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Brasil e Itália fortalecem parceria estratégica pela ação climática

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Em um esforço estratégico para reforçar a parceria bilateral entre Brasil e Itália e acelerar a ação climática, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) participou na última terça-feira (18/11), no Pavilhão Itália na COP30 em Belém (PA), da mesa redonda “Cooperação Ambiental Itália-Brasil para impulsionar a ação climática e a implementação dos ODS em uma perspectiva multinível”.

O evento, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Segurança Energética (MASE) da Itália, visou aprofundar o diálogo institucional entre os dois países — envolvendo além do MMA, também o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério das Cidades — e destacar áreas promissoras de cooperação que serão enfatizadas no novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Itália-Brasil 2025–2030. A iniciativa buscou traduzir a convergência demonstrada durante as presidências do G7 (pela Itália) e G20 (pelo Brasil), em 2024, em soluções tangíveis, visando a assinatura de um futuro acordo sobre desenvolvimento sustentável e transição energética.

A mesa redonda foi estruturada em três painéis temáticos que cobriram o espectro da cooperação bilateral: modelos de desenvolvimento sustentável para Povos Indígenas e Comunidades Locais (IPLCs, na sigla em inglês) na Amazônia, busca por soluções inovadoras para tornar as cidades mais resilientes e sustentáveis, fomento ao financiamento climático e parcerias de alto impacto para a transição energética e a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS).

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O painel dedicado a intervenções em cidades de pequeno e médio porte destacou a integração de tecnologia e governança multinível. O secretário nacional de Meio Ambiente Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, Adalberto Maluf, representou o MMA no debate.

O PNUMA apresentou a iniciativa italiana Digital Demand-Driven Electricity Networks (3DEN), que alavanca tecnologias digitais para promover o uso sustentável de recursos energéticos em centros urbanos, com potencial de replicação na Amazônia. Além disso, a Plataforma de Parceria sobre Localização dos ODS, promovida pelo MASE e UN-Habitat, discutiu o engajamento de territórios para a transição energética.

“A transição climática acontece nas cidades. A parceria com a Itália nos permite integrar tecnologia digital e coerência política para construir municípios mais resilientes e acelerar o cumprimento da Agenda 2030”, reforçou Maluf.

O painel dedicado ao financiamento climático apresentou instrumentos-chave para a Amazônia, como o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima) e o Fundo Amazônia, pelo MMA, o Amazônia Forever, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o Fundo Italiano para o Clima, uma cooperação entre o MASE e a Cassa Depositi e Prestiti (CDP). A discussão concentrou-se no potencial de escala desses instrumentos em áreas prioritárias, como desenvolvimento urbano resiliente, indústria verde e mobilidade sustentável, e as oportunidades de colaboração com o setor privado italiano.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Comissão Nacional de Combate à Desertificação realiza 8ª Reunião Ordinária para fortalecer governança e agenda climática

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou a 8ª Reunião Ordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), nos últimos dias 12 e 13 de maio. O encontro, realizado na sede da Embrapa, em Brasília (DF), reuniu gestores federais, estaduais e a sociedade civil para deliberar sobre estratégias de resiliência climática e o desenvolvimento sustentável em áreas suscetíveis à desertificação. 

A mesa de abertura, realizada na terça-feira (12/5), reforçou o compromisso com a gestão articulada para avançar no combate à desertificação 

“O objetivo do MMA é, além de ampliar essa Comissão com a participação da sociedade civil, em especial dos povos e comunidades tradicionais, é articular e envolver os diferentes ministérios que são responsáveis pela convenção e pela política”, destacou Edel Moraes, secretária nacional de Povos e Comunidades Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA. 

Para o diretor do Departamento de Combate à Desertificação do MMA e secretário-executivo da CNCD, Alexandre Pires, o colegiado é o espaço onde a técnica encontra a prática. “Estamos discutindo as experiências, tecnologias sociais, ações, programas e políticas públicas que ajudem e contribuam ao combate à desertificação e convivência com o semiárido”, explicou. 

A importância da base social no desenvolvimento das políticas nacionais foi reiterada por Ivi Aliana, representante da Articulação do Semiárido (ASA) e membro da Mesa Coordenadora da CNCD. Para ela, a política climática deve ser indissociável da vida nos territórios: “Para nós da sociedade civil, ter esse lugar de diálogo e construção é fundamental. É uma política que não acontece isolada, ela está entrelaçada com tantas outras, e não acontece sem as pessoas nos seus territórios”, disse. 

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Rumo à COP17 

A reunião ordinária focou no futuro da agenda climática nacional e internacional relacionada ao combate à desertificação. Representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE) detalharam os preparativos para a 17ª Convenção das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês), que ocorrerá de 17 a 28 de agosto, na Mongólia 

O Governo do Brasil, por meio do MMA, pretende levar dois pavilhões ao evento, um na Zona Azul, onde fica a delegação oficial do evento, e outro na Zona Verde, dedicada à sociedade civil. Os espaços serão de diálogo e compartilhamento de experiências brasileiras na construção de políticas públicas, programas e tecnologias para combater a desertificação e a adaptação à mudança do clima 

Durante o encontro também foi discutido a integração do Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio) e do Plano Clima 2024-2035, com foco em adaptação e resiliência. 

Além disso, o programa Recaatingar foi apresentado à Comissão. A iniciativa visa enfrentar a desertificação através da recuperação de terras degradadas e do fortalecimento sustentável de comunidades rurais na Caatinga, com uma abordagem integrada e inclusiva. A expectativa é que o projeto seja lançado oficialmente pelo Governo Federal durante a Semana do Meio Ambiente, em junho deste ano. 

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Contexto e retomada institucional 

A 8ª Reunião da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD) simboliza o fortalecimento do processo de retomada da agenda de combate à desertificação no Brasil.  

O colegiado da CNCD apresentou as agendas das Câmaras Técnicas (CTs), braços especializados que garantem a execução do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação (CTPAB), a articulação com governos estaduais (CTEST) e o alinhamento técnico com a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês). 

A CNCD é um órgão colegiado que atua como o principal espaço de diálogo entre governo e sociedade civil para formular e coordenar a Política Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos (PNCD). Após um período de reestruturação, a Comissão retoma o seu papel central na governança ambiental e federativa. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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