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Coamo amplia presença no Norte do Paraná e avalia criar hub ferroviário estratégico em Cambé

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A Coamo, maior cooperativa agroindustrial da América Latina, iniciou um movimento de expansão considerado histórico no Norte do Paraná. A estratégia inclui a aquisição de cinco unidades agrícolas e contratos operacionais em outras dez estruturas, consolidando a maior ampliação geográfica da cooperativa em um único momento desde sua fundação.

O investimento inicial soma R$ 136 milhões e contempla unidades localizadas em Assaí, Bela Vista do Paraíso, Sabáudia, Cambé e Tamarana. Os ativos pertenciam a um fundo imobiliário gerido pelo Grupo Pátria e estavam anteriormente arrendados à Belagrícola.

Estratégia logística pode transformar Cambé em hub ferroviário

Além de ampliar sua presença em uma região onde tinha pouca atuação, a Coamo também avança em uma estratégia logística robusta. O plano inclui a possibilidade de transformar o município de Cambé em um ponto de transbordo ferroviário para escoamento de grãos.

Segundo o presidente executivo da cooperativa, Airton Galinari, a localização da unidade — com cerca de 30 hectares e acesso à malha ferroviária — é considerada ideal para a implantação do projeto.

A proposta prevê o transporte inicial por caminhões até Londrina ou Cambé e, posteriormente, o envio da produção por via ferroviária. O modelo pode integrar cargas oriundas do Paraná e do Mato Grosso do Sul, criando um novo corredor logístico.

Integração com portos reforça estratégia de exportação

A expansão também está alinhada à estrutura portuária utilizada pela cooperativa. A Coamo já opera no Porto de Paranaguá e desenvolve um projeto portuário em Itapoá (SC).

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Nesse contexto, o Norte do Paraná se apresenta como uma área estratégica de influência logística, permitindo maior eficiência no escoamento da produção quando comparado a outras regiões, como o norte do Mato Grosso do Sul, que depende mais do Porto de Santos.

Capacidade de armazenagem supera 210 mil toneladas

As novas unidades adquiridas somam mais de 210 mil toneladas de capacidade de armazenagem, fortalecendo a rede logística da cooperativa na região.

A expectativa é que essas estruturas atendam às próximas safras de soja e milho, além de oferecer suporte completo aos produtores rurais, incluindo:

  • Assistência técnica agronômica
  • Comercialização de insumos
  • Serviços financeiros via Credicoamo
  • Apoio na venda da produção
Contratos ampliam atuação em outras regiões do estado

Além das aquisições, a Coamo firmou contratos de prestação de serviços em dez unidades que ainda fazem parte do processo de reestruturação da Belagrícola.

Essas estruturas estão distribuídas entre os Campos Gerais e o Norte do Paraná, incluindo municípios como Tibagi, Teixeira Soares, Imbituva, Londrina, Alvorada do Sul, Sertanópolis e Ibiporã.

Nessas unidades, a cooperativa já atua com equipes operacionais completas, oferecendo atendimento técnico, classificação de grãos e suporte a novos cooperados.

Reestruturação da Belagrícola viabilizou negociações

O cenário que possibilitou a expansão está ligado à reestruturação financeira da Belagrícola, que entrou em recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 2,2 bilhões em dívidas.

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Parte das unidades adquiridas pela Coamo já não pertencia mais à empresa, o que permitiu a negociação direta com o fundo imobiliário proprietário dos ativos. Para o investidor, a operação gerou retorno estimado de aproximadamente 15,7% ao ano.

Maior expansão territorial da história da cooperativa

De acordo com Airton Galinari, o movimento representa a maior expansão territorial da Coamo em número de unidades, superando inclusive avanços anteriores no Oeste do Paraná.

O executivo também destacou que a região Norte do estado enfrentou, ao longo dos anos, dificuldades com cooperativas e empresas do setor, o que gerou preocupação entre produtores.

Nesse cenário, a proposta da Coamo é oferecer segurança, estabilidade e previsibilidade por meio do modelo cooperativista.

Coamo projeta crescimento com foco em logística e originação

Fundada em 1970 e com sede em Campo Mourão, a Coamo reúne milhares de cooperados e registrou faturamento próximo de R$ 30 bilhões em 2025.

A expansão no Norte do Paraná, aliada ao possível hub ferroviário em Cambé e aos investimentos portuários, sinaliza um novo ciclo de crescimento da cooperativa, com forte foco em logística e originação de grãos no agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de café do Brasil devem bater recorde em 2026/27, projeta Eisa

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As exportações brasileiras de café devem atingir um novo recorde na safra 2026/27 (julho a junho), impulsionadas pela expectativa de uma colheita considerada a maior da história do país. A projeção é do diretor comercial da exportadora Eisa, uma das maiores do setor global.

O cenário positivo é sustentado pelo avanço da colheita atual e pela perspectiva de forte disponibilidade de grãos nos próximos meses, o que deve ampliar os embarques e reforçar a posição do Brasil como líder mundial na produção e exportação de café.

Safra recorde deve impulsionar volume exportado

Segundo o diretor comercial da Eisa, Carlos Santana, o país vive um momento de forte otimismo no setor.

“Estamos bastante otimistas. Muito provavelmente o Brasil vai ter a maior safra da história. E isso rapidamente a gente vai começar a ver nos embarques, talvez em julho ou agosto”, afirmou durante o Seminário Internacional do Café, em Santos.

A avaliação é de que o aumento da oferta deve se refletir de forma mais intensa ao longo da safra 2026/27, com potencial de recorde nas exportações brasileiras.

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Colheita avança e já sinaliza safra robusta

O Brasil, maior produtor e exportador global de café, já iniciou a colheita da safra 2026/27, com cerca de 5% da produção colhida até o momento.

O destaque inicial fica para o café canéfora (robusta e conilon), com avanço dos trabalhos principalmente em Rondônia e no Espírito Santo, regiões que tradicionalmente antecipam a colheita em relação ao café arábica.

Estoques globais baixos podem ampliar demanda por café brasileiro

De acordo com o setor exportador, a entrada da nova safra brasileira deve contribuir para a recomposição dos estoques globais, que atualmente se encontram em níveis reduzidos.

Esse movimento tende a favorecer a demanda pelo café brasileiro nos próximos meses, com expectativa de embarques mais fortes especialmente no segundo semestre de 2026.

A combinação entre alta produção, recomposição de estoques e demanda internacional aquecida deve sustentar um cenário positivo para as exportações, com possibilidade de “surpresas positivas” no desempenho do país no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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