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Brasil apresenta compromissos voluntários na 11ª Conferência Nosso Oceano e reforça agenda de proteção marinha

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou da 11ª Conferência Nosso Oceano (Our Ocean Conference), realizada entre os dias 16 e 18 de junho, em Mombasa, no Quênia. O evento reuniu governos, organizações internacionais, setor privado, comunidade científica e sociedade civil para debater soluções e assumir compromissos voluntários voltados à proteção dos oceanos. 

Com o tema “Nosso Oceano, Nosso Patrimônio, Nosso Futuro”, a conferência desta edição destacou o papel dos oceanos para culturas, comunidades e meios de subsistência, além de abordar desafios globais como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, poluição marinha e segurança alimentar. 

Durante a conferência, o Brasil apresentou nove compromissos voluntários, sendo quatro liderados pelo MMA, e reforçou compromissos assumidos na Terceira Conferência dos Oceanos das Nações Unidas (UNOC3), realizada em Nice, na França, em junho de 2025. 

A diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do MMA, Ana Paula Prates, destacou a importância da cooperação internacional para a governança oceânica. Segundo ela, o lema da conferência deve ser compreendido como uma responsabilidade compartilhada entre os países. Essa posição foi reforçada por diversos representantes de governo presentes no evento, inclusive pelo MMA, em suas diferentes intervenções, ao destacar a importância da responsabilidade coletiva pelo Oceano e o papel da cooperação internacional em sua proteção”, pontuou.  

Compromissos liderados pelo MMA 

Entre os compromissos apresentados pelo Brasil, quatro iniciativas são coordenadas pelo MMA. O primeiro deles reforça a implementação da Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP), instituída pelo Decreto nº 12.644/2025, com o objetivo de prevenir, reduzir e eliminar a poluição plástica nos ambientes marinhos até 2030. A estratégia prevê ações integradas entre União, estados e municípios, além de articulação com sociedade civil, setor produtivo e comunidade científica. 

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O segundo compromisso trata da implementação do Planejamento Espacial Marinho (PEM) em toda a área marinha sob jurisdição brasileira até 2030, incluindo leito e subsolo. A iniciativa busca ordenar de forma integrada e sustentável os diferentes usos do mar, como pesca, turismo, energia e conservação marinha, sendo coordenada pela Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), em parceria com o MMA. 

O terceiro compromisso propõe a incorporação de ações baseadas no oceano na nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, no Plano Clima de Adaptação e na Estratégia e Plano de Ação Nacionais para a Biodiversidade (EPANB). A medida busca integrar agendas de clima e biodiversidade por meio da conservação de ecossistemas costeiros e marinhos. 

Já o quarto compromisso, também liderado pelo MMA em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prevê o fortalecimento da rede brasileira de áreas marinhas protegidas, em alinhamento ao compromisso global “30×30” assumido na UNOC3. A proposta é ampliar em 240 mil km² as áreas protegidas marinhas e costeiras nos próximos cinco anos, elevando a proteção da Zona Econômica Exclusiva brasileira para 33,38%. 

Outros compromissos apresentados pelo Brasil 

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) apresentou compromisso voltado à implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), com o objetivo de prevenir e combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada até 2028. 

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), em parceria com o Ministério da Educação, propôs a inclusão da Cultura Oceânica na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) até 2029, além da criação de sistema de observação em unidades de conservação em ilhas oceânicas e da realização da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia com foco em cultura oceânica. 

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O Ministério das Relações Exteriores propôs, no âmbito da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (ZOPACAS), promover até 2028 o diálogo entre países interessados na criação de uma área marinha protegida no Atlântico Sul, em conformidade com o Acordo BBNJ, ratificado pelo Brasil em 2025. 

Agenda internacional 

Ao longo da conferência, a delegação brasileira participou de painéis, workshops e reuniões bilaterais com representantes de diferentes países e organismos internacionais. Entre os temas debatidos estiveram a integração entre oceanos e clima, financiamento de ações marinhas e a preparação para a COP31 da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. 

A diretora do MMA também participou de debates sobre poluição marinha, cultura oceânica, conservação de recifes de coral e fortalecimento de áreas marinhas protegidas, além de encontros sobre governança oceânica e cooperação internacional. 

A participação brasileira reforça o compromisso do país com a agenda global dos oceanos, integrando conservação marinha, ação climática e desenvolvimento sustentável. O Brasil reafirma, assim, seu papel na promoção de soluções baseadas no oceano e no fortalecimento da cooperação internacional para a proteção dos ecossistemas marinhos.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mercado de laranja ganha ritmo com avanço das negociações, enquanto chuvas atrasam colheita em São Paulo

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As negociações entre citricultores e a indústria de processamento da safra de laranja 2026/27 ganharam força nos últimos dias, impulsionando o mercado de citros no Brasil. De acordo com levantamentos do Cepea, as renegociações de contratos avançaram de forma mais consistente, acompanhadas pelas primeiras compras mais frequentes de frutas destinadas ao processamento industrial.

O movimento sinaliza maior dinamismo nas relações comerciais entre produtores e indústrias, em um momento estratégico para o planejamento da nova temporada.

Indústria amplia contratos e operações no mercado spot

Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria ampliou tanto a formalização de contratos de curto prazo para a safra atual quanto as aquisições no mercado spot. Apesar do crescimento das negociações imediatas, os preços praticados nesse segmento continuam inferiores aos valores estabelecidos nos contratos previamente firmados.

Esse cenário demonstra que as indústrias buscam garantir matéria-prima para o processamento, enquanto produtores acompanham atentamente as condições de oferta antes de definir novos negócios.

Chuvas reduzem ritmo da colheita

Enquanto as negociações evoluem, as condições climáticas passaram a representar um importante desafio para a colheita da laranja.

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As chuvas registradas ao longo da semana nas principais regiões citrícolas do estado de São Paulo reduziram significativamente o ritmo das operações no campo. Além de dificultarem o acesso às áreas de produção, as precipitações podem continuar impactando os trabalhos nos próximos dias, especialmente nas localidades que receberam maiores volumes de chuva.

Oferta limitada faz produtores adiarem entregas

Outro fator que influencia o mercado é a disponibilidade restrita de frutas em condições ideais para a colheita. Conforme o Cepea, muitos produtores ainda avaliam que a parcela de laranjas aptas à colheita permanece limitada.

Diante desse cenário, parte dos citricultores tem optado por adiar tanto a colheita quanto a definição das entregas para a indústria, aguardando melhores condições climáticas e maior disponibilidade de frutos.

Perspectiva para o mercado de citros

A combinação entre avanço das negociações comerciais e limitações impostas pelo clima mantém o mercado da laranja em um momento de atenção. Caso as chuvas persistam nas principais regiões produtoras, a oferta de frutas poderá continuar restrita no curto prazo, influenciando o ritmo de abastecimento das indústrias e a evolução das negociações ao longo da safra 2026/27.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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