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Avicultura de corte encerra 2025 com preços pressionados e desafios sanitários após surto de influenza aviária

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A avicultura de corte brasileira encerrou 2025 sob o impacto de um cenário desafiador. O que prometia ser o ano de maior volume de exportações da história foi comprometido pela ocorrência da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), que se consolidou como o principal fator de influência sobre o mercado interno e externo ao longo do período.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os embarques foram diretamente afetados pelos protocolos sanitários firmados com diferentes países. O especialista destaca, ainda, a demora na retomada das compras por parte de importantes parceiros comerciais, mesmo diante da rápida resposta do Brasil no controle dos focos e no cumprimento das exigências internacionais de biossegurança — medidas que, segundo ele, serviram de referência global para o setor.

Produção recorde aumenta oferta e pressiona preços no mercado interno

No mercado doméstico, o analista ressalta que a produção recorde de frango ao longo do ano aumentou a oferta e contribuiu para a pressão sobre os preços em diversos momentos.

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Apesar disso, os custos de produção registraram certo alívio. A ampla disponibilidade de milho e farelo de soja — principais insumos da alimentação animal — ajudou a manter os custos sob controle, reduzindo parte das perdas financeiras em um contexto comercial mais adverso.

Resiliência e necessidade de novas estratégias

Mesmo diante das adversidades, Iglesias avalia que o setor termina o ano demonstrando resiliência. No entanto, ele ressalta a importância de estratégias de mitigação de riscos, voltadas especialmente à redução da exposição a choques sanitários e comerciais no mercado global.

Exportações de carne de frango mantêm desempenho positivo

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), as exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, atingiram US$ 568,095 milhões em dezembro de 2025 (considerando 15 dias úteis). A média diária foi de US$ 37,873 milhões, com 327,390 mil toneladas exportadas — o equivalente a uma média diária de 21,826 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.735,20.

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Na comparação com dezembro de 2024, houve alta de 4,1% no valor médio diário e crescimento de 10,9% na quantidade média diária exportada, embora o preço médio tenha apresentado queda de 6,1%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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