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Café Deve Ter Negócios Travados no Brasil com Pressão de NY e Alta do Dólar

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O mercado brasileiro de café deve registrar um ritmo mais lento de negócios nesta quinta-feira (26), diante de um cenário de forças opostas entre os principais indicadores. Enquanto os preços do café recuam na Bolsa de Nova York, o dólar avança frente ao real, o que tende a favorecer as exportações, mas dificulta a formação de preços no mercado interno.

A combinação desses fatores deve manter a comercialização travada ao longo do dia, com produtores e compradores adotando postura cautelosa.

Mercado físico registra baixa liquidez e negócios pontuais

Na quarta-feira (25), o mercado físico de café já apresentou menor movimentação. Segundo a consultoria Safras & Mercado, houve registro de negócios envolvendo diferentes tipos de café, porém com volumes reduzidos e negociações pontuais.

A volatilidade dos preços de referência, especialmente no mercado internacional, tem gerado incertezas, levando tanto vendedores quanto compradores a atuarem com maior cautela.

Preços do café recuam nas principais regiões produtoras

Os preços do café apresentaram queda em importantes praças produtoras de Minas Gerais:

  • Sul de Minas Gerais: café arábica bebida boa (15% de catação) recuou para R$ 2.040,00 a R$ 2.050,00 por saca, ante R$ 2.060,00 a R$ 2.070,00
  • Cerrado Mineiro: arábica bebida dura (15% de catação) caiu para R$ 2.060,00 a R$ 2.070,00, contra R$ 2.080,00 a R$ 2.090,00
  • Zona da Mata de Minas Gerais: arábica tipo 7 (20% de catação) foi negociado entre R$ 1.470,00 e R$ 1.480,00, abaixo dos R$ 1.500,00 a R$ 1.510,00 anteriores
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No Espírito Santo, o café conilon apresentou estabilidade:

  • Vitória (ES): tipo 7 entre R$ 1.010,00 e R$ 1.020,00
  • Tipo 7/8 entre R$ 1.000,00 e R$ 1.010,00
Estoques certificados de café seguem em alta

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados da ICE Futures totalizaram 544.659 sacas de 60 quilos em 25 de março de 2026, com aumento de 10.922 sacas em relação ao dia anterior.

O crescimento dos estoques também contribui para pressionar as cotações no mercado internacional.

Bolsa de Nova York registra queda nos contratos

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica operam em queda. O contrato com vencimento em maio de 2026 recua 0,23%, sendo cotado a 315,35 centavos de dólar por libra-peso.

No pregão anterior, os papéis com entrega em maio encerraram a 316,10 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 0,55%. Já o contrato julho fechou a 309,70 centavos, com leve recuo de 0,2%.

Dólar em alta favorece exportações brasileiras

O dólar comercial registra valorização de 0,54%, sendo cotado a R$ 5,2477. O avanço da moeda norte-americana frente ao real tende a favorecer as exportações brasileiras de café, aumentando a competitividade do produto no mercado internacional.

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O Dollar Index também apresenta alta de 0,30%, aos 99,90 pontos, refletindo a força global da moeda americana.

Cenário externo reforça cautela nos mercados

O ambiente internacional também contribui para a postura defensiva dos agentes. As principais bolsas europeias operam em queda, com recuos em Paris (-0,78%), Frankfurt (-1,49%) e Londres (-1,37%).

Na Ásia, os mercados encerraram o dia em baixa, com destaque para Xangai (-1,09%) e Japão (-0,27%). Em contrapartida, o petróleo registra forte valorização, com o WTI cotado a US$ 94,46 por barril, alta de 4,58%.

Perspectiva é de continuidade da cautela

Diante do cenário de volatilidade nos mercados internacionais, aliado à oscilação cambial, a tendência é de manutenção da cautela nas negociações de café no Brasil no curto prazo.

A definição mais clara de preços deve depender do comportamento da Bolsa de Nova York e do câmbio nos próximos dias, fatores que seguem determinando o ritmo das negociações no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pulverização localizada em cana-de-açúcar reduz uso de herbicidas em até 90% e amplia eficiência no campo

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A adoção da tecnologia de pulverização localizada Weed-it, desenvolvida pela Zait.ag, tem transformado o manejo de plantas daninhas na cultura da cana-de-açúcar no Brasil. Dados operacionais da Usina Ester, localizada em Cosmópolis (SP), apontam uma redução média de 90,5% no consumo de herbicidas entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, evidenciando ganhos expressivos de eficiência e sustentabilidade no campo.

O sistema vem sendo utilizado como alternativa para otimizar o uso de insumos agrícolas, reduzir desperdícios e aumentar a precisão das aplicações, em um cenário de crescente pressão por redução de custos e maior responsabilidade ambiental no setor sucroenergético.

Aplicação seletiva reduz drasticamente o uso de herbicidas

A tecnologia Weed-it funciona por meio de sensores instalados nas barras de pulverização, capazes de identificar em tempo real a presença de plantas daninhas. A partir dessa leitura, o sistema aciona válvulas de alta velocidade apenas nos pontos onde há necessidade de aplicação, garantindo precisão e reduzindo significativamente o uso de defensivos.

No levantamento realizado pela Usina Ester, foram manejados 589,1 hectares no período analisado. Desse total, apenas 55,95 hectares receberam aplicação efetiva de herbicidas, demonstrando a eficiência do sistema seletivo.

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Em determinadas operações, a economia ultrapassou 99% do volume aplicado, especialmente em áreas de reforma de canaviais, pós-colheita e manejo localizado de infestação de plantas daninhas.

Tecnologia já consolidada em outras culturas avança na cana

De acordo com a Zait.ag, a tecnologia já está presente em aproximadamente 2 milhões de hectares no Brasil, com ampla utilização em culturas como grãos e algodão. Agora, o sistema avança de forma consistente para o setor sucroenergético, que busca soluções para aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de produção.

O diretor comercial da empresa, Marcos Ferraz, destaca que o desempenho da ferramenta na cana-de-açúcar reforça sua versatilidade e potencial de expansão.

Segundo ele, os resultados observados demonstram que a tecnologia mantém alta eficiência também em culturas semiperenes, com impacto direto na redução do uso de insumos agrícolas.

Sustentabilidade e redução de custos no centro da estratégia

Além da expressiva economia de herbicidas, a pulverização localizada contribui para a diminuição do impacto ambiental das atividades agrícolas, ao reduzir o volume de defensivos aplicados no campo.

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A tecnologia também favorece a preservação do solo e melhora a eficiência das operações de manejo, alinhando-se às demandas crescentes por sustentabilidade na produção agrícola.

Outro ponto destacado pela empresa é a facilidade de operação do sistema, que não exige calibrações complexas e apresenta resultados imediatos após a aplicação, facilitando a adoção pelas equipes de campo.

Eficiência operacional impulsiona adoção no setor sucroenergético

Com o avanço da mecanização e da agricultura de precisão, o setor sucroenergético tem buscado tecnologias capazes de aumentar a eficiência produtiva sem comprometer a sustentabilidade.

Nesse cenário, soluções como o Weed-it ganham espaço por aliarem redução de custos operacionais, otimização do uso de insumos e ganhos ambientais relevantes.

A tendência é que a adoção de tecnologias de aplicação localizada se intensifique nos próximos anos, impulsionada pela necessidade de maior competitividade e pela busca por práticas agrícolas mais sustentáveis na produção de cana-de-açúcar no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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