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Boi gordo em alta: arroba próxima de recorde melhora poder de compra do pecuarista em 12 meses

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A valorização da arroba do boi gordo no mercado brasileiro tem favorecido o pecuarista terminador, melhorando a relação de troca com o bezerro mesmo diante da alta contínua nos preços da reposição. Dados recentes mostram que abril registra o melhor cenário para compra de bezerros no período de um ano.

Arroba do boi gordo se mantém em patamar elevado

Os preços da arroba do boi gordo seguem em níveis historicamente altos. Até o dia 14 de abril, a média do indicador Cepea/Esalq para o estado de São Paulo alcançou R$ 363,82 por arroba, já descontada a inflação pelo IGP-DI de março de 2026.

O valor representa uma alta de 13% em relação a janeiro de 2026 e avanço de 14% frente a abril de 2025, em termos reais. Segundo pesquisadores do Cepea, a cotação atual está praticamente no mesmo nível do recorde histórico real, registrado em novembro de 2011, quando a média foi de R$ 364,82 por arroba.

Preço do bezerro também sobe, mas em ritmo diferente

O mercado de reposição segue aquecido, com valorização expressiva do bezerro. Em abril, o indicador Cepea/Esalq para o bezerro nelore (de 8 a 12 meses), negociado no Mato Grosso do Sul, registra média de R$ 3.316,71 por cabeça.

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O desempenho indica alta de 7,43% em relação a janeiro de 2026 e crescimento de 19,45% frente a abril de 2025. Apesar da valorização, o preço atual ainda permanece abaixo do recorde real histórico, de R$ 3.610,13, alcançado em abril de 2021.

Relação de troca atinge melhor nível em 12 meses

Mesmo com o bezerro mais caro, o avanço mais intenso da arroba do boi gordo tem favorecido o poder de compra do pecuarista. Em abril, são necessárias 9,12 arrobas de boi gordo para a aquisição de um bezerro.

Esse é o melhor resultado dos últimos 12 meses. Em abril do ano passado, eram necessárias 8,71 arrobas para a mesma operação, indicando melhora relevante na capacidade de reposição do produtor.

Cenário favorece o pecuarista terminador

A combinação de preços elevados do boi gordo e uma valorização mais moderada do bezerro tem sustentado margens mais favoráveis para o pecuarista terminador. O cenário atual reforça um momento positivo para a atividade, especialmente para produtores que dependem da reposição de animais para engorda.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques

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As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.

Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas

No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.

O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.

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Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária

O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.

No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.

O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.

Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações

A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.

O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.

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A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.

Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores

Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.

O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.

Setor mantém tendência de expansão nas exportações

Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.

Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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