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Bioestimulação aumenta produtividade da soja em até 10 sacas por hectare, aponta estudo da Sipcam Nichino

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Pesquisas recentes da Sipcam Nichino demonstraram que a aplicação de bioestimulantes na soja, por meio das soluções Abyss® e Blackjak®, pode resultar em um ganho de quase 10 sacas por hectare. Os estudos foram conduzidos em lavouras de Goiás, estado referência na produção nacional de grãos, e indicam melhorias significativas no desenvolvimento vegetativo e na capacidade fotossintética das plantas.

Desenvolvimento vegetativo e qualidade dos grãos

Segundo a empresa, a combinação de Abyss® e Blackjak® promove grãos mais saudáveis e de melhor qualidade, em comparação a áreas que não receberam bioestimulantes.

O engenheiro agrônomo Gabriel Vilella, da Sipcam Nichino, destaca que a tecnologia tende a se consolidar no manejo da soja.

“O potencial produtivo da soja tem sido cada vez mais comprometido por condições ambientais desfavoráveis, como estresse hídrico ou deficiência nutricional. A adoção de bioestimulantes é uma estratégia eficiente para minimizar esses impactos”, explica.

Benefícios frente a condições ambientais adversas

Vilella ressalta que o déficit hídrico pode ocasionar perdas de 70% a 75% na produtividade da soja. Nesse contexto, os bioestimulantes auxiliam no desenvolvimento radicular e vegetativo, melhoram a capacidade de troca de cátions (CTC) e aumentam a disponibilidade de fósforo no solo, fortalecendo a planta frente a condições adversas.

“A aplicação entrega ao produtor plantas mais bem estabelecidas e gera um ganho de produtividade com excelente relação custo-benefício”, acrescenta o agrônomo.

Características dos bioestimulantes Abyss® e Blackjak®

Abyss® é um fertilizante mineral misto 100% composto por extratos puros de algas marinhas. Conforme Vilella, sua composição atua positivamente nos processos bioquímicos em todos os estágios da soja, impactando o crescimento e o desenvolvimento dos grãos.

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Já o Blackjak® é 100% natural, formado por ácidos húmicos e fúlvicos, fertilizantes minerais e micronutrientes. Aplicado em baixas doses, é rapidamente absorvido pelas plantas, reforçando a saúde da lavoura e potencializando a produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

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Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

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A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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