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Bolsas globais sofrem com balanços fracos e tensões geopolíticas; China mostra reação positiva antes de comunicado do partido

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Queda nas bolsas dos EUA

As principais praças de Wall Street encerraram o pregão em baixa, com investidores ainda absorvendo os resultados de balanços corporativos. O índice Dow Jones Industrial Average recuou cerca de -0,71%, atingindo aproximadamente 46.590,41 pontos. Já o S&P 500 teve perda de -0,52%, enquanto o Nasdaq Composite caiu -0,93%.

Europa recua impulsionada por balanços decepcionantes

Na Europa, os mercados reagiram negativamente a balanços abaixo das expectativas de grandes empresas, especialmente nos setores de luxo e bens pessoais. Corporates como L’Oréal e Hermès não atenderam estimativas, minando a confiança dos investidores.

  • O índice Stoxx Europe 600 caiu cerca de -0,2%.
  • Em Frankfurt, o DAX recuou ~-0,74%.
  • Em Paris, o CAC 40 caiu ~-0,63%.
  • Em Milão, o FTSE MIB perdeu ~-1,03%.
  • Por outro lado, Londres teve alta de ~+0,93% com o FTSE 100, encerrando próximo de 9.515 pontos.
  • Em Madri, o IBEX 35 subiu ~+0,09%, e em Lisboa o PSI 20 avançou ~+0,40%.

Além disso, o contexto geopolítico — com novos ataques russos à Ucrânia e fracassadas tentativas de paz envolvendo Donald Trump — alimentou demanda por ativos de defesa, beneficiando companhias do setor.

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Mercados asiáticos com desempenho misto

As bolsas na Ásia fecharam majoritariamente em queda, refletindo tensões comerciais entre China e EUA e queda acentuada no ouro, o que afetou o apetite por risco.

  • O índice de Xangai teve recuo de ~-0,07%.
  • O CSI 300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, caiu ~-0,33%.
  • O Hang Seng, de Hong Kong, recuou ~-0,94%.
  • No Japão, o Nikkei 225 caiu levemente (~-0,02%).
  • Na Coreia do Sul, o KOSPI teve valorização de ~+1,56%.
  • Em Taiwan, o TAIEX caiu ~-0,37%.
  • Em Cingapura, o Straits Times Index avançou ~+0,32%.
Recuperação na China e Hong Kong com expectativa de anúncio importante

Nesta quinta-feira, as bolsas chinesas têm mostrado reação positiva à espera da conclusão da quarta sessão plenária do Partido Comunista da China.

  • O índice de Xangai subiu ~+0,22%.
  • O CSI 300 avançou ~+0,30%.
  • O Hang Seng renasceu com alta de ~+0,72%.

As ações do setor financeiro lideraram os ganhos (~+0,8%), com destaque para Agriculture Bank of China, que chegou a máxima histórica.

Além disso, o vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng anunciou negociações comerciais com os EUA na Malásia, alimentando esperanças de atenuação nas tensões.

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Panorama atual do mercado financeiro

Com esses movimentos globais, o mercado financeiro demonstra instabilidade e divergência entre regiões: enquanto as bolsas ocidentais recuam, parte da Ásia mostra sinais de recuperação pontual. O cenário está fortemente influenciado por:

  • balanços corporativos que decepcionaram em várias regiões;
  • tensões geopolíticas agravadas por conflitos e negociações diplomáticas;
  • expectativas econômicas e decisões políticas, como a possível redução das taxas de juros nos EUA.
Conclusão

Os mercados globais refletem nervosismo generalizado, com investidores avaliando resultados trimestrais corporativos e impactos políticos. Apesar da retração nos índices ocidentais, a Ásia — especialmente a China — mostra reações positivas na espera de anúncios econômicos importantes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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