Economia

Brasil e Índia avançam em acordos na 7ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento do Comércio Bilateral

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Representantes dos governos do Brasil e da Índia se reuniram, nesta terça-feira (7/10), em Nova Delhi, para a realização da 7ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento do Comércio Bilateral Índia-Brasil (TMM). O encontro teve como objetivo aprofundar o diálogo comercial entre os dois países e promover a as trocas comerciais.

A delegação brasileira foi liderada pela Secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, e contou com a participação de representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) — por meio do Embaixador do Brasil na República da Índia e do Chefe da Seção de Promoção Comercial e de Investimentos da Embaixada—, além do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), representado pelo Adido Agrícola junto à Embaixada do Brasil em Nova Delhi. A delegação indiana foi liderada pelo Secretário de Comércio, Rajesh Agrawl, e contou com a participação de representantes de diferentes órgãos do governo indiano.

O encontro foi uma oportunidade para discutir a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) MERCOSUL-Índia. Assinado em Nova Delhi em 2004, o instrumento contempla preferências comerciais para um universo limitado de produtos. A partir dessa avaliação, o Conselho Estratégico da Câmara de Comércio Exterior aprovou, no dia 15 de setembro, a renovação do mandato negociador para ampliação do acordo. A reunião antecede a visita do Vice-Presidente e Ministro Geraldo Alckmin à Índia, que ocorre ainda neste mês de outubro.

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Neste momento de turbulência no comércio internacional, Brasil e Índia reafirmam o objetivo de ampliar o fluxo comercial bilateral e diversificar a pauta de exportações e importações”,  afirma a Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres. “O encontro representou mais um passo na consolidação da parceria estratégica entre Brasil e Índia. Na ocasião, tivemos a oportunidade de tratar de temas estruturantes para a relação bilateral, como a ampliação do acordo Mercosul – Índia, assim como de barreiras a determinados produtos”, continua a Secretária.

Foram tratados ainda temas como certificado de origem eletrônico; barreiras comerciais para produtos como calçados, feijão, erva mate; investimentos; propriedade intelectual; cooperação em temas como energia e assuntos financeiros; além de questões multilaterais como a reforma da Organização Mundial do Comércio (OMC), comércio internacional na COP-30 e atuação nos BRICS.

Sobre o Mecanismo de Monitoramento de Comércio Brasil – Índia

Criado em 2008, o Mecanismo tem o objetivo de dar tratamento ágil a aspectos específicos do comércio bilateral, removendo barreiras, além de avaliar conjuntamente formas de promover e diversificar o fluxo bilateral de comércio.

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A 6ª reunião do Mecanismo ocorreu em outubro de 2023, em Brasília.

A Índia é um dos maiores parceiros do Brasil na Ásia, mas há ainda grande potencial não explorado para expandir e aprofundar essa parceria. Em 2024, o fluxo comercial entre os dois países atingiu US$ 12,1 bilhões.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Governo cria linha de crédito para entregadores financiarem motos e bicicletas elétricas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta sexta-feira, 12 de junho, no Palácio do Planalto, o Move Brasil – Entregadores e Motoapp, programa de financiamento especial voltado a profissionais que trabalham com entregas de mercadorias, transporte de passageiros ou transporte de cargas por meio de aplicativos ou com vínculo celetista.

A iniciativa tem como objetivo facilitar a aquisição de bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, montados ou produzidos no Brasil. O programa busca renovar a frota, ampliar a produtividade e a segurança dos trabalhadores e contribuir para a descarbonização da mobilidade urbana.

Poderão participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e que tenham realizado, no mínimo, 100 corridas ou entregas. Também poderão acessar o programa ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa. Para os veículos que exigem habilitação, será necessário possuir Carteira Nacional de Habilitação na categoria “A”.

O Move Brasil – Entregadores e Motoapp permitirá o financiamento de um veículo por beneficiário, e os trabalhadores terão dois meses para começar a pagar e prazo de financiamento de até 48 meses. O seguro prestamista, proteção que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves com o trabalhador, também poderá ser financiado. A linha contará com garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

As condições financeiras serão diferenciadas para homens e mulheres. Para homens, a taxa será de 12,5% ao ano, equivalente a 0,99% ao mês. Para mulheres, será de 11,5% ao ano, equivalente a 0,91% ao mês. Em uma simulação para operação de R$ 21 mil, a prestação ficaria em cerca de R$ 552.

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Entre os itens financiáveis estão motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país; bicicletas e veículos autopropelidos elétricos de até 1.000 watts; e motos, motonetas e ciclomotores elétricos de até 7.500 watts, desde que produzidos no Brasil ou vinculados a projeto de investimento para produção nacional. Os veículos deverão ser zero-quilômetro.

A aprovação do cadastro no programa confirma que o profissional atende aos requisitos de participação, mas não garante automaticamente o financiamento, que ficará sujeito à análise de crédito dos bancos.

As montadoras também poderão oferecer descontos na aquisição dos veículos. A medida combina crédito, apoio dos bancos federais e participação do setor produtivo para reduzir o custo final aos trabalhadores e fortalecer a produção nacional.

A adesão será feita por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil, com autorização do profissional para compartilhamento de dados necessários à verificação dos requisitos do programa. O portal de cadastramento será aberto nesta sexta-feira, 12 de junho, mesma data de edição da medida provisória, do decreto e da resolução do FIIS que estruturam o programa.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Empresas

O programa também tem uma linha voltada a empresas, com financiamento para expansão da infraestrutura de recarga e troca de baterias de motos elétricas. A medida busca apoiar soluções de mobilidade urbana mais sustentáveis, com redução de emissões e da poluição sonora nos centros urbanos.

A linha para pessoas jurídicas poderá financiar itens como baterias, postos de troca e sistemas de recarga de motos elétricas, além de capital de giro associado, limitado a 30% do valor dos investimentos. O valor disponível é de R$ 70 milhões. As condições finais serão definidas em portaria do Ministério da Fazenda.

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Como participar

1. Cadastro e consentimento

A primeira etapa é a adesão ao programa por meio da plataforma oficial gov.br/movebrasil. Ao se cadastrar, o profissional autoriza o compartilhamento dos seus dados para verificar se atende aos requisitos do programa.

2. Confirmação da participação

Após o cadastro, o profissional será informado, na plataforma, se atende aos requisitos para participar do programa.

Podem participar entregadores ciclistas e motociclistas cadastrados em plataformas de aplicativo há pelo menos seis meses e com, no mínimo, 100 corridas ou entregas realizadas. Também são elegíveis ciclistas, motofretistas e mototaxistas profissionais com carteira assinada há pelo menos seis meses na mesma empresa.

Para financiar veículos que exigem habilitação, será necessário possuir CNH categoria “A”.

A aprovação do cadastro não garante acesso à linha de financiamento. A contratação estará sujeita à análise de crédito dos bancos.

3. Solicitação do financiamento

A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação de participação poderão procurar a CAIXA, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Cada beneficiário poderá financiar um veículo: bicicletas elétricas, motonetas, ciclomotores, motos elétricas e motos flex, conforme as regras do programa. O veículo deverá ser zero-quilômetro e atender aos critérios de produção nacional ou projeto de investimento para produção no país.

Confira Perguntas Frequentes (FAQ)

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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