Mato Grosso

Bombeiros de MT capacitam 16 militares de seis estados em perícia de incêndios florestais

Publicado

39
39
39
39

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso capacitou 16 militares de seis estados brasileiros em perícia de incêndios florestais, nesta quarta-feira (31.07), em Cuiabá. A capacitação faz parte do curso de pós-graduação em Gestão de Incêndio Florestal, que é realizado pela corporação em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

“No sul e oeste de Santa Catarina, sofremos com a estiagem, o que resulta em um número elevado de incêndios florestais. Precisamos de pessoas capacitadas, então viemos buscar formação em um estado que é bem avançado no combate aos incêndios florestais”, disse o capitão BM Luann Chrun, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

Na aula prática, participaram militares dos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Ceará e Minas Gerais. Os participantes foram capacitados na produção de laudos periciais que indicam a causa e a localização de origem dos incêndios florestais.

Leia mais:  Governador anuncia delegada para chefiar Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres

“Mato Grosso possui três grandes biomas, o que faz o Estado ser um grande laboratório de estudo de incêndios florestais. Capacitamos militares mato-grossenses para reforçar o número de especialistas em perícia, e os bombeiros de outros estados para que eles possam difundir o conhecimento para suas corporações”, explica o tenente-coronel BM Marco Aires, coordenador do curso.

O tenente-coronel BM Paulo Trinta, chefe de Operações do Centro de Operações Rio da Prefeitura do Rio de Janeiro, explica que a aula prática é fundamental para que os alunos possam colocar em prática o que aprenderam em sala.

“Tem sido gratificante porque estamos aprendendo diversas técnicas novas. Muito do que aprendemos em sala de aula, estamos conseguindo trazer para o campo de maneira precisa. Sou da área acadêmica e sinto muito falta da teoria ser aplicada na prática, mas aqui eles conseguem fazer isso com maestria, com militares de alto gabarito”, disse o tenente-coronel Trinta.

“Viemos aproveitar a expertise do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso na gestão de grandes operações de combate aos incêndios florestais. Neste ano, assumimos a coordenação das operações de dentro das unidades de conservação estaduais. Adquirir esses conhecimentos e colocá-los na prática vai potencializar nossa capacidade de resposta”, disse coronel Moisés Sousa, de Minas Gerais.

Leia mais:  Seduc inicia ano letivo de 2026 com foco na permanência escolar e combate à evasão

A pós-graduação soma 470 horas de formação, com 410 horas de aulas teóricas e 60 horas de atividades complementares. O curso é ministrado na modalidade à distância, mas é dividido em dois períodos presenciais focados nas disciplinas práticas de Geoprocessamento, Gestão do Combate e Perícia de Incêndios Florestais.

No total, 50 oficiais de 12 estados participam da pós-graduação em Gestão de Incêndio Florestal. O encerramento deste primeiro período da pós-graduação, com os 16 militares, será em 02 de agosto. Já o segundo período está previsto para ocorrer entre os dias 14 a 25 de outubro com a presença de mais 32 alunos.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Polícia Militar finaliza primeiro curso de operações de inteligência em Cuiabá

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Primeira-dama de MT agradece ao Governo e à Sesp pelo reforço na segurança do programa SER Família Mulher

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana