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BNDES aprova mais de R$ 400 milhões para a Suzano ampliar inovação e modernizar fábricas no Brasil

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social aprovou um pacote de financiamentos que soma R$ 411,4 milhões para a Suzano, com foco na modernização industrial e no avanço de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). Os recursos fazem parte do programa BNDES Mais Inovação e devem impulsionar a competitividade da companhia no setor de celulose.

Investimentos em tecnologia e modernização industrial

Do total aprovado, R$ 280 milhões serão destinados à modernização das unidades industriais, incluindo a aquisição de máquinas e equipamentos com tecnologias avançadas, como internet das coisas (IoT), além de sistemas de controle e monitoramento remoto das operações.

Outros R$ 131,4 milhões serão aplicados em projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à inovação tecnológica, reforçando a digitalização dos processos produtivos da empresa.

Os investimentos abrangem unidades localizadas em cinco estados: Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Foco em inovação e transformação digital

Os recursos permitirão à Suzano ampliar a conectividade industrial, com a aquisição de bens de informática, automação e sistemas digitais. O objetivo é aumentar a eficiência operacional e consolidar a empresa entre as líderes globais em custo de produção de celulose.

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O plano de PD&I contempla 49 iniciativas, distribuídas em diferentes áreas:

  • Projetos de genética e melhoramento florestal
  • Manejo florestal
  • Desenvolvimento de papel, bens de consumo e produtos fluff
  • Produção de celulose
  • Gestão da inovação e projetos transversais
  • Parcerias com universidades e centros de pesquisa

As iniciativas contam com a colaboração de diversas instituições, incluindo universidades federais e estaduais, além de organizações como a Embrapa, o Senai e a Embrapii.

Essas parcerias fortalecem o desenvolvimento tecnológico e ampliam o potencial de inovação no setor florestal e industrial.

Expansão industrial e novos aportes recentes

Além do novo financiamento, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social já havia aprovado, no fim de 2025, outro aporte de R$ 451,7 milhões para a empresa, voltado à modernização de estruturas e ampliação da capacidade de armazenagem.

Os recursos vieram de linhas como o Finem e o Fundo Clima, reforçando o compromisso com a sustentabilidade e a eficiência produtiva.

Sustentabilidade e alinhamento global

Os investimentos estão alinhados a metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com impactos em áreas como crescimento econômico, inovação industrial e redução das desigualdades.

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A Suzano também mantém práticas sustentáveis em sua operação, com uso de matérias-primas renováveis, certificações ambientais como FSC e Cerflor, e foco na captura de carbono por meio de florestas plantadas.

Liderança global no setor de celulose

Com cerca de um século de atuação, a Suzano é líder mundial na produção de celulose e uma das maiores produtoras de papel da América Latina. A empresa possui capacidade anual de produção de 13,4 milhões de toneladas de celulose e 2 milhões de toneladas de papel, além de exportar para mais de 100 países.

Com os novos investimentos, a companhia busca fortalecer sua posição global, aumentar a produtividade e se preparar para diferentes cenários de mercado, mantendo competitividade mesmo em ambientes de maior volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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