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Brasil bate recorde histórico nas exportações de frutas em 2025 e amplia presença no mercado global

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O setor brasileiro de frutas encerrou 2025 com um resultado histórico, alcançando 1,4 bilhão de dólares em exportações e 1,3 milhão de toneladas embarcadas, segundo dados do Radar Agro Itaú BBA. O desempenho representa altas de 11% em receita e 20% em volume na comparação com 2024, consolidando o terceiro ano consecutivo de recordes para a fruticultura nacional.

Mesmo com desafios externos, como o aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos, o segmento manteve ritmo de crescimento sólido, impulsionado pela recuperação da produção nacional e pela forte demanda da União Europeia, que absorveu 62% das vendas externas brasileiras.

Superávit comercial e alta nas exportações garantem saldo positivo

As importações de frutas também cresceram em 2025, somando 1 bilhão de dólares, alta de 5% em relação ao ano anterior. Ainda assim, o superávit da balança comercial atingiu 423 milhões de dólares, mantendo o Brasil como exportador líquido de frutas frescas e secas (excluindo castanhas e nozes).

Manga, melão e limão lideram o ranking de exportações

As cinco frutas mais exportadas do país em 2025 foram manga, melão, limão, uva e melancia, reafirmando o protagonismo brasileiro no comércio internacional.

Entre os principais destinos, destacam-se:

  • União Europeia – 62% das exportações;
  • Reino Unido – 16%;
  • Argentina – 7%.

A forte presença europeia evidencia o posicionamento competitivo do Brasil em qualidade, regularidade de fornecimento e diversidade de produtos.

Destaques de desempenho: melão e melancia lideram crescimento

A manga registrou aumento de 13% no volume exportado (290 mil toneladas), embora tenha sofrido queda de 4% na receita, totalizando 335 milhões de dólares — reflexo direto do impacto das tarifas norte-americanas. A antecipação do fim da safra mexicana e o término da colheita espanhola favoreceram as exportações brasileiras.

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O melão teve desempenho expressivo, com alta de 16% no volume e 25% na receita, beneficiado pela redução da área produtiva na Espanha. Já o limão cresceu 16% em volume, com destaque para a abertura de novos mercados como Cazaquistão e Malásia, consolidando o Brasil como 5º maior exportador global.

Outras frutas que se destacaram:

  • Melancia: recorde de 185 mil toneladas e US$ 115 milhões (+57% em receita);
  • Mamão: +29% em receita;
  • Abacate: +34%;
  • Banana: +50%;
  • Maçã: +53%.
Impacto das tarifas dos EUA: queda de competitividade em manga e uva

A partir de agosto de 2025, os Estados Unidos aumentaram as tarifas de importação de frutas brasileiras para 50%, o que reduziu a competitividade de produtos como manga e uva, as mais afetadas pela medida.

No caso da manga, a participação dos EUA nas exportações caiu de 14% para 13%, e o preço médio recuou 21% no período tarifário.

Para a uva, a redução foi mais acentuada: os embarques para os EUA despencaram de 13,8 mil toneladas em 2024 para apenas 4,1 mil toneladas em 2025.

Enquanto as tarifas sobre mangas e frutas tropicais foram suspensas em novembro, as tarifas sobre uvas permaneceram vigentes, limitando o acesso ao mercado norte-americano. A diversificação para mercados europeus, porém, ajudou a amenizar os efeitos negativos.

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Importações: maçãs, peras e kiwis seguem liderando o consumo interno

Em 2025, as maçãs permaneceram como a fruta mais importada pelo Brasil, apesar de uma redução de 9% no volume e 11% na receita, devido à recuperação das safras nacionais.

As peras tiveram leve queda de 2% no volume e 3% na receita, mantendo a Argentina como principal fornecedora.

Os kiwis, por outro lado, apresentaram alta de 3% nas importações em volume e 10% em valor, com origem predominante em Chile, Grécia, Itália e Nova Zelândia, reforçando a dependência externa diante da baixa produção interna.

Acordo Mercosul-União Europeia deve impulsionar exportações

As perspectivas para 2026 são otimistas, com a expectativa de avanço no Acordo Mercosul-União Europeia, que deve eliminar tarifas de importação para frutas brasileiras em um prazo de 4 a 10 anos, dependendo do produto.

As reduções previstas incluem:

  • Eliminação imediata para a uva;
  • 4 anos para abacate;
  • 7 anos para limão, melão e melancia;
  • 10 anos para maçã.

Com isso, o Brasil tende a ganhar competitividade na Europa, especialmente em relação a concorrentes que já possuem tarifas reduzidas ou isentas.

Panorama geral e perspectivas para 2026

O bom desempenho de 2025 reflete o fortalecimento estrutural da fruticultura brasileira, apoiada por ganhos de produtividade, ampliação de mercados e estratégias de diversificação.

Para 2026, a expectativa é de crescimento sustentado, impulsionado pelo avanço tecnológico, ampliação logística e maior inserção internacional das frutas tropicais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Paraná projeta safra recorde de cevada em 2026 e fortalece liderança nacional na produção

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O Paraná caminha para registrar uma safra histórica de cevada em 2026. Impulsionado pelas condições climáticas favoráveis e pela expansão da área cultivada, o estado deve colher mais de 550 mil toneladas do cereal, consolidando sua posição como principal produtor brasileiro.

As informações constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta semana.

Área cultivada cresce 21% e reforça expectativa de produção recorde

O plantio da cevada já alcançou 44% da área prevista para a safra 2026, beneficiado pelo clima favorável e pelos níveis adequados de umidade no solo.

A projeção aponta para uma área recorde de 126 mil hectares, crescimento de 21% em relação aos 104 mil hectares cultivados na temporada anterior. Com isso, a produção estadual deverá superar 550 mil toneladas, ampliando ainda mais a participação paranaense no abastecimento nacional.

Segundo o engenheiro agrônomo e analista do Deral, Carlos Hugo Godinho, o avanço dos trabalhos foi favorecido pelas condições climáticas observadas nas últimas semanas.

“As chuvas registradas em maio foram importantes para garantir a umidade necessária ao desenvolvimento das lavouras, enquanto o período mais seco recente permitiu acelerar o plantio”, destacou.

Apesar do cenário positivo, os técnicos acompanham com atenção os possíveis impactos do fenômeno El Niño. A expectativa de maior volume de chuvas durante a primavera pode comprometer a qualidade dos grãos no período da colheita.

Paraná lidera produção nacional de cevada

O estado mantém ampla liderança na produção brasileira de cevada. O segundo maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, tem previsão de colher cerca de 100,4 mil toneladas.

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De acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção nacional deverá atingir 678,7 mil toneladas em 2026, representando aumento de 7,2% em comparação ao ciclo anterior.

Safra de milho segue em desenvolvimento e mantém potencial produtivo

O boletim também destaca o avanço da segunda safra de milho 2025/26, cuja estimativa permanece em 17,5 milhões de toneladas.

A colheita começou de forma pontual na região Oeste, principal polo produtor do estado. Até o momento, aproximadamente 14 mil hectares foram colhidos, volume que representa menos de 1% da área total cultivada.

Dos 2,9 milhões de hectares plantados, cerca de 24% das lavouras já estão na fase final de desenvolvimento e praticamente livres dos riscos de geadas. Os demais 76% ainda demandam monitoramento das condições climáticas durante as próximas semanas.

Exportações de carne de peru ganham força

A cadeia produtiva de perus também apresentou resultados positivos. Em 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras da proteína, alcançando 22,61% do total nacional.

Os embarques estaduais somaram 14.875 toneladas, avanço expressivo em relação às 8.692 toneladas exportadas no ano anterior.

No cenário nacional, a carne de peru brasileira foi destinada a 88 mercados internacionais, com destaque para os países das Américas, responsáveis por 63,05% das compras, e da África, com participação de 31,15%.

Maior oferta pressiona preços do brócolis

No segmento de hortaliças, o aumento sazonal da produção provocou queda nos preços do brócolis no mercado atacadista.

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A região de Curitiba, responsável por mais de 75% da produção estadual, registrou ampliação da oferta nas primeiras semanas de junho. Como resultado, o preço médio praticado no entreposto da capital recuou para R$ 8,33 por quilo, valor 28,6% inferior ao observado no mesmo período do mês anterior.

Balança comercial de lácteos fecha quadrimestre com superávit em volume

O setor lácteo paranaense encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com saldo positivo em volume comercializado no mercado externo.

As exportações alcançaram 4,3 mil toneladas, superando as importações, que totalizaram 3,1 mil toneladas no período.

Entretanto, a balança comercial permaneceu deficitária em valor financeiro. Enquanto as vendas externas geraram receita de US$ 8,1 milhões, as importações somaram US$ 11,4 milhões.

O resultado reflete o perfil da pauta comercial do setor. O Paraná exporta predominantemente produtos de menor valor agregado, como manteiga, enquanto importa itens com maior valor de mercado, especialmente queijos.

Agronegócio paranaense mantém trajetória de crescimento

Os números apresentados pelo Deral reforçam o bom momento vivido pelo agronegócio paranaense. A expectativa de safra recorde de cevada, o avanço do milho, o fortalecimento das exportações de proteína animal e o desempenho positivo de diferentes cadeias produtivas demonstram a diversidade e a força do setor no estado.

Mesmo diante dos desafios climáticos e das oscilações de mercado, o Paraná segue ampliando sua relevância no cenário agropecuário nacional e consolidando sua posição entre os principais polos produtores do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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