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Aviagen implementa sistema de rastreamento de entregas de pintinhos em tempo real no Brasil

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A Aviagen América Latina deu mais um passo em direção à inovação no setor avícola ao lançar um sistema digital de monitoramento de entregas em tempo real. A tecnologia permitirá acompanhar todo o trajeto dos caminhões que transportam lotes de avós e matrizes, desde a saída do incubatório até a chegada às granjas, reforçando o controle logístico e o bem-estar dos animais.

Desenvolvida pela equipe de Qualidade da empresa, a solução está em fase final de testes e será adotada em todas as entregas a partir de março de 2026.

Entregas rastreadas com tecnologia de Internet das Coisas

O novo sistema, idealizado por Ana Julia Dutkevicz (coordenadora de Qualidade) e Alba Meiga (coordenadora de Logística), utiliza tecnologia IoT (Internet das Coisas) para integrar dados de transporte e comunicação com os clientes.

A partir do carregamento dos caminhões no incubatório, a equipe da Aviagen envia aos clientes um link exclusivo via WhatsApp, que permite visualizar a rota no mapa, acompanhar atualizações do trajeto e prever o horário de chegada.

O motorista também utiliza o mesmo link para registrar documentos e informações da viagem, centralizando tudo em uma única plataforma. Assim, o cliente pode acessar dados essenciais, como número do pedido, origem, destino, previsão de entrega e status da viagem — elementos fundamentais para o planejamento do alojamento.

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Segurança da informação e conformidade com a LGPD

O sistema foi desenvolvido com foco em segurança e confidencialidade dos dados. O link tem validade limitada e não pode ser compartilhado, garantindo acesso apenas a pessoas autorizadas.

Além disso, todo o processo foi ajustado para atender integralmente às exigências da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), com revisões contratuais e técnicas que asseguram a conformidade das informações trocadas entre a empresa e os clientes.

Planejamento aprimorado e bem-estar animal

Segundo Ana Julia Dutkevicz, o sistema foi criado para atender uma demanda frequente dos clientes: a previsibilidade das entregas. “Antes, muitos entravam em contato direto com os motoristas para saber a localização dos caminhões, o que tornava o processo pouco prático. Agora, eles têm todas as informações de forma estruturada e confiável”, destaca.

O recurso permite que as granjas se organizem com antecedência para o alojamento, garantindo que o ambiente esteja pronto para receber os pintinhos. Essa preparação é essencial para o bem-estar animal, facilitando a adaptação dos lotes ao novo ambiente e reduzindo o estresse no manejo inicial.

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Avanço na digitalização da cadeia avícola

O monitoramento de entregas marca apenas o início de um plano mais amplo de digitalização da operação da Aviagen. A próxima etapa inclui o envio automatizado da carta de entrega, a padronização da coleta de dados de mortalidade nos primeiros sete dias e a integração dessas informações a um sistema centralizado de análise.

“Nossa meta é construir um ecossistema completo de informações, com rastreabilidade, indicadores e processos automatizados que ajudem tanto nossos clientes quanto a equipe interna a tomar decisões mais assertivas”, afirma Ana Julia.

Compromisso com inovação e parceria no campo

Para Leandro München, diretor de Operações da Aviagen no Brasil, a novidade reflete o compromisso da empresa em fortalecer a confiança e a transparência na relação com os produtores.

“Estamos investindo em soluções que trazem clareza, segurança e previsibilidade às entregas. Isso é parte da nossa filosofia de trabalho, baseada em ‘criar o sucesso juntos’, promovendo o bem-estar dos pintinhos e a satisfação dos clientes desde o primeiro momento”, conclui München.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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