Agro News

Enfezamento do milho cresce e UPL lança solução inédita para proteger a safra

Publicado

A safra brasileira de milho 2025/26 apresenta potencial histórico, mas o avanço do enfezamento do milho acende alerta entre os produtores. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção total de grãos pode chegar a 353,1 milhões de toneladas, sendo que o milho deve atingir 138,9 milhões de toneladas. Para que esses números se concretizem, é essencial o manejo efetivo da doença causada por mollicutes, transmitidos pela cigarrinha do milho.

Enfezamento: doença silenciosa que ameaça produtividade

De acordo com Nelson Peterossi, gerente de fungicidas da UPL Brasil, o enfezamento é provocado por bactérias do tipo Phytoplasma e Spiroplasma. O inseto transmissor, a cigarrinha do milho (Dalbulus maidis), contamina as plantas desde os estágios iniciais, prejudicando o desenvolvimento e comprometendo o potencial produtivo.

“A doença se espalha de forma silenciosa e pode causar perdas superiores a 70% da produtividade. Um único inseto infectado é capaz de transmitir os molicutes diretamente no floema da planta, onde eles se multiplicam e se disseminam”, explica Peterossi.

Leia mais:  Balança comercial acumula superávit de US$ 41,7 bilhões até agosto de 2025

Tradicionalmente, os sintomas do enfezamento eram mais visíveis, incluindo redução do crescimento, espigas malformadas, colmos enfraquecidos e tombamento. Atualmente, os sinais podem ser sutis, tornando a detecção e o manejo mais desafiadores, especialmente porque os sintomas aparecem entre 15 e 40 dias após a infecção.

Limitações do manejo tradicional e custos elevados

Hoje, o controle da doença depende indiretamente da gestão do inseto vetor, por meio de inseticidas e híbridos tolerantes. Esse modelo exige múltiplas aplicações, aumenta o custo de produção e ainda não atua diretamente sobre os molicutes, deixando a lavoura vulnerável a perdas significativas.

Peterossi destaca: “O agricultor depende de controle indireto, que não garante proteção completa contra a doença. Isso gera insegurança e risco elevado para a produtividade”.

Kasumin: inovação inédita para o controle do enfezamento

Diante desse cenário, a UPL apresenta Kasumin, a primeira solução no mercado brasileiro que atua diretamente sobre os molicutes, inaugurando uma nova abordagem no controle do enfezamento. O bactericida sistêmico, à base de casugamicina, é absorvido pela planta e translocado internamente, alcançando folhas, caules e tecidos em crescimento — exatamente onde os patógenos se instalam.

Leia mais:  Abate de bovinos bate recorde em junho e comercialização da soja futura avança

A tecnologia permite ação preventiva e curativa, protegendo as plantas contra novas infecções e fortalecendo a sanidade da lavoura, o que se traduz em ganhos reais de produtividade e melhor retorno sobre o investimento.

Nelson Peterossi reforça: “Kasumin une inovação e tradição, atuando onde os inseticidas não chegam, preservando o potencial produtivo do milho e oferecendo ao agricultor maior segurança para produzir mais”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Conflito no Oriente Médio reduz oportunidades de compra de fertilizantes no 2º trimestre de 2026

Publicado

O segundo trimestre de 2026, tradicionalmente considerado uma janela favorável para a compra de fertilizantes, deve apresentar um cenário mais desafiador neste ano. A avaliação consta na 35ª edição do Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities da StoneX, divulgada recentemente, e reflete os impactos do conflito no Oriente Médio sobre preços, logística e estratégias de aquisição em nível global.

Historicamente, a sazonalidade da demanda em grandes importadores, como Brasil e Índia, reduz a pressão compradora neste período, favorecendo negociações para o segundo semestre. No entanto, em 2026, esse padrão foi alterado pela instabilidade geopolítica e pelos efeitos sobre a oferta e o transporte internacional.

Segundo a análise da StoneX, a combinação de redução temporária da produção em alguns países, dificuldades logísticas no Estreito de Ormuz e a forte valorização dos preços após episódios de tensão militar diminuiu significativamente as chances de o período oferecer boas oportunidades de compra.

Nitrogenados enfrentam volatilidade e queda no poder de compra

No mercado de fertilizantes nitrogenados, conhecido pela elevada volatilidade, ainda há possibilidade de ajustes pontuais nos preços ao longo dos próximos meses, especialmente com a reabertura parcial de rotas estratégicas.

Apesar disso, a expectativa é de que as condições logísticas não retornem rapidamente aos níveis anteriores ao conflito. Problemas como atrasos, contratos acumulados e baixa disponibilidade de navios continuam sustentando as cotações.

Nos Estados Unidos, o impacto já é evidente no campo. Pesquisa recente do Farm Bureau, realizada com mais de 5.700 agricultores, mostra que muitos produtores não anteciparam compras de fertilizantes. Com a alta expressiva dos preços desde o início das tensões, cresce a dificuldade para aquisição dos insumos necessários.

Leia mais:  Custo alimentar do confinamento atinge menor nível histórico no Centro-Oeste e amplia rentabilidade da pecuária

Entre o início do conflito e o início de abril, os preços FOB da ureia em Nova Orleans subiram cerca de 47%, reduzindo significativamente o poder de compra. Como resultado, aproximadamente 70% dos produtores entrevistados afirmaram não ter capacidade financeira para adquirir todo o volume necessário.

O levantamento também aponta diferenças regionais. No Sul dos Estados Unidos, apenas 19% dos produtores realizaram compras antecipadas, enquanto no Nordeste esse índice chega a 30%. A predominância de compras próximas ao período de aplicação aumenta a exposição à volatilidade e ao risco de restrição de oferta.

Além disso, culturas como algodão e arroz apresentam níveis ainda menores de antecipação, tornando-se mais vulneráveis às oscilações do mercado.

Fosfatados e potássicos enfrentam oferta restrita e preços firmes

No segmento de fertilizantes fosfatados, o cenário é ainda mais restritivo. A oferta global segue limitada devido a dificuldades logísticas no Oriente Médio, paradas programadas de manutenção industrial no Marrocos e incertezas em relação às exportações da China.

Somam-se a esses fatores os altos custos de matérias-primas essenciais, como amônia e enxofre, o que reduz a possibilidade de quedas significativas nos preços.

Esse ambiente eleva o risco de redução da demanda ao longo de 2026, especialmente diante de margens agrícolas mais pressionadas.

No mercado de potássicos, especialmente o cloreto de potássio (KCl), as condições de compra ainda são relativamente menos restritivas quando comparadas às de ureia e fosfato monoamônico (MAP). Ainda assim, o cenário permanece incerto.

Com margens apertadas, produtores podem priorizar a aquisição de nitrogenados e fosfatados, adiando compras de potássio. Além disso, custos elevados de frete marítimo, seguros mais caros e o risco geopolítico continuam pressionando o segmento.

Leia mais:  Soja no Brasil e em Chicago: Mercado Lateralizado e Expectativa por Novidades

Embora as relações de troca sejam relativamente melhores, especialistas apontam que o ambiente está longe de ser considerado ideal para compras.

Gestão de riscos se torna essencial diante do cenário adverso

De forma geral, o aumento dos preços dos fertilizantes, a rigidez das cotações e a fragilidade financeira dos produtores indicam um período de decisões mais complexas no campo.

Entre as alternativas, estão aceitar custos mais elevados com impacto nas margens ou reduzir o uso de insumos, assumindo riscos para a produtividade. Em cenários mais desafiadores, ambas as estratégias podem ocorrer simultaneamente.

Diante desse contexto, a gestão de riscos e o controle de custos ganham papel central para a sustentabilidade da atividade agrícola em 2026.

Tendência é de normalização lenta e menor espaço para adiar compras

Apesar da reabertura parcial de rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz trazer algum alívio, a expectativa é de que a normalização do mercado global de fertilizantes ocorra de forma gradual.

Com o avanço do ano, produtores que precisam garantir insumos para o segundo semestre terão menos margem para postergar decisões, tornando inevitáveis novas negociações — ainda que em volumes menores e em condições menos favoráveis.

O cenário reforça a necessidade de planejamento estratégico e maior cautela por parte dos agentes do agronegócio diante de um ambiente global mais volátil e imprevisível.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana