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Café brasileiro ganha destaque em Dubai: ApexBrasil fortalece presença e amplia conexões com mercado árabe

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Durante sua atuação na Gulfood 2026, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) ampliou sua agenda de prospecção comercial e promoção da imagem do Brasil no Oriente Médio. Nesta sexta-feira (30), a comitiva liderada pelo presidente Jorge Viana visitou a Cypher Urban Roastery, torrefadora de cafés especiais sediada em Dubai, que comercializa cafés brasileiros na região.

A empresa conheceu o produto nacional em 2025, durante o programa Exporta Mais Brasil – Cafés Especiais, iniciativa que movimentou R$ 134 milhões em negócios e conectou produtores brasileiros a compradores internacionais.

Exporta Mais Brasil fortalece relações comerciais e culturais

Criado para aproximar o comprador internacional do produtor brasileiro, o Exporta Mais Brasil tem desempenhado papel estratégico na promoção de produtos de alto valor agregado, como o café especial.

“Com o Exporta Mais Brasil, conseguimos colocar compradores de diversos países frente a frente com o que o Brasil tem de melhor. Já realizamos 25 eventos e temos mais 40 previstos”, destacou Jorge Viana, ressaltando o papel dos escritórios internacionais da ApexBrasil, que articulam parcerias em mercados estratégicos.

Nos Emirados Árabes, o escritório da Agência tem contribuído para impulsionar negócios e posicionar o café brasileiro como referência de qualidade no mundo árabe.

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Dubai se consolida como ponte para o café especial brasileiro

A gerente-geral do escritório da ApexBrasil em Dubai, Tatiana Riera, enfatizou que a presença da Agência é essencial para conectar produtores nacionais a novos mercados.

“Somos a ponte entre o Brasil e o comprador internacional. No caso da Cypher, a parceria começou quando a convidamos a participar do Exporta Mais Brasil, onde visitaram fazendas e conheceram de perto os cafés especiais brasileiros. É um projeto muito especial”, afirmou.

A representante da Cypher Urban Roastery, Jommalyn Angeles, que participou do programa em 2025, visitou regiões produtoras no Acre, Minas Gerais e Espírito Santo, conhecendo mais de 80 produtores e degustando cafés de alta qualidade.

“Minha experiência no Brasil foi incrível — desde as pessoas, o solo até a xícara. As histórias dos produtores e o acolhimento da equipe da Apex foram inspiradores”, declarou Jommalyn.

Torrefadora de Dubai aposta no potencial do café do Brasil

Durante a visita da ApexBrasil, o fundador e CEO da Cypher, Mohamad Merhi, apresentou as instalações da empresa e elogiou o modelo de aproximação criado pelo programa.

“O que vocês estão fazendo com o Exporta Mais Brasil é fantástico. Levar compradores ao país e permitir o contato direto com os produtores faz toda a diferença”, afirmou Merhi.

A Cypher trabalha com blends de cafés de El Salvador, Honduras e Brasil, oferecendo uma combinação de origens e sabores que conquistam o público do Oriente Médio.

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Delegação brasileira faz sucesso na Gulfood 2026

Paralelamente às ações de promoção do café, a delegação brasileira segue com forte presença na Gulfood 2026, a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio. O evento, realizado entre 26 e 30 de janeiro, conta com 192 empresas brasileiras e mais de 8,5 mil expositores de 130 países.

A feira acontece em dois espaços — Dubai World Trade Centre (DWTC) e Dubai Exhibition Centre (DEC) — e deve receber mais de 150 mil visitantes.

Segundo estimativas da ApexBrasil, os negócios gerados pelo Brasil durante o evento podem ultrapassar US$ 3,5 bilhões.

Confira a lista completa das empresas participantes

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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