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Aviação bate recorde histórico de passageiros, amplia investimentos e consolida agenda de inclusão social em 2025

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O ano de 2025 consolidou-se como um marco para a aviação civil brasileira. Com resultados que reforçam o papel estratégico do transporte aéreo na integração nacional, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encerra o ano com avanços na modernização de aeroportos, no fortalecimento da aviação regional e na promoção de uma agenda alinhada à sustentabilidade e à inclusão social.

O principal termômetro desse sucesso é a movimentação nos terminais. Em 2025, cerca de 130 milhões de passageiros foram transportados, um recorde histórico para o país. O crescimento reflete um trabalho contínuo de recuperação e expansão: nos últimos três anos, mais de 30 milhões de novos passageiros passaram a usar o transporte aéreo brasileiro. No segmento internacional, os levantamentos apontam para uma movimentação de 28,5 milhões de viajantes, um crescimento de 13,7% frente a 2024 e um salto de 20% quando comparamos com o período pré-pandemia (2019), conforme dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do MPor.

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Investimentos
Para sustentar esse crescimento, a infraestrutura foi tratada como prioridade. O setor aéreo recebeu atenção especial dentro do Novo PAC, com uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, contemplando melhorias em 31 aeroportos de 16 estados. O foco principal será a interiorização da aviação, garantindo operações mais seguras e eficientes em terminais regionais.

A confiança do mercado na clareza e segurança regulatória do país se traduziu em mais recursos. O ano registrou R$ 2,6 bilhões em investimentos privados, somados a R$ 608,4 milhões em investimentos públicos diretos.

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Entre os programas estruturantes, o destaque foi o AmpliAR , programa de investimentos privados em aeroportos regionais, que avançou com o leilão de 13 aeroportos, majoritariamente na Amazônia Legal e no Nordeste. A iniciativa visa fomentar o desenvolvimento econômico local e democratizar o acesso ao transporte aéreo. O primeiro leilão garantiu R$ 731 milhões em investimentos e, especialmente, a excelência da gestão de concessionárias de nível internacional.

Além disso, o programa Investe+Aeroportos fortaleceu a vocação comercial dos terminais concedidos, ao ampliar prazos de contratos e dar mais clareza jurídica aos investidores, permitindo e incentivando empreendimentos e projetos de grande porte. Até o final de 2025 foram aprovados 19 empreendimentos, que somaram R$ 4,5 bilhões em investimentos e incluem centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e salas e terminais VIP.

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Sustentabilidade
O ano de 2025 também ficará marcado como o ponto de virada para a aviação verde. Em dezembro, foi assinado o primeiro programa de financiamento estruturado para o setor com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato assinado prevê a liberação de R$ 4 bilhões do fundo. A medida oferece crédito competitivo para inovação, aquisição de aeronaves nacionais e, especialmente, para o desenvolvimento do combustível sustentável de aviação (SAF).

No campo regulatório, avançou a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) , estabelecido pela Lei do Combustível do Futuro. A norma define metas progressivas de redução de emissões de carbono para as companhias aéreas a partir de 2027, com o objetivo de reduzir as emissões em 10% até 2037.

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Inclusão e cidadania

Além de obras e recordes, a gestão de 2025 teve um forte olhar para as pessoas. O MPor lançou o pioneiro Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA) . A iniciativa já viabilizou a operação de 22 salas multissensoriais em aeroportos brasileiros, superando a meta intermediária do Plano Viver sem Limites, além de criar 12 espaços de acomodação e capacitar profissionais para um acolhimento humanizado. 

A campanha “Assédio Não Decola” , em parceria com a Anac e concessionárias, ampliou ações educativas e canais de denúncia para combater a importunação sexual e o feminicídio no ambiente aéreo.

Já um acordo com o Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat) garantiu 74 bolsas gratuitas para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, com foco em jovens de baixa renda, ampliando as oportunidades de carreira no setor.

O ano de 2025 evidencia o compromisso do Ministério de Portos e Aeroportos em entregar uma aviação que não apenas bate recordes de números, mas que se torna cada dia mais acessível, sustentável e integrada ao desenvolvimento social do Brasil.

Apresentação Coletiva de Imprensa

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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Política Nacional de Proteção de Dados avança com participação social

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Brasília, 15/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), realizou, na sexta-feira (12), audiência pública para discutir a construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade (PNPD).

O evento ocorreu em formato híbrido, no Palácio da Justiça, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu representantes do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da sociedade civil, da academia e do setor privado.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes, ressaltou o caráter estratégico da primeira audiência pública após dois mandatos do CNPD.

“A construção da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e Privacidade representa um passo fundamental. Trata-se de um instrumento que orientará a atuação do Estado brasileiro, fortalecerá os mecanismos de cooperação e ampliará o diálogo interinstitucional em torno dos direitos digitais, promovendo maior coerência, efetividade e participação na formulação de políticas públicas.”

Fernandes também destacou a centralidade do tema para a cidadania digital. “O direito à proteção de dados pessoais e à privacidade é hoje um dos pilares da cidadania digital. Em um contexto de transformação tecnológica acelerada, assegurar esses direitos significa garantir autonomia, dignidade e confiança nas interações digitais.”

A audiência integrou um processo mais amplo de elaboração participativa da política, que tem como referência os subsídios elaborados pelos seis Grupos de Trabalho Temáticos (GTTs) do CNPD, além das diretrizes encaminhadas pela ANPD ao MJSP. Ao todo, foram registradas 22 inscrições de fala da sociedade civil, além das contribuições dos coordenadores dos GTTs.

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Eixos e propostas

Os grupos de trabalho apresentaram recomendações organizadas em seis eixos estruturantes: educação e capacitação em proteção de dados (GTT 1); mecanismos e práticas de conformidade (GTT 2); governança de dados no setor privado (GTT 3) e no setor público (GTT 4); dados pessoais para o desenvolvimento econômico, tecnológico e a inovação (GTT 5); e harmonização entre a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e a Lei de Acesso à Informação (LAI) (GTT 6).

Entre as propostas apresentadas pelos coordenadores dos GTTs, destacaram-se a criação de uma Escola Nacional de Proteção de Dados, a institucionalização de uma Semana da Privacidade no calendário nacional, o estabelecimento de parcerias com o Ministério da Educação para integrar a temática aos currículos escolares e o desenvolvimento de ferramentas de autoavaliação para órgãos públicos. O GTT 5 propôs 36 subsídios voltados ao equilíbrio entre proteção de direitos e geração de valor econômico a partir do tratamento responsável de dados pessoais.

Representantes da sociedade civil apresentaram contribuições sobre temas como a necessidade de indicadores de monitoramento da política, a harmonização entre a LGPD e o direito de acesso à informação, a regulação do uso de tecnologias de reconhecimento facial e dados biométricos, a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital e a inclusão de diretrizes específicas para a segurança pública.

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Organizações como o Instituto Alana, a Transparência Brasil, a Open Knowledge Brasil, a Fiquem Sabendo, o Idec, o iFood e o Instituto Sigilo, entre outras, também participaram da audiência.

A diretora da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Miriam Wimmer, que participou ao lado do também diretor Iagê Miola, enfatizou a importância de compreender os diferentes anseios e perspectivas da sociedade.

“O CNPD trabalhou diligentemente, constituindo diferentes grupos de trabalho dedicados à abordagem dos diversos temas relacionados à política nacional. Tive a oportunidade de participar de vários desses encontros, nos quais pudemos trocar impressões, compartilhar experiências e acompanhar um trabalho muito sério e competente de construção dessas diretrizes”, disse.

O MJSP informou que as contribuições recebidas durante a audiência, bem como as manifestações escritas que poderão ser encaminhadas posteriormente, serão analisadas e incorporadas ao processo de elaboração da política. A expectativa, reforçada por múltiplos participantes, é que o decreto seja publicado ainda em 2026 — mais de oito anos após a aprovação da LGPD.

“Essa diversidade de perspectivas é fundamental para qualificar a escuta do Governo Federal e contribuir para a elaboração de uma política pública consistente, legítima e representativa”, concluiu Victor Fernandes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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