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Bahia investe R$ 50,2 milhões para fortalecer agricultura familiar e merenda escolar

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Governo amplia investimentos no PNAE e fortalece agricultura familiar

O Governo da Bahia anunciou a 2ª Chamada Pública Centralizada do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destinando R$ 50,2 milhões à compra de alimentos produzidos por agricultores e agricultoras familiares dos 27 Territórios de Identidade do estado.

A medida, publicada na quinta-feira (29), foi divulgada pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) e integra as ações voltadas ao abastecimento da rede estadual de ensino.

Parceria entre secretarias amplia impacto social e econômico

O edital resulta de uma parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), e a Secretaria da Educação (SEC).

De acordo com as pastas, o objetivo é fortalecer a conexão entre a produção local, o consumo institucional e as políticas de segurança alimentar.

“O edital reforça a parceria entre a SDR, por meio da CAR, e a SEC, conectando produção local, consumo institucional e segurança alimentar”, destacou a secretaria.

Mais produtos da agricultura familiar chegam às escolas

Com a nova chamada pública, o número de itens adquiridos pelo Estado saltou de seis para 16, garantindo mais diversidade e qualidade na merenda escolar.

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Entre os produtos que serão fornecidos às escolas estão: café, aipim, flocão de milho, farinha de mandioca, ovos caipiras, feijão, leite em pó, cacau, polpas de frutas, iogurte, filé de tilápia, mel, tapioca e carne de cordeiro.

Sistema Cotação Rural Bahia facilita a gestão das compras públicas

Para tornar o processo mais transparente e eficiente, a SDR, por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), desenvolveu o Sistema Cotação Rural Bahia.

A plataforma digital reúne informações sobre fornecedores cadastrados, especificações técnicas dos produtos, preços informados pelos produtores e dados de origem e contato, facilitando a organização das compras públicas e ampliando o acesso de agricultores familiares às oportunidades de fornecimento.

Iniciativa reforça compromisso com o desenvolvimento sustentável

O lançamento da nova chamada ocorreu durante a 3ª Conferência Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário.

Segundo o governo estadual, a ação reforça o compromisso de ampliar a participação da agricultura familiar no fornecimento de alimentos à rede pública e de integrar as políticas de compras públicas às estratégias de segurança alimentar e desenvolvimento sustentável nos territórios da Bahia.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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