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Café tem forte volatilidade com previsão de safra recorde e produtores retraídos no mercado

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Perspectiva de safra recorde pressiona preços do café

O mercado de café inicia fevereiro sob forte pressão nos preços, influenciado por projeções otimistas para a safra brasileira de 2026/27. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a desvalorização dos grãos se intensificou após a divulgação de novas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontam para uma colheita recorde no país.

A previsão da Conab indica um crescimento de 17,2% na produção total, atingindo 66,2 milhões de sacas. O destaque fica para o café arábica, com aumento de 23,2%, totalizando 44,1 milhões de sacas, enquanto o robusta deve crescer 6,3%, alcançando 22,1 milhões de sacas. Se confirmada, essa será a maior safra da história brasileira, superando o recorde anterior de 2020/21.

Estoques em recomposição, mas produtores se mantêm cautelosos

Mesmo com o aumento esperado da produção, especialistas alertam que os estoques ainda estão em níveis baixos. O analista de mercado Haroldo Bonfá, da Pharos Consultoria, destaca que o Brasil encerrou a safra 2025/26 com apenas 2 milhões de sacas em estoque de passagem, após atender ao consumo interno de cerca de 22 milhões e exportar aproximadamente 39 milhões de sacas.

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Bonfá lembra que o país iniciou a safra anterior praticamente sem estoques, o que ainda mantém o equilíbrio entre oferta e demanda global. Por isso, apesar da previsão de uma safra robusta, o mercado segue atento ao comportamento do clima e à recomposição dos estoques nos próximos meses.

De acordo com pesquisadores do Cepea, esse novo cenário de produção elevada pode ajudar na recuperação dos estoques, mas sem gerar excedentes expressivos. A relação ajustada entre oferta e demanda segue sendo um fator de sustentação para os preços a médio prazo.

Clima e cenário internacional influenciam o mercado

O bom volume de chuvas nas principais regiões produtoras tem favorecido o desenvolvimento das lavouras e a maturação dos frutos, reforçando a expectativa de uma colheita de alta qualidade. No entanto, a variação climática ainda é um ponto de atenção, podendo afetar o ritmo de colheita e o resultado final da safra.

No cenário internacional, a entrada do café do Vietnã tem ajudado a equilibrar a oferta global. Segundo Marcelo Moreira, analista da Archer Consulting, o país asiático exportou entre 3,40 e 3,70 milhões de sacas apenas em janeiro de 2026, o que traz alívio momentâneo para o abastecimento até a chegada da nova safra brasileira, prevista para começar no final de abril.

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Bolsas internacionais registram fortes oscilações

A manhã desta quarta-feira (11) foi marcada por movimentos opostos nas cotações internacionais. O café arábica registrava alta de 40 pontos, cotado a 294,60 cents/lbp no contrato de março/26, enquanto os contratos para maio e julho subiam 100 e 110 pontos, respectivamente.

Já o robusta apresentava quedas moderadas, com recuos de US$ 20 a US$ 21 por tonelada nos principais contratos, sendo negociado a US$ 3.723/t (março/26) e US$ 3.662/t (maio/26).

Produtores retraídos e negociações lentas

Com o cenário de desvalorização interna e incerteza quanto à sustentação dos preços, produtores brasileiros seguem cautelosos. Muitos têm evitado novas vendas, aguardando melhores condições de mercado. O Cepea aponta que, nas últimas semanas, as negociações permanecem praticamente paralisadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Desmama orienta seleção genética e fortalece programas de melhoramento bovino no Brasil em 2026

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Os meses de março e abril representam uma das fases mais importantes dos programas de melhoramento genético bovino no Brasil: a desmama. Nesse período, propriedades rurais realizam a coleta de dados de peso e avaliação de características como conformação, precocidade, musculatura e pelame dos terneiros, informações fundamentais para a seleção de matrizes e reprodutores.

Desmama bovina é etapa-chave na avaliação de matrizes e terneiros

Segundo a superintendente de Registro da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC), Silvia Freitas, a desmama permite avaliar simultaneamente o desempenho das vacas como matrizes e o potencial produtivo dos animais a partir do momento em que deixam de depender da mãe.

De acordo com ela, essa fase é essencial para compreender como cada matriz conduziu a cria até o desmame e para acompanhar de forma individual o desempenho dos terneiros.

Dados da desmama orientam seleção genética no rebanho

As informações coletadas nesse período servem de base para a definição de critérios mais precisos de seleção dentro dos programas de melhoramento.

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A partir desses dados, os sistemas conseguem identificar fêmeas de reposição, machos com potencial para reprodução e animais destinados à produção de carne, aumentando a eficiência dos rebanhos.

Silvia destaca que a qualidade das informações depende diretamente do rigor adotado em cada propriedade. Segundo ela, o processo exige responsabilidade e precisão para garantir maior eficiência econômica na seleção.

Projeto Crie, Avalie e Selecione amplia uso de dados zootécnicos

Em 2026, a etapa de desmama também marca o avanço do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), com a consolidação inicial do projeto Crie, Avalie e Selecione, desenvolvido em parceria com o Sebrae.

A iniciativa é voltada a animais sem registro genealógico, mas que possuem controle zootécnico completo dentro das propriedades, incluindo identificação de pai, mãe e data de nascimento.

Avaliação comparativa reforça identificação de animais superiores

Com base nesses registros, é possível comparar animais criados sob as mesmas condições e identificar aqueles com melhor desempenho produtivo e genético.

Silvia explica que esse processo permite reconhecer indivíduos que apresentam maior ganho de peso e melhor conformação em relação aos demais, destacando seu potencial superior.

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Projeto avança em 2026 com foco em eficiência produtiva

O projeto já teve uma etapa de avaliação realizada em abril e deve avançar para novas fases ao longo das próximas semanas.

A expectativa é ampliar a geração e o uso de dados dentro das propriedades, contribuindo para uma seleção mais precisa de matrizes, identificação de animais superiores e melhor avaliação de reprodutores com desempenho produtivo destacado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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