Ministério Público MT

Campanha leva informação e empatia às salas de aula

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Alunos do ensino fundamental do Colégio Coração de Jesus participaram, na tarde desta quinta-feira (24), de uma palestra promovida pelo Ministério Público de Mato Grosso sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A ação integra a campanha “Conheça e Entenda o Autismo”, desenvolvida pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) de Defesa da Pessoa com Deficiência. A conversa foi conduzida pelo procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança, e pela promotora Daniele Crema.Mais do que apenas informar, o projeto semeia empatia e compreensão entre os jovens, cultivando o respeito às diferenças e estimulando um olhar sensível para a diversidade, dentro e fora da sala de aula. Durante a palestra, os estudantes conheceram de forma acessível as principais características do Transtorno do Espectro Autista, os diferentes níveis de suporte, possíveis causas, abordagens terapêuticas e os direitos garantidos por lei às pessoas autistas.O procurador de Justiça Paulo Prado comenta sobre a importância desse projeto para as crianças e a sociedade como um todo: “Quando falamos de inclusão, falamos de construir uma sociedade mais justa desde a base. Projetos como esse despertam, nas crianças, a sensibilidade e o entendimento de que cada pessoa tem seu jeito único de ver o mundo e isso precisa ser respeitado. É um passo essencial para formar cidadãos mais conscientes, empáticos e preparados para conviver com as diferenças.”A promotora Daniele Crema, que também é coordenadora do CAO, destaca os objetivos da iniciativa: “Nosso propósito com a campanha é justamente esse: levar informação, quebrar preconceitos e abrir espaço para o diálogo. Quando os estudantes compreendem o que é o TEA, eles não apenas acolhem os colegas neurodivergentes, eles se tornam multiplicadores de uma cultura mais inclusiva, dentro e fora da escola.”A ação promoveu, ainda pela manhã, palestras na Escola Estadual Professora Eliane Digigov Santana, guiada pela promotora de Justiça Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, e no Colégio Isaac Newton, com a promotora de Justiça Daniele Crema.A campanha “Conheça e Entenda o Autismo” tem apoio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, da Ouvidoria-Geral do MPMT e do Departamento de Tecnologia da Informação (DTI). As ações se estenderão ao longo de todo o ano letivo de 2025, com a realização de palestras em escolas públicas e privadas de Cuiabá.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Penas de sete faccionados condenados pelo Júri somam 192 anos

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O Tribunal do Júri de Água Boa (a 730 km de Cuiabá) condenou sete integrantes de uma facção criminosa por homicídio qualificado e participação em organização criminosa. Parte dos réus também foi condenada pelos crimes de cárcere privado, tortura e ocultação de cadáver. Somadas, as penas totalizam 192 anos e quatro meses de reclusão, além de 116 dias-multa. O julgamento foi realizado nos dias 16 e 17 de junho, com apoio do Grupo de Atuação Especial no Tribunal do Júri (GAEJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).De acordo com denúncia da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Água Boa, Jonatha Fernando Moraes Mata, Natália Galvão Alves, Ana Julia Xavier Morais, Yara Yasmin Vilava Alves, Eduardo Ribeiro da Silva, Diego Oliveira dos Santos e Mathias Xavier Campos integravam uma organização criminosa com atuação na região. Conforme a investigação, o grupo planejou e executou o assassinato de Allan Davi Andrade Sousa, em fevereiro de 2024, em uma residência localizada no município de Nova Nazaré. A vítima foi atraída para uma emboscada, morta por motivo torpe e submetida a meio cruel de execução.Antes do homicídio, Allan Davi e o amigo Lucas Orescio Dias foram mantidos em cárcere privado por várias horas. Segundo o Ministério Público, os dois foram atraídos para a residência sob o pretexto de um encontro com integrantes da facção. Após chegarem ao local e consumirem entorpecentes com algumas das acusadas, foram surpreendidos por outros integrantes do grupo, que chegaram armados, tomaram seus celulares e os impediram de deixar o imóvel.As investigações apontaram que a execução foi motivada pela suspeita de que Allan integrasse uma facção rival. A desconfiança surgiu após uma publicação feita pela vítima em uma rede social. A partir daí, integrantes da organização criminosa passaram a monitorar Allan, planejaram uma emboscada e acionaram lideranças da facção para decidir o destino da vítima. Durante horas, Allan e Lucas foram submetidos a ameaças e intensa pressão psicológica enquanto os acusados analisavam o conteúdo de seus aparelhos celulares e buscavam obter uma suposta confissão.Ainda conforme a denúncia, após a autorização para a execução, Allan Davi foi asfixiado com um lençol por integrantes do grupo. Em seguida, parte dos envolvidos transportou o corpo para uma área de mata na zona rural de Nova Nazaré, onde o cadáver foi enterrado em uma cova rasa. A vítima foi decapitada no local, circunstância que embasou o reconhecimento da qualificadora do meio cruel. Enquanto isso, Lucas Orescio permaneceu sob vigilância dos criminosos e, ao ser liberado, teria sido ameaçado para não revelar o que havia ocorrido.Entre os condenados, Jonatha Fernando Moraes Mata recebeu a maior pena, de 35 anos e oito meses de reclusão, além de 16 dias-multa, pelos crimes de homicídio qualificado, dois crimes de cárcere privado, dois crimes de tortura e organização criminosa com função de comando. Natália Galvão Alves foi condenada a 29 anos de reclusão e 20 dias-multa; Yara Yasmin Vilava Alves, a 28 anos de reclusão e 10 dias-multa; Diego Oliveira dos Santos, a 28 anos e oito meses de reclusão e 20 dias-multa; Ana Julia Xavier Morais, a 26 anos de reclusão e 20 dias-multa; Eduardo Ribeiro da Silva, a 25 anos de reclusão e 10 dias-multa; e Mathias Xavier Campos, a 20 anos de reclusão e 20 dias-multa.Todos os condenados deverão cumprir a pena em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri negou o direito de recorrer em liberdade e manteve as prisões preventivas dos réus.Processo 1001338-09.2024.8.11.0021.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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