Agro News

Bem-estar animal no transporte de ovinos e caprinos avança no Brasil com revisão de normas do MAPA

Publicado

Debate técnico reúne governo e cadeia produtiva de pequenos ruminantes

O avanço das normas de bem-estar animal no transporte de ovinos e caprinos ganhou novo impulso após reunião online entre representantes do setor produtivo e do governo federal. O encontro contou com a participação da Câmara Setorial de Caprinos e Ovinos e do Ministério da Agricultura, com foco na revisão de diretrizes que impactam diretamente a atividade.

A iniciativa busca alinhar exigências sanitárias com a realidade operacional dos produtores brasileiros.

Proposta tem como base portaria do Ministério da Agricultura

A discussão gira em torno da proposta elaborada a partir da Portaria nº 1.280, de 15 de maio de 2025, desenvolvida pela área de Defesa de Sanidade Animal do Ministério da Agricultura. O documento estabelece diretrizes para o transporte de animais de produção, incluindo pequenos ruminantes.

A minuta foi submetida à consulta pública no ano passado, mobilizando agentes da cadeia produtiva em todo o país.

Setor aponta desafios práticos e sugere ajustes na regulamentação

De acordo com a Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), alguns pontos da proposta inicial foram considerados de difícil aplicação na prática.

Leia mais:  Mercado do trigo inicia 2026 com oscilações regionais e pressão da oferta global

Entre as principais preocupações levantadas pelo setor estão:

  • Restrições ao transporte conjunto de diferentes espécies
  • Limitações ao transporte de fêmeas prenhas
  • Regras para deslocamento de animais com cria ao pé

Segundo a entidade, essas exigências precisam ser aprofundadas tecnicamente para evitar impactos negativos na produção.

Participação do setor reforça importância da consulta pública

A Arco foi a primeira entidade a formalizar contribuições ao Ministério da Agricultura por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Posteriormente, representantes também entregaram um documento técnico diretamente ao Departamento de Sistema Animal (DSA), em Brasília.

Ao todo, a consulta pública recebeu cerca de 2,5 mil manifestações, evidenciando a relevância do tema para o agronegócio. Apesar disso, apenas seis associações participaram formalmente do processo, com destaque para a atuação da Arco.

Revisão do texto busca equilíbrio entre bem-estar e produção

Durante o encontro, foram apresentados os avanços na reestruturação do documento, que está sendo revisado com base nas contribuições recebidas.

Também participaram das discussões representantes da Embrapa, da Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) e de entidades estaduais, como Pernambuco e Paraná.

Leia mais:  Açúcar oscila entre altas internacionais e queda interna: demanda fraca e teor sacarino menor influenciam o mercado

O consenso entre os participantes é de que o fortalecimento das normas de bem-estar animal é necessário, desde que respeite as especificidades da cadeia produtiva.

Próximos passos incluem nova rodada de քննարկs no segundo semestre

A expectativa do setor é que uma nova reunião seja realizada no segundo semestre, com data ainda a ser definida. Até lá, o Ministério da Agricultura deve concluir a nova versão da proposta, incorporando ajustes técnicos e operacionais.

A tendência é que o texto final contemple tanto os avanços em bem-estar animal quanto a sustentabilidade econômica da produção de ovinos e caprinos no Brasil.

Tema ganha relevância estratégica no agronegócio

O debate sobre bem-estar animal no transporte se consolida como pauta estratégica, especialmente diante das exigências crescentes de mercados consumidores e padrões internacionais.

A construção de uma regulamentação equilibrada pode ampliar a competitividade da cadeia de pequenos ruminantes, garantindo conformidade sanitária sem comprometer a viabilidade dos produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

Publicado

O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

Leia mais:  Açúcar oscila entre altas internacionais e queda interna: demanda fraca e teor sacarino menor influenciam o mercado

Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

Leia mais:  Complexo de pragas ameaça produtividade da cana-de-açúcar e reforça necessidade de manejo estratégico


Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana