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Café inicia semana em queda nas bolsas internacionais com pressão da safra brasileira

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O mercado global de café abriu a semana em baixa nas principais bolsas internacionais, refletindo o aumento das expectativas de oferta, impulsionado principalmente pelo avanço da safra brasileira. O movimento reforça o cenário de pressão sobre os preços e mantém os agentes atentos às perspectivas de produção.

Queda do café arábica em Nova York

Na Bolsa de Nova York, os contratos futuros do café arábica registraram recuos expressivos na abertura dos negócios.

O contrato com vencimento em maio de 2026 foi cotado a 295,40 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 630 pontos. Já o contrato de julho de 2026 recuou 615 pontos, sendo negociado a 289,75 centavos/lb. Para setembro de 2026, a baixa foi de 585 pontos, com cotações a 278,75 centavos/lb.

Robusta também recua na Bolsa de Londres

O café robusta acompanhou o movimento negativo na Bolsa de Londres, com perdas relevantes nos principais vencimentos.

O contrato para maio de 2026 foi negociado a US$ 3.496 por tonelada, com queda de 97 pontos. O vencimento de julho de 2026 caiu 98 pontos, cotado a US$ 3.418 por tonelada, enquanto o contrato de setembro de 2026 recuou 93 pontos, para US$ 3.362 por tonelada.

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Safra brasileira mais robusta pressiona o mercado

A pressão sobre os preços está diretamente ligada às expectativas de uma safra mais volumosa no Brasil. O mercado projeta uma produção acima de 70 milhões de sacas para o ciclo 2026/27, o que amplia a percepção de oferta global e limita movimentos de alta nas cotações.

Esse cenário mantém o viés negativo das últimas sessões, com fundos e demais agentes ajustando posições diante de uma perspectiva mais confortável de abastecimento.

Produtor deve redobrar atenção às estratégias de comercialização

Para o produtor brasileiro, o início da semana sinaliza cautela. A combinação entre maior oferta prevista e a proximidade da colheita tende a pressionar ainda mais os preços.

Diante desse ambiente, as estratégias de comercialização ganham ainda mais relevância, especialmente para aqueles que ainda não realizaram travas de preços e buscam melhores oportunidades de negociação.

Mercado segue volátil e atento ao clima

Apesar da pressão atual, o mercado do café continua sensível a fatores como clima e revisões nas estimativas de produção. Mudanças nesses elementos podem provocar oscilações rápidas nas cotações.

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Com isso, o acompanhamento constante do mercado permanece essencial para tomada de decisão, em um cenário marcado por elevada volatilidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Centro de inovação mira avanço da produção brasileira de azeite de oliva

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O Rio Grande do Sul, responsável por mais de 80% da produção brasileira de azeite de oliva, começou a estruturar um novo movimento para fortalecer tecnicamente a olivicultura nacional. A criação de um Centro de Referência em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Olivicultura pretende ampliar estudos sobre adaptação climática, produtividade e qualidade dos azeites produzidos no estado, em uma tentativa de reduzir a instabilidade causada pelas variações do clima e consolidar a cadeia produtiva no país.

A iniciativa reúne universidades, governo estadual e produtores rurais em uma parceria articulada pelo Instituto Brasileiro de Olivicultura. O protocolo foi assinado durante a Abertura Oficial da Colheita da Oliva, realizada em Triunfo, e envolve a participação da Universidade Federal de Santa Maria, Universidade Federal de Pelotas, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, além de secretarias estaduais ligadas à inovação e agricultura.

O projeto surge em um momento de expansão da olivicultura brasileira, mas também de crescente preocupação com os efeitos climáticos sobre a produção. O Rio Grande do Sul concentra praticamente toda a produção comercial de azeite extravirgem do país, porém enfrenta oscilações frequentes de safra provocadas por estiagens, excesso de chuva, geadas e variações térmicas durante períodos críticos do desenvolvimento das oliveiras.

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Nos últimos anos, o estado ganhou reconhecimento internacional pela qualidade dos azeites produzidos localmente. Marcas gaúchas acumulam premiações em concursos internacionais, especialmente pela qualidade sensorial dos azeites extravirgens produzidos em regiões da Campanha, Serra do Sudeste e fronteira oeste gaúcha. Apesar disso, o setor ainda busca estabilidade produtiva para consolidar escala comercial.

A proposta do novo centro é justamente aproximar ciência e produção rural. A estrutura deverá atuar em pesquisas voltadas à adaptação de cultivares ao clima gaúcho, manejo de olivais, controle fitossanitário, qualidade industrial, certificação de origem e desenvolvimento de tecnologias capazes de aumentar produtividade e reduzir perdas.

Segundo lideranças do setor, um dos principais gargalos da olivicultura brasileira ainda está dentro da porteira. A produção nacional de azeite continua pequena frente ao consumo interno, que depende majoritariamente de importações vindas de países como Portugal, Espanha e Argentina. O Brasil consome mais de 100 milhões de litros de azeite por ano, enquanto a produção nacional representa apenas uma fração desse volume.

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Fonte: Pensar Agro

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