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Brasil abate 10,29 milhões de bovinos no 1º trimestre e participação de fêmeas atinge 49,9%, aponta IBGE

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O Brasil registrou o abate de 10,29 milhões de cabeças de bovinos no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 3,3% em relação ao mesmo período de 2025 e o maior volume já registrado para os três primeiros meses do ano na série histórica. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e consideram operações sob algum tipo de inspeção sanitária municipal, estadual ou federal.

Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, houve recuo de 6,9% no volume abatido, movimento considerado sazonal para o período.

Produção de carne cresce em volume, mas peso médio recua no ano

O abate resultou em 2,63 milhões de toneladas de carcaças bovinas, alta de 5,1% em relação ao mesmo período de 2025, mas queda de 10,3% frente ao trimestre imediatamente anterior.

O peso médio das carcaças ficou em 256,08 kg por animal, com avanço de 1,7% na comparação trimestral e recuo de 3,6% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Participação de fêmeas se aproxima de 50% e reforça tendência do setor

Um dos principais destaques do levantamento é o aumento da participação de fêmeas no abate total. No período, foram abatidas 5,14 milhões de fêmeas, o equivalente a 49,9% do total de bovinos, praticamente metade do volume.

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O resultado representa alta de 4,3% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e avanço de 11,1% na comparação com o trimestre anterior.

Dentro desse grupo, o abate de novilhas (fêmeas com menos de dois anos) somou 1,69 milhão de cabeças, representando 32,9% do total de fêmeas abatidas.

O movimento reforça a tendência de maior participação feminina no abate observada ao longo dos últimos trimestres, após um período de maior presença de machos na segunda metade de 2025.

Segundo projeções da DATAGRO Pecuária, o comportamento já era esperado pelo mercado, com estimativas próximas dos resultados efetivamente registrados pelo IBGE ao longo do trimestre.

Abate de machos cresce com destaque para novilhos

O abate de machos totalizou 5,15 milhões de cabeças no trimestre. Desse total, os bois com dois anos ou mais responderam por 91,7%.

Na comparação anual, o abate de machos adultos cresceu 1,9%, enquanto o de novilhos avançou 6,4% no período.

Centro-Oeste lidera abates e Mato Grosso mantém liderança nacional

A Região Centro-Oeste concentrou a maior participação no abate de bovinos no trimestre, com 36% do total nacional. Em seguida aparecem Norte (23,9%), Sudeste (21,5%), Sul (9,4%) e Nordeste (9,1%).

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Entre os estados, Mato Grosso manteve a liderança nacional, com 17,5% de participação, seguido por São Paulo (11,6%), Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

O crescimento de 326,28 mil cabeças no volume abatido em relação ao mesmo período do ano anterior foi impulsionado por avanços em 21 das 27 unidades da federação.

Os principais aumentos ocorreram em Mato Grosso (+135,11 mil), São Paulo (+128,20 mil), Pará (+36,34 mil), Rio Grande do Sul (+20,03 mil) e Bahia (+16,35 mil). Já as maiores quedas foram registradas em Goiás (-68,61 mil) e Mato Grosso do Sul (-32,64 mil).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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