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Café inicia o dia com variação mista nas bolsas: arábica avança e robusta recua com pressão de oferta

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (24) com comportamento distinto entre as principais variedades negociadas nas bolsas. Enquanto o arábica abriu em alta na bolsa de Nova York, o robusta registrou queda em Londres, refletindo um ambiente de incertezas e influência direta dos fundamentos de oferta.

Arábica abre em alta em Nova York

Na bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica começaram o dia em valorização. O contrato com vencimento em maio/26 abriu cotado a 312,50 centavos de dólar por libra-peso, com avanço de 5,50 pontos.

O julho/26 subia 5,65 pontos, negociado a 305,50 centavos/lb, enquanto o setembro/26 registrava alta de 4,60 pontos, a 291,75 centavos/lb.

Robusta recua na abertura em Londres

Em sentido oposto, o café robusta apresentou desvalorização na abertura das negociações na bolsa de Londres. O contrato maio/26 abriu cotado a US$ 3.625 por tonelada, com queda de 12 pontos.

O julho/26 recuava 16 pontos, a US$ 3.542 por tonelada, enquanto o setembro/26 registrava baixa de 9 pontos, sendo negociado a US$ 3.477 por tonelada.

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Clima no Brasil reforça expectativa de maior oferta

O mercado segue sendo pressionado por fatores relacionados à oferta, com destaque para o cenário climático no Brasil. As condições atuais, com boa umidade do solo e períodos de tempo seco, têm favorecido o desenvolvimento e a maturação das lavouras.

Além disso, há previsão de retorno das chuvas nas principais regiões produtoras ao longo da semana, o que reforça a perspectiva de uma safra mais volumosa.

Estoques elevados e exportações em queda influenciam preços

Outro fator relevante é o aumento dos estoques monitorados na bolsa de Nova York, que atingiram o maior nível em mais de cinco meses, contribuindo para limitar avanços mais consistentes nas cotações do arábica.

Por outro lado, o desempenho das exportações brasileiras traz um contraponto. Dados recentes apontam queda significativa nos embarques de café verde em fevereiro na comparação anual, o que pode oferecer suporte pontual aos preços.

Estratégias de comercialização exigem cautela

Diante desse cenário, produtores brasileiros devem manter atenção às condições climáticas e às revisões de safra. O mercado já começa a precificar uma oferta mais elevada, o que tende a restringir movimentos mais intensos de alta.

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Esse contexto impacta diretamente as decisões de comercialização, especialmente para aqueles que ainda possuem café disponível ou avaliam operações futuras no mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito de ICMS ganha força no agronegócio como alternativa para reforçar o caixa e reduzir custos financeiros

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Em um cenário de crédito rural mais restrito e custos financeiros ainda elevados, produtores e empresas do agronegócio têm buscado novas alternativas para fortalecer o fluxo de caixa e reduzir a dependência de financiamentos bancários. Entre elas, os créditos acumulados de ICMS deixaram de ser apenas uma questão tributária e passaram a ocupar posição estratégica na gestão financeira das propriedades e agroindústrias.

Mesmo após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano em 2026, o custo do dinheiro continua elevado para boa parte do setor produtivo, o que tem levado empresários rurais a revisarem processos internos em busca de recursos já existentes dentro das próprias operações.

Especialistas avaliam que valores acumulados de ICMS, quando corretamente apurados e recuperados, podem representar uma importante fonte de liquidez para financiar investimentos, aquisição de insumos e reorganização financeira das empresas.

Crédito tributário passa a ser visto como ativo financeiro

De acordo com Altair Heitor, contador, especialista em gestão tributária para o agronegócio e CFO da Palin & Martins, o crédito acumulado de ICMS deixou de ser tratado exclusivamente como uma obrigação fiscal e passou a integrar o planejamento financeiro das empresas rurais.

Segundo ele, esses recursos representam capital próprio, sem incidência de custos financeiros, podendo reduzir a necessidade de recorrer a linhas de crédito com juros elevados.

“Muitos produtores ainda buscam financiamento externo sem perceber que possuem recursos acumulados na própria operação. Quando bem administrado, o crédito de ICMS pode fortalecer o caixa e ampliar a capacidade de investimento da empresa”, afirma.

Recuperação de créditos pode ampliar liquidez no campo

Em um setor que depende fortemente de capital de giro para custeio das lavouras, compra de fertilizantes, defensivos, sementes e demais insumos, a recuperação de créditos tributários passou a ser considerada uma ferramenta importante para melhorar a saúde financeira das empresas.

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Segundo o especialista, a utilização desses recursos pode contribuir para investimentos em tecnologia, ampliação da produção, modernização das estruturas e reorganização do fluxo financeiro, reduzindo a necessidade de contratação de crédito bancário.

No entanto, ele ressalta que muitos produtores ainda deixam de aproveitar esse potencial por desconhecimento ou pela falta de organização da documentação necessária para comprovar os créditos.

Organização fiscal é fundamental para transformar crédito em caixa

Embora o direito ao crédito esteja previsto na legislação, sua utilização depende do correto levantamento das informações fiscais e do atendimento às exigências específicas de cada estado.

De acordo com Altair Heitor, a crescente digitalização dos sistemas de fiscalização tornou ainda mais importante a qualidade das informações prestadas pelas empresas, já que os órgãos fazendários utilizam cruzamentos eletrônicos de dados para validar os pedidos de recuperação.

Nesse contexto, falhas na escrituração, inconsistências fiscais ou ausência de documentação podem impedir que créditos legítimos sejam reconhecidos e utilizados pelas empresas.

Planejamento tributário reduz dependência de financiamentos

Outro ponto destacado pelo especialista é que a gestão tributária deve fazer parte do planejamento financeiro permanente das empresas rurais, e não apenas ser acionada em momentos de dificuldade econômica.

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Segundo ele, a organização preventiva amplia a capacidade de tomada de decisão, melhora o controle financeiro e reduz a necessidade de recorrer a soluções mais onerosas em períodos de maior pressão sobre o caixa.

“A gestão tributária precisa ser encarada como parte da estratégia do negócio. Quando bem estruturado, o crédito tributário deixa de representar apenas uma questão fiscal e passa a funcionar como um instrumento de geração de liquidez e fortalecimento financeiro”, destaca.

Eficiência financeira ganha protagonismo no agronegócio

A busca por maior eficiência na gestão financeira acompanha a evolução do agronegócio brasileiro, que nas últimas décadas incorporou avanços em tecnologia, mecanização, genética e gestão da produção.

Agora, especialistas apontam que o planejamento tributário tende a ocupar espaço cada vez mais relevante dentro das estratégias empresariais do setor, contribuindo para aumentar a competitividade, preservar o capital de giro e melhorar a capacidade de investimento das propriedades rurais.

Em um ambiente marcado por custos elevados, mudanças no crédito rural e maior rigor na fiscalização tributária, a recuperação e o aproveitamento adequado dos créditos de ICMS surgem como uma alternativa para fortalecer a sustentabilidade financeira das empresas do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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