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Bolsas globais avançam com impulso da China e Ibovespa se aproxima dos 200 mil pontos

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Os mercados financeiros globais operam em alta nesta quinta-feira (16), impulsionados por dados econômicos positivos da China e pelo bom desempenho das principais bolsas internacionais. No Brasil, o Ibovespa segue renovando recordes e se aproxima da marca histórica de 200 mil pontos, em meio a um cenário de inflação controlada e valorização do real frente ao dólar.

Bolsas globais operam em alta com apoio de dados econômicos

Em Wall Street, os contratos futuros indicavam abertura positiva por volta das 9h (horário de Brasília). O Dow Jones avançava 0,05%, enquanto o S&P 500 subia 0,07% e o Nasdaq registrava alta de 0,17%, refletindo um ambiente de cauteloso otimismo entre investidores.

Na Europa, o movimento também foi de valorização. O índice STOXX 600 subia 0,43%, acompanhando o desempenho das principais bolsas do continente. Em Londres, o FTSE 100 avançava 0,5%, aos 10.610,04 pontos. Em Paris, o CAC 40 subia 0,5%, aos 8.316,76 pontos, enquanto o DAX, de Frankfurt, também registrava alta de 0,5%, aos 24.175,91 pontos.

Ásia fecha majoritariamente em alta com destaque para China e Japão

Os mercados asiáticos encerraram o pregão com ganhos expressivos, impulsionados principalmente pelos dados econômicos da China, que superaram as expectativas.

O índice Nikkei, do Japão, avançou 2,38%, aos 59.518 pontos, renovando recorde histórico. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,72%, enquanto o índice de Xangai registrou alta de 0,70%. O CSI300, que reúne as maiores empresas listadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, avançou 1,10%.

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Outros destaques incluem o Kospi, da Coreia do Sul, com alta de 2,21%, e o Taiex, de Taiwan, que subiu 1,12%. Por outro lado, o índice Straits Times, de Singapura, recuou 0,27%, e o S&P/ASX 200, da Austrália, teve queda de 0,26%.

O principal fator por trás do desempenho positivo foi o crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) da China no primeiro trimestre, acima das projeções do mercado. Apesar disso, autoridades chinesas alertaram para um ambiente global mais complexo, influenciado por tensões geopolíticas e possíveis impactos sobre a demanda mundial.

Ibovespa se aproxima de recorde histórico com forte fluxo de investimentos

No Brasil, o Ibovespa mantém trajetória de valorização e opera próximo de níveis históricos. O índice futuro atinge cerca de 202.300 pontos, refletindo forte entrada de capital e maior apetite ao risco.

A tendência segue positiva no curto, médio e longo prazo, sustentada por fundamentos econômicos mais sólidos e maior confiança dos investidores.

Entre os fatores que sustentam o movimento estão o crescimento da economia chinesa, que beneficia exportadores brasileiros, e dados domésticos favoráveis. O IBC-Br, considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,60% em fevereiro, indicando avanço da atividade econômica.

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Dólar em queda reforça ambiente positivo para a bolsa brasileira

O dólar comercial opera em queda, sendo negociado próximo de R$ 4,99. A desvalorização da moeda norte-americana frente ao real contribui para o desempenho positivo do mercado acionário brasileiro, favorecendo o fluxo de investimentos estrangeiros.

Fatores que seguem no radar dos investidores

O mercado acompanha atentamente os desdobramentos de diferentes frentes que podem influenciar os ativos nos próximos dias:

  • Cenário político interno e possíveis impactos na confiança do investidor
  • Oscilações nos preços das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro
  • Desempenho de grandes empresas, com destaque para bancos e exportadoras
  • Divulgação de indicadores econômicos no Brasil e no exterior
Perspectivas indicam continuidade de volatilidade com viés positivo

Apesar do ambiente favorável, o cenário global ainda apresenta incertezas. O crescimento da China reforça o otimismo, mas riscos geopolíticos e sinais de desaceleração em algumas economias seguem no radar.

No Brasil, o desempenho do Ibovespa dependerá da manutenção do fluxo de capital estrangeiro, da estabilidade política e da continuidade de indicadores econômicos positivos. Caso essas condições se mantenham, o mercado pode consolidar novos recordes nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota de arrasto de praia da tainha é ampliada para 430 toneladas em Santa Catarina

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Foi publicado hoje (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina para 430 toneladas. Essas cotas foram ampliadas após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Após o relato dos pescadores do estado de que, apesar do peixe ter sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não havia chegado devido às condições oceanográficas, o MPA realizou uma análise comparando a produção de tainha, neste ano, com dados históricos de produção.

Nessa avaliação, observou-se que dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores. Ou seja, os dados mostraram o que a população de Santa Catarina trazia nos relatos: muitos pescadores não conseguiram pescar.

Neste contexto, o Litoral Norte do estado foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 municípios, dos 14 da região neste ano.

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Por conta disso, a partir da média entre as diferenças de produção atuais e dos dados históricos e, além disso, considerando o Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foi estipulado o valor de cota adicional de:

230 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Araquari, Balneário Barra do Sul, Balneário Camboriú, Balneário Piçarras, Barra Velha, Bombinhas, Governador Celso Ramos, Itajaí, Itapema, Itapoá, Joinville, Navegantes, Penha, Porto Belo e São Francisco do Sul.

200 toneladas de cotas de captura para o litoral centro norte de Santa Catarina, abrangendo os municípios de Biguaçu, Florianópolis, Palhoça, Paulo Lopes, Garopaba, Imbituba, Laguna, Jaguaruna, Balneário Rincão, Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota e Passo de Torres.

Essa medida estabelece uma cota compartimentada para a região centro-norte e centro-sul de Santa Catarina, com o objetivo que garantir uma distribuição justa do recurso, com cotas maiores para aqueles que não pescaram, além de cotas para aqueles que ainda não atingiram uma produção suficiente neste ano.

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“Devido às condições climáticas, a tainha não chegou à mesa de muitos catarinenses. O Governo do presidente Lula tem compromisso com a participação social, com a escuta. Por isso, o governo tomou a decisão de ampliar as cotas. Vale reforçar que não se trata de uma medida politica. A nova cota foi baseada em informações técnicas.
Agora, para termos uma pesca sustentável, precisamos da colaboração de todos”, destacou o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo.

Este ano, a quantidade pescada em algumas regiões foi tão grande que o mercado sentiu os impactos: os preços caíram e houve relatos de desperdício.

Por conta disso é importante a sensibilização dos pescadores e pescadoras para que pesquem com responsabilidade e que aqueles que já capturaram permitam que a safra também seja farta para os outros profissionais.

O Ministério da Pesca e Aquicultura segue trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito a tradição da pesca da tainha no estado.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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