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Boletim Focus eleva projeção da inflação para 2026 e indica juros ainda elevados no Brasil

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Inflação para 2026 volta a subir e segue acima da meta

A mais recente edição do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central do Brasil, mostra nova alta nas expectativas de inflação para 2026.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,10% para 4,17%, permanecendo acima da meta oficial de 3,00% estabelecida para o período. O movimento reforça a percepção de um cenário inflacionário ainda desafiador no médio prazo.

Preços administrados e IGP-M também avançam

Entre os componentes da inflação, os chamados preços administrados — definidos por contratos ou pelo poder público — também tiveram revisão para cima. A estimativa subiu de 3,85% para 4,02% em 2026.

Já a projeção para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) avançou levemente, passando de 3,40% para 3,45%, indicando pressão adicional nos custos, especialmente em contratos indexados ao indicador.

Expectativas para 2027 permanecem mais estáveis

Para 2027, o cenário é de maior estabilidade nas projeções. A expectativa para o IPCA foi mantida em 3,80%, ainda acima da meta, mas sem novas revisões nesta semana.

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Os preços administrados tiveram leve ajuste, de 3,74% para 3,77%, enquanto o IGP-M permaneceu estável em 4,00%.

Crescimento do PIB segue moderado

No campo da atividade econômica, o mercado elevou marginalmente a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, de 1,83% para 1,84%.

Para 2027, a expectativa foi mantida em 1,80%, indicando continuidade de um ritmo moderado de expansão da economia brasileira.

Já o Banco Central do Brasil, em seu Relatório de Política Monetária mais recente, projeta um crescimento mais robusto de 2,3% para 2026, sinalizando uma visão ligeiramente mais otimista do que a do mercado.

Selic deve cair, mas permanecer em patamar elevado

As projeções para a taxa básica de juros também foram revisadas. O mercado passou a estimar a Selic em 12,50% ao final de 2026, ante 12,25% na semana anterior.

Atualmente em 14,75%, a expectativa indica um ciclo de cortes ao longo do período, com redução acumulada de 2,25 pontos percentuais até o fim de 2026.

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Apesar disso, o nível projetado segue elevado, refletindo a necessidade de manter a política monetária restritiva para conter a inflação acima da meta.

Cenário atual: inflação resistente e política monetária cautelosa

Os dados mais recentes do Boletim Focus reforçam um ambiente de inflação persistente, com expectativas ainda desancoradas em relação à meta, o que exige cautela por parte do Banco Central do Brasil.

Ao mesmo tempo, o crescimento econômico projetado permanece moderado, enquanto os juros devem cair gradualmente, mas sem espaço para cortes mais agressivos no curto prazo.

O conjunto das projeções indica que o Brasil deve seguir enfrentando um cenário de equilíbrio delicado entre controle da inflação e estímulo à atividade econômica nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro André de Paula encerra missão à China com avanços no diálogo agropecuário e cooperação bilateral

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Encerrando a missão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à China, o ministro André de Paula e a delegação brasileira participaram de reuniões com o Ministério do Comércio da China (MOFCOM) e com o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA). Os encontros ocorreram em Pequim, nesta quarta-feira (20).

Em visita ao Ministério do Comércio da China (MOFCOM), o ministro André de Paula reuniu-se com o vice-ministro chinês Jiang Chenghua e destacou o simbolismo da viagem. “Escolhi a República Popular da China como destino da minha primeira viagem internacional. Esta escolha traduz o reconhecimento da importância da China como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro e interlocutor estratégico para o futuro da nossa agropecuária”, afirmou.

O vice-ministro Jiang Chenghua ressaltou a importância das relações comerciais e da cooperação técnica entre os dois países. “O Brasil é o nosso principal fornecedor de carne, soja, algodão, açúcar e frango. No campo dos investimentos, empresas chinesas têm atuado no Brasil em infraestrutura, melhoramento de sementes e cooperação em tecnologia agrícola. Nos últimos dois anos, observamos crescente participação de empresas chinesas em feiras e exposições do setor agrícola brasileiro”, declarou. 

Durante a reunião, os representantes discutiram temas relacionados ao comércio agropecuário, cooperação técnica e fortalecimento da parceria bilateral.

Na sede do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China (MARA), o ministro André de Paula reuniu-se com o ministro chinês Zhang Zhu, ocasião em que destacou que as relações entre Brasil e China são resultado de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas.

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“As relações entre o Brasil e a China são fruto de uma trajetória diplomática consolidada ao longo de mais de cinco décadas. Desde o estabelecimento de nossas relações, em 1974, construímos juntos uma parceria que evoluiu. Mais recentemente, sob a liderança dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping, alcançamos um novo patamar de cooperação e confiança mútua”, destacou o ministro André de Paula.

O ministro Zhang Zhu ressaltou a relevância da recente visita do presidente Lula à China e destacou a importância do aprofundamento da cooperação bilateral em áreas como infraestrutura, agricultura, inovação e energia. “Sua visita à China logo após assumir o cargo de ministro da Agricultura demonstra a atenção dedicada à cooperação agrícola sino-brasileira. Desejo unir esforços para ampliar nossa cooperação e gerar benefícios concretos aos nossos setores produtivos”, disse.

Durante a reunião, os representantes brasileiros reiteraram a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), um dos principais mecanismos de coordenação política e diálogo estratégico entre os governos do Brasil e da China.

A parte brasileira também apresentou os principais programas desenvolvidos pelo Mapa voltados à promoção de uma agropecuária sustentável, inovadora e de baixa emissão de carbono. Entre as iniciativas destacadas estiveram o Plano ABC+, política nacional de incentivo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo; o Programa Nacional de Bioinsumos, voltado à ampliação do uso de insumos biológicos na produção agropecuária; e as ações de pesquisa, inovação e transferência de tecnologia conduzidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

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Os representantes brasileiros ressaltaram ainda o interesse em ampliar o intercâmbio científico e a cooperação técnica bilateral, especialmente em áreas relacionadas à biotecnologia, segurança alimentar, sustentabilidade e modernização agrícola, reforçando a disposição do Brasil em aprofundar parcerias estratégicas com a China.

As agendas realizadas em Pequim consolidaram o diálogo técnico e institucional entre os dois países e reforçaram a importância da parceria sino-brasileira para o comércio agropecuário, a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável. A missão reafirmou o compromisso do Brasil com o fortalecimento da cooperação bilateral em temas estratégicos para a agropecuária.

Integraram a delegação brasileira o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luís Rua; o secretário adjunto de Defesa Agropecuária, Alan Alvarenga; o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias e de Sustentabilidade, Marcel Moreira; a chefe de gabinete do ministro, Adriana Vilela Toledo; a assessora especial de Comunicação Social, Carla Madeira; a assessora especial Sibelle Andrade; e os adidos agrícolas na China, Leandro Feijó e Jean Felipe Gouhie.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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