da retirada da rede elétrica de áreas de mata e banhado.

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A produtora Hortenila Mantovani, da Fazenda Santana, em Cáceres, também manifestou a sua indignação.

“Às vezes ficamos 4 ou 5 dias sem energia, com isso, perdemos alimentos e a produção. A rede monofásica é frágil e inviabiliza a instalação de indústrias e o produtores da região estão sendo prejudicados”.

O prefeito de Nova Marilândia, Jeferson Souto (Progressistas), também reforçou que a falta de energia prejudica produtores de leite, indústrias e famílias. “Nossa região cresce, mas sofre com a baixa qualidade do fornecimento. É preciso garantir investimentos que atendam de fato à população”.

O prefeito de Tangará da Serra, Vander Masson acredita que ainda é possível fazer as adequações necessárias para que a renovação seja efetivada. “Se não cumpriram as regras, ainda há tempo para corrigir”.

O deputado Wilson Santos (PSD) declarou que a população apontou problemas de tarifas altas, falta de energia, baixa qualidade do serviço e dificuldade de comunicação com a empresa. Não somos contra a renovação, mas é preciso corrigir erros, garantir investimentos e aproximar a Energisa da comunidade antes de qualquer decisão”.

O deputado Dr. João (MDB) considera os debates fundamentais para ouvir o clamor dos consumidores.

“É essencial ouvir a sociedade. O maior entrave para a industrialização do estado é a energia monofásica, que não atende a demanda. Estamos realizando audiências públicas para verificar se a concessionária tem propostas que realmente respondam às necessidades do povo”.

O deputado Eduardo Botelho (União) questionou o processo de renovação.

“Ficamos surpresos com o decreto governamental antecipando as concessões sem ouvir o povo de Mato Grosso. Queremos melhorias no contrato, uma empresa que acompanhe o progresso do estado e que não repasse tudo na tarifa. Defendemos a renovação, mas com respeito à população”.

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Representando a Energisa, o assessor institucional, Luís Carlos Moreira Júnior, respondeu aos questionamentos e garantiu que a empresa está apta a continuar os serviços.

“A população mato-grossense não tem nenhum tipo de dúvida de que a gente está aqui para ouvir as pessoas e atender os nossos clientes. O que estamos fazendo hoje será complementar a um plano de melhoria contínua na qualidade do fornecimento e da satisfação do cliente. Este ano, por exemplo, o investimento será recorde, na casa de R$ 1,6 bilhão, em novas cargas, expansão do sistema elétrico e melhoria da rede. Só em Tangará da Serra já construímos um novo transformador em 2024 e planejamos, nos próximos três anos, a construção de mais uma subestação”, garantiu o gestor.
Histórico – A concessão do serviço de energia em Mato Grosso foi outorgada em 1997, inicialmente ao Grupo Rede e, depois, transferida ao Grupo Energisa, que atua em 12 estados. O contrato atual se encerra em junho de 2026, cabendo à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e ao Ministério de Minas e Energia decidir pela renovação por mais 30 anos ou pela reversão do serviço.

Fonte: ALMT – MT

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Cattani critica entraves e defende avanço da Ferrogrão, após decisão do STF

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O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) comentou na sexta-feira (22) a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou constitucional a Lei nº 13.452/2017, considerada essencial para o avanço da Ferrogrão (EF-170), ferrovia planejada para ligar Sinop (MT) a Itaituba (PA).

A legislação altera os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da ferrovia. A norma havia sido questionada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6553.

Para Gilberto Cattani, a decisão representa um passo importante para o desenvolvimento logístico de Mato Grosso e para o escoamento da produção agrícola do estado. “A Ferrogrão vai destravar o transporte no estado do Mato Grosso, vai salvar boa parte da nossa agricultura, vai baratear o frete. Isso é magnífico”, afirmou o parlamentar.

Apesar de comemorar o avanço do projeto, o deputado também criticou os entraves enfrentados pela ferrovia nos últimos anos e afirmou que a obra poderia já estar em funcionamento.

“A pergunta que você tem que fazer não é por que ela foi liberada agora. A pergunta que você tem que fazer é por que ela foi travada. Faz seis anos e parte dela poderia estar pronta”, declarou.

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Cattani também rebateu críticas relacionadas ao impacto ambiental da obra e afirmou que o traçado da ferrovia acompanha áreas já impactadas pela BR-163. “Ela vai do lado da BR-163, onde já está aberto. Não tem problema nenhum”, disse.

O parlamentar ainda afirmou que a Ferrogrão começou a ser estruturada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro e criticou o que classificou como obstáculos ideológicos ao avanço de obras de infraestrutura no país.

A Ferrogrão é considerada uma das principais obras de infraestrutura planejadas para o escoamento da produção agrícola do Centro-Oeste ao Arco Norte, especialmente soja e milho produzidos em Mato Grosso. A expectativa é que a ferrovia contribua para a redução dos custos logísticos e ampliação da competitividade do agronegócio brasileiro.

Fonte: ALMT – MT

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