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Brasil lidera confiança em fibras prebióticas e impulsiona mercado de alimentos funcionais

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Consumidores brasileiros valorizam prebióticos para a saúde intestinal

Os brasileiros estão entre os consumidores com maior confiança nos benefícios das fibras e prebióticos para a saúde digestiva, segundo o estudo Global Fibersol Consumer Perception, realizado pela ADM, líder global em soluções naturais. A pesquisa entrevistou 2.300 pessoas em diferentes países, analisando hábitos, percepções e expectativas sobre fibras e prebióticos.

O mercado global de fibras alimentares foi avaliado em US$ 9,16 bilhões em 2025 e deve alcançar US$ 14,59 bilhões até 2030, impulsionado por avanços tecnológicos e maior atenção à saúde digestiva e bem-estar. Fibras de nova geração têm sido aplicadas em snacks, produtos lácteos, bebidas prontas e nutrição especializada, oferecendo alta solubilidade e sabor neutro.

Saúde intestinal é prioridade para brasileiros

No Brasil, fibras são associadas principalmente ao equilíbrio do microbioma (28%) e à regulação da digestão (19%). A pesquisa mostra que a facilidade de integração à rotina alimentar, os benefícios percebidos no corpo e recomendações profissionais são fatores determinantes para o consumo diário.

O avanço do uso de medicamentos antiobesogênicos, como os análogos de GLP-1, também deve aumentar a demanda por fibras que favoreçam saciedade, equilíbrio metabólico e saúde digestiva.

Consumo multifuncional e diversificação de formatos

Quase 20% dos brasileiros buscam produtos com benefícios multifuncionais, que atuem na digestão, saciedade e controle de açúcar no sangue. Entre os hábitos de consumo:

  • 27% consomem regularmente iogurtes fortificados ou lácteos fermentados (kefir e iogurtes de beber)
  • 21% buscam snacks funcionais, como granolas, barrinhas, chocolates e biscoitos salgados
  • 20% consomem bebidas prontas com apelo funcional, como drinks esportivos e águas funcionais
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O estudo também aponta que 78% desejam aumentar o consumo de fibras e 76% o de proteínas, refletindo o foco em saúde digestiva, saciedade e bem-estar geral.

Alta credibilidade nos benefícios digestivos

Os benefícios digestivos das fibras têm mais de 90% de confiança entre brasileiros, destacando efeitos como conforto intestinal, regularidade e redução do inchaço. Esse índice coloca o país entre os mercados com maior convicção sobre a eficácia funcional das fibras, comparável aos Estados Unidos, com mais de 80% de credibilidade.

Além disso, 85% a 90% dos brasileiros consideram importantes atributos como eficácia cientificamente comprovada e boa tolerabilidade digestiva, alinhando-se a tendências internacionais.

Preferência por formatos integrados à rotina

Brasileiros preferem consumir fibras e prebióticos em alimentos já presentes no dia a dia, como iogurtes, cereais, snacks e bebidas matinais, com mais de 60% dispostos a testar novos produtos nesses formatos. Diferente de mercados como EUA (gummies e cápsulas) e China (bebidas prontas), a preferência brasileira é por integração prática ao cotidiano.

Entre 40% e 46%, espera-se perceber benefícios em poucos dias, e cerca de 30% acreditam que efeitos podem ser sentidos em horas, demonstrando otimismo e expectativa por resultados rápidos.

Disposição para pagar mais por fibras prebióticas

Entre 40% e 50% dos consumidores brasileiros, há disposição para pagar mais por produtos contendo fibras solúveis prebióticas, semelhantes aos índices observados nos EUA (41%) e Reino Unido (49%). Isso evidencia a valorização de atributos técnicos quando associados a benefícios claros para a saúde.

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Fibras de nova geração e inovação no mercado

Pedro Tatoni, gerente de marketing de Nutrição Humana da ADM para a América Latina, explica:

“As fibras devem ocupar papel semelhante ao que as proteínas tiveram na última década. A tendência do ‘#Fibermaxxing’, popular após a pandemia, reflete a intenção de aumentar o consumo e impulsionar inovação em alimentos e bebidas, combinando funcionalidade, sabor e conveniência.”

Entre as soluções, destaca-se a Fibersol®, fibra solúvel da ADM com mais de 30 anos de pesquisa. A maltodextrina resistente oferece maior digestibilidade, auxilia na redução do pico glicêmico pós-refeição e atende consumidores com dietas de baixo carboidrato, Síndrome do Intestino Irritável e problemas digestivos.

Oportunidade para marcas de alimentos funcionais

O estudo reforça que o mercado brasileiro está maduro para produtos que combinam ciência, benefícios comprovados e experiência sensorial positiva. O aumento da conscientização sobre prevenção de doenças crônicas e saúde holística cria oportunidades para marcas investirem em alimentos e bebidas funcionais que atendam a consumidores informados e exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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