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Brasil passa a ser o maior exportador de algodão do mundo

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O Brasil está prestes a conquistar a liderança mundial nas exportações de algodão pela primeira vez na história, conforme relatado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Com um aumento impressionante de aproximadamente 85% nas exportações anuais, o país sul-americano está posicionado para superar os Estados Unidos, que dominaram o mercado por décadas.

Miguel Faus, presidente da Anea, destacou que essa conquista foi alcançada antes do esperado, impulsionada pela quebra na safra norte-americana e pelo crescimento contínuo das safras e embarques no Brasil. Ele citou dados do Departamento de Agricultura dos EUA, que revisou para cima as previsões de exportação brasileira para 12,4 milhões de fardos, enquanto reduziu as expectativas para os Estados Unidos.

Na temporada 2023/24, o Brasil já havia ultrapassado os Estados Unidos também na produção de algodão, consolidando-se como o terceiro maior produtor global, atrás apenas de China e Índia.

Faus enfatizou que o Brasil tem potencial para expandir ainda mais suas exportações no próximo ano, com uma safra prevista para alcançar novos recordes de produção. Ele ressaltou a qualidade, rastreabilidade e produtividade da lavoura brasileira como diferenciais competitivos no mercado internacional.

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Apesar das projeções do USDA para uma competição acirrada em 2024/25, com os EUA novamente acima do Brasil em exportações, Faus acredita que o país está bem posicionado para manter sua liderança no médio prazo. A influência do Brasil no mercado global de algodão, segundo ele, embora significativa, é menos dominante do que em outros setores como o café.

O recorde nas exportações brasileiras de algodão na safra 2023/24 é um marco significativo, superando expectativas iniciais devido à recuperação da demanda de países como Paquistão e Bangladesh, que enfrentaram desafios financeiros no ciclo anterior.

Os principais destinos das exportações brasileiras de algodão incluem China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão, destacando a diversificação e robustez do mercado internacional para o produto brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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