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CBNA debate soluções além da nutrição para aumentar eficiência da produção animal

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Painel “Soluções além da nutrição” reúne líderes do setor

A 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA) vai colocar em foco tecnologias emergentes, novas legislações e estratégias produtivas que vão além da nutrição tradicional. O painel “Soluções além da nutrição” será realizado em 14 de maio, das 9h às 12h, no Distrito Anhembi, em São Paulo, dentro da programação técnica do evento, que acontece entre 12 e 14 de maio.

Coordenado pelo zootecnista e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Fabio Catunda, o painel reunirá executivos e especialistas de empresas líderes para discutir soluções aplicáveis à realidade produtiva brasileira e internacional.

Bioinsumos e legislação em debate

Um dos destaques é a palestra sobre a Lei de Bioinsumos, conduzida pelo CEO da Korin, Luiz Carlos Demattê Filho, que abordará os impactos regulatórios e as oportunidades estratégicas para produtores e indústrias. O tema é considerado central para quem busca inovação e competitividade no setor de produção animal.

Formulação estratégica para suínos

Vitor Hugo Moita, gerente de Nutrição de Suínos da ADM, vai apresentar estratégias de formulação de dietas para suínos em diferentes mercados, destacando adaptações nutricionais frente a cenários econômicos e regionais distintos.

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Otimização de processos industriais

No setor de avicultura, o médico veterinário e nutricionista da Seara, Leopoldo Malcorra de Almeida, abordará estratégias para otimizar o retorno produtivo por meio de melhorias nos processos de fabricação. Além disso, Arturo Sánchez Carvajal, representante da Tietjen, mostrará como inovações em moagem fina e controle de qualidade em tempo real podem reduzir custos e aumentar a competitividade.

Integração entre nutrição, tecnologia e gestão

“Eficiência produtiva exige um olhar sistêmico. A nutrição continua sendo pilar central, mas resultados consistentes dependem de integração com tecnologia, legislação, processamento e gestão. Este painel foi desenhado para entregar essa visão prática aos participantes”, afirma Fabio Catunda.

Programação paralela e inscrições

A Reunião Anual do CBNA também contará com outros dois eventos simultâneos:

  • IX Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, em 12 de maio;
  • XXV Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio.

Toda a programação será realizada paralelamente à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.

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As inscrições com desconto podem ser feitas até 25 de março pelo site www.reuniaoanual.cbna.com.br. Após essa data, as taxas serão reajustadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gestão no Agro se torna critério central de crédito e vai além do Plano Safra

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A evolução do crédito no agronegócio brasileiro tem colocado a gestão e a governança no centro das decisões de financiamento. Em um cenário de maior sofisticação do mercado financeiro, produtores com alta capacidade produtiva, mas baixa estrutura organizacional, enfrentam limitações no acesso a diferentes fontes de capital, permanecendo dependentes do Plano Safra.

A análise é do CEO da Arara Seed, Henrique Galvani, que observa um padrão recorrente no campo: operações robustas e faturamento expressivo, mas com lacunas importantes em gestão financeira, o que restringe alternativas de crédito.

Falta de governança ainda limita acesso a crédito no agro

Segundo o executivo, ainda é comum encontrar propriedades com desempenho produtivo elevado, mas com baixa organização financeira. Entre os principais entraves estão demonstrações contábeis desestruturadas, ausência de fluxo de caixa projetado, contratos informais e pouca separação entre pessoa física e jurídica.

Na prática, esse conjunto de fatores transforma um setor altamente produtivo em um ambiente menos atrativo para financiamentos mais sofisticados, reduzindo a competitividade na captação de recursos.

“Não por falta de alternativas, mas por falta de governança”, destaca Galvani ao avaliar o cenário atual.

Plano Safra segue relevante, mas perde protagonismo relativo

O Plano Safra continua sendo um dos principais pilares do crédito rural no Brasil, mas já não é suficiente como única fonte de financiamento para o setor.

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No ciclo 2025/2026, o programa anunciou cerca de R$ 605 bilhões em crédito rural total, incluindo agricultura empresarial e familiar. No entanto, houve redução no nível de subsídios e aumento nas taxas de juros, refletindo um ambiente mais restritivo.

Esse movimento reforça a necessidade de diversificação das fontes de financiamento, especialmente em um cenário de maior custo do dinheiro e maior seletividade por parte dos agentes financeiros.

Mercado de capitais avança e ganha espaço no agro

Paralelamente ao crédito tradicional, cresce a participação de instrumentos privados no financiamento do agronegócio, como a Cédula de Produto Rural (CPR) estruturada, os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e as notas comerciais incentivadas.

Essas modalidades ampliam o leque de alternativas, mas operam sob uma lógica mais exigente, baseada em análise de risco, previsibilidade e transparência das operações.

Um levantamento da Rio Bravo Investimentos, com dados do Banco Central, mostra que em 2025 o estoque de títulos privados no Brasil superou, pela primeira vez, o volume de empréstimos bancários tradicionais, atingindo R$ 2,21 trilhões contra R$ 2,19 trilhões.

Há uma década, o mercado de capitais representava menos de um terço do crédito bancário. No agronegócio, no entanto, a participação ainda é estimada entre 25% e 30% do estoque total de crédito, indicando que o setor segue em processo de transição.

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Governança se torna fator decisivo para acesso a capital

A expansão do crédito privado impõe um novo padrão ao produtor rural. Diferentemente do crédito bancário tradicional, mais padronizado, o mercado de capitais exige maior organização, clareza das informações e capacidade de demonstrar previsibilidade da operação.

Nesse contexto, a governança deixa de ser apenas uma prática administrativa e passa a ser um fator estratégico para o acesso a capital, redução de custos financeiros e ampliação das fontes de financiamento.

Para especialistas, a profissionalização da gestão rural será determinante para a competitividade do setor nos próximos anos, especialmente em um ambiente de maior seletividade do crédito.

Eficiência produtiva já não é suficiente sem gestão estruturada

O agronegócio brasileiro segue como referência global em eficiência produtiva. No entanto, o novo ciclo do crédito exige mais do que desempenho no campo.

A capacidade de organização financeira, estruturação de dados e formalização de processos passa a ser decisiva para ampliar o acesso a recursos e melhorar as condições de negociação.

Na avaliação do setor, o crédito continua disponível, assim como as alternativas de financiamento. A diferença crescente está no nível de preparação dos produtores para acessá-las e utilizá-las de forma estratégica.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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