Política Nacional

Câmara cria comissão para analisar os direitos constitucionais da primeira infância

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A Câmara dos Deputados criou uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 34/24, que trata da primeira infância – período que vai do nascimento aos 6 anos de idade.

A PEC, de autoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), inclui a primeira infância como beneficiária de uma série de direitos previstos no texto constitucional. Atualmente, a Constituição apenas determina esses direitos para crianças, adolescentes e jovens.

Em agosto o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já havia anunciado a criação do grupo. “Não é replay. É mais um passo em defesa das nossas crianças”, disse Motta.

A comissão será composta por 20 titulares e 20 suplentes. Confira os nomes que já foram indicados pelos líderes partidários:

Titulares

  • Cabo Gilberto Silva (PL-PB)
  • Coronel Fernanda (PL-MT)
  • Osmar Terra (PL-RS)
  • José Airton Félix Cirilo (PT-CE)
  • Paulão (PT-AL)
  • Reginaldo Lopes (PT-MG)
  • Dr. Zacharias Calil (União-GO)
  • Silvye Alves (União-GO)
  • Amanda Gentil (PP-MA)
  • Silvia Cristina (PP-RO)
  • Iza Arruda (MDB-PE)
  • Laura Carneiro (PSD-RJ)
  • Marcelo Crivella (Republicanos-RJ)
  • Nely Aquino (Pode-MG)
  • Geraldo Resende (PSDB-MS)
  • Flávia Morais (PDT-GO)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Pastor Sargento Isidório (Avante-BA)
  • Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP)
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Suplentes

  • Maria do Rosário (PT-RS)
  • Dani Cunha (União-RJ)
  • Yandra Moura (União-SE)
  • Andreia Siqueira (MDB-PA)
  • Luisa Canziani (PSD-PR)
  • Ricardo Ayres (Republicanos-TO)
  • Léda Borges (PSDB-GO)
  • Márcio Honaiser (PDT-MA)
  • Delegada Ione (Avante-MG)
  • Talíria Petrone (Psol-RJ)
  • Adriana Ventura (Novo-SP)

Agenda
A instalação do novo colegiado está marcada para o próximo dia 14, às 14 horas, no plenário 7. Após instalada serão eleitos o presidente e o relator da comissão.

Da Redação – ND

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Girão critica condenação de casal por homeschooling e cobra votação de projeto

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O senador Eduardo Girão criticou, em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (26), a condenação de um casal de São Paulo por prática de ensino domiciliar, conhecido como homeschooling. Segundo o parlamentar, a decisão da 2ª Vara Criminal de Jales (SP) condenou os pais a 50 dias de detenção em regime inicial semiaberto por abandono intelectual. Para Girão, o caso representa perseguição às famílias que optam pela educação domiciliar.

De acordo com o senador, as filhas do casal recebem acompanhamento pedagógico e estudam disciplinas como português, matemática, história, geografia e ciências, além de inglês, latim e música. Ele argumentou que não haveria omissão por parte dos pais e criticou a fundamentação da sentença. Girão afirmou que o magistrado responsável pelo caso, Júnior da Luz Miranda, extrapolou os limites da atuação judicial e desrespeitou garantias previstas na Constituição e em acordos internacionais assinados pelo Brasil. Ele informou ainda que encaminhou representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a conduta do juiz.

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— Trata-se de uma gritante perversão do direito penal. Há sinais claros de patrulhamento ideológico, viés militante e dirigismo cultural disfarçado de fundamentação jurídica. O Brasil é signatário do Pacto de São José da Costa Rica. O artigo 12, parágrafo 4, desse tratado internacional diz o seguinte: Os pais têm direito de garantir a educação religiosa e moral de seus filhos de acordo com suas próprias convicções.

Girão também defendeu a regulamentação do ensino domiciliar e cobrou a votação, no Senado, do projeto aprovado pela Câmara dos Deputados sobre o tema. Segundo ele, a educação domiciliar pode ser uma alternativa para crianças com dificuldades de aprendizagem, transtornos emocionais ou vítimas de bullying.

— Defender o homeschooling não significa, absolutamente, atacar a escola tradicional: significa reconhecer que nenhuma sociedade livre pode impor um único modelo educacional para todas as famílias e para todas as crianças. Educação de qualidade não é tratar todos de formas idênticas, é garantir que cada criança tenha condições reais de aprender, desenvolver seus talentos e preservar a sua dignidade.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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