Educação

Brasil e Índia dialogam sobre colaboração educacional

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Nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, o ministro da Educação, Camilo Santana, e o ministro da Educação da Índia, Dharmendra Pradhan, reuniram-se, em Nova Délhi, para debater os cenários educacionais de seus países. No encontro, que ocorreu após participarem da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA), os líderes de Estado abordaram temas desde a educação básica até a educação superior, bem como a importância do uso pedagógico da internet e dos celulares nas escolas. O Brasil e a Índia têm uma longa trajetória de colaboração educacional que passa pelo BRICS, pelo IBAS e pelo G20. 

No encontro, os ministros celebraram a sinergia entre as nações e discutiram a necessidade de promover a mobilidade acadêmica na pós-graduação de maneira a fortalecer a pesquisa, o ensino e a inovação, com ênfase em setores como agricultura, mineração e biomassa/etanol. 

Mobilidade acadêmica – Embora tanto o Brasil quanto a Índia possuam universidades de excelência, o intercâmbio de alunos e pesquisadores entre os dois países ainda está abaixo do potencial, e há interesse das duas partes em ampliar esse fluxo acadêmico. 

O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), tem investido na divulgação de oportunidades de estudo no Brasil para estudantes estrangeiros. Além de oferecer vagas a alunos indianos por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), que completou 60 anos, o Brasil esteve representado na Conferência Anual da Asia-Pacific Association for International Education (Apaie), realizada no ano passado, em Nova Délhi. 

BRICS – Desde 2016, quando foi assinada a Declaração de Nova Délhi, a educação digital tem sido uma prioridade para o bloco internacional. Em junho de 2025, durante o encontro do BRICS, o uso da IA na educação foi um dos grandes temas de debate. Na ocasião, o MEC apresentou à delegação internacional algumas experiências bem-sucedidas no país, como a Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec), a incorporação das IAs no currículo escolar e os cursos de formação para professores. 

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Além disso, todos os países do grupo contam com ações para intercâmbio e parcerias universitárias, por meio da Rede de Universidades BRICS-NU, criada em 2016. Essa rede representa um ganho em termos de capilaridade e potencial de cooperação, de modo a expandir também as parcerias acadêmicas e científicas, além de criar oportunidades para projetos conjuntos de pesquisa, mobilidade de estudantes e docentes e iniciativas em áreas de interesse comum. Atualmente, a rede conta com 178 universidades parceiras, sendo 20 brasileiras. 

G20 – Em outubro de 2025, durante a Reunião de Ministros do G20, realizada na África do Sul, o ministro Camilo Santana propôs a criação de uma coalizão global pela alfabetização na idade certa. Na ocasião, ele conversou com ministros de diversos países, e com o secretário-adjunto do Ministério da Educação da Índia, Armstrong Pame, para falar sobre a educação nos primeiros anos de vida. 

Na agenda, o ministro também participou de reunião de alto nível do Fórum IBAS, mecanismo de diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul criado em 2003 para promover a cooperação Sul-Sul. No encontro, deliberaram sobre estratégias para acelerar a alfabetização na idade certa, que pontuaram como fundamental para o desenvolvimento humano inclusivo, equitativo e sustentável. 

Na época, os três países divulgaram declaração conjunta destacando que a aprendizagem fundamental — que abrange a educação e o cuidado na primeira infância e os primeiros anos da educação básica — deve ser tratada como prioridade global. Além disso, também reforçaram que garantir que todas as crianças adquiram habilidades básicas de leitura, escrita, matemática e competências socioemocionais é essencial para promover a aprendizagem ao longo da vida, a coesão social e a participação econômica. 

Agenda – O ministro Camilo Santana está na Índia acompanhando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma série de agendas oficiais no país indiano. Os compromissos da comitiva brasileira seguem até sábado, 21 de fevereiro, com autoridades indianas.   

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Na manhã desta sexta-feira (20), Santana também participou do painel “Inteligência Artificial para o Bem de Todos – Perspectivas do Brasil sobre o Futuro da IA”, realizado na Cúpula sobre o Impacto da IA. No encontro, ele apresentou as políticas educacionais brasileiras em governança digital e inteligência artificial e falou sobre a criação do Referencial para Desenvolvimento e Uso Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação, que será lançado pela pasta em breve. 

Já na quinta-feira, 19 de fevereiro, o ministro Santana assinou um memorando de entendimento com Instituto Internacional de Tecnologia da Informação Bangalore (IIIT-B), que visa impulsionar a transformação digital na educação, por meio da promoção e da utilização de infraestruturas públicas digitais (IPDs), bens públicos digitais (DPGs) e componentes básicos de código aberto. 

A ideia é que a instituição possa apoiar no desenho e na implementação da Inde, criada por meio da Lei Complementar nº 220/2025. A parceria prevê também criar projetos-pilotos; transferir conhecimentos técnicos e metodológicos; desenvolver capacidades técnicas e institucionais para as equipes brasileiras; promover a adoção de DPGs em código aberto na educação brasileira; entre outras ações. Com as atividades desenvolvidas de maneira conjunta, as partes poderão promover uma agenda mais ampla sobre a transformação digital da educação do Brasil. 

Cúpula – A Cúpula sobre o Impacto da IA é um evento que ocorre anualmente desde 2023, quando foram iniciados os debates na Inglaterra, e que busca refletir sobre a governança e a segurança relacionadas a esta tecnologia, bem como sobre sua aplicação prática no dia a dia. O encontro reúne diversos líderes governamentais e CEOs das maiores empresas de tecnologias do mundo. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria para Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Jordânia é o 75º país a aderir ao Programa de Estudantes-Convênio

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O Ministério da Educação (MEC) recebeu, na quinta-feira, 16 de abril, a visita do embaixador da Jordânia no Brasil, Maen Masadeh em um encontro que formalizou a intenção do país em participar do Programa de Estudantes-Convênio (PEC) e expandir a parceria bilateral nas áreas de educação e no desenvolvimento científico com o Brasil. 

Com o pedido, a Jordânia passa a ser 75º país a aderir ao programa de intercâmbio, um dos mais antigos e importantes instrumentos de política externa e de apoio à internacionalização das instituições de educação superior brasileiras. Agora, o MEC irá adequar seus sistemas para permitir o cadastro desses alunos. 

A medida aconteceu no âmbito do Acordo de Cooperação em Educação entre os dois países, vigente desde 2008, e possibilita o acesso de estudantes jordanianos às vagas gratuitas em cursos de graduação e pós-graduação brasileiros. 

O aumento do intercâmbio acadêmico entre os dois países poderá estimular novas parcerias entre universidades, a exemplo do Memorando de Entendimento existente entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Yarmouk University (YU), que prevê a mobilidade de estudantes e professores e a realização de projetos conjuntos. 

A representação jordaniana destacou ainda o interesse em promover iniciativas educacionais conjuntas nos temas de mudanças climáticas, ciências da saúde, inteligência artificial e agricultura para regiões áridas e semiáridas, nas quais o Brasil possui reconhecida expertise. 

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Programa de Estudantes-Convênio – O programa, que completou 60 anos de sua modalidade para a graduação (PEC-G), também contempla alunos de pós-graduação (PEC-PG) e de português como língua estrangeira (PEC-PLE). A iniciativa facilita o acesso das instituições participantes a candidatos estrangeiros ao oferecer a rede de postos do MRE no exterior como ponto de divulgação, de contato e de coleta da documentação dos estudantes interessados. A Portaria Interministerial nº 7/2024 modernizou o programa, a fim de atrair mais estudantes estrangeiros para o Brasil. 

O programa teve quase 20 mil alunos beneficiados nos últimos 25 anos. Entre os ex-alunos de maior notoriedade, está o atual presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, que estudou administração na Fundação Getúlio Vargas (FGV) nos anos 1980. As inscrições para a edição de 2027 do PEC-G e do PEC-PLE, que selecionará até 1,4 mil candidatos, estão abertas até 9 de maio. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) 

Fonte: Ministério da Educação

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