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Canola entra na reta final da colheita no Rio Grande do Sul com produtividade acima de 2 mil kg/ha em áreas bem manejadas

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A colheita da canola avança em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, marcando a reta final do ciclo da cultura no Estado. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, cerca de 70% da área cultivada já foi colhida, enquanto 27% das lavouras permanecem em fase de maturação.

Clima favoreceu a maturação e a qualidade dos grãos

As condições climáticas de outubro contribuíram de forma decisiva para o bom desenvolvimento das lavouras, permitindo uma maturação uniforme e garantindo qualidade satisfatória dos grãos. A Emater destacou que o uso crescente de dessecação pré-colheita tem sido fundamental para manter a uniformidade e reduzir perdas.

Em áreas com melhor manejo e uso de cultivares adaptadas, a produtividade supera 2.400 kg/ha. Já em lavouras que sofreram com excesso de chuvas ou receberam menor investimento, o rendimento caiu para menos de 1.500 kg/ha.

A estimativa estadual aponta 176.076 hectares cultivados e uma produtividade média de 1.659 kg/ha.

Desempenho varia entre as regiões produtoras

O levantamento da Emater mostra variação significativa entre as regiões administrativas do Estado:

  • Erechim: lavouras ainda em fase de enchimento de grãos, com previsão de rendimento de 2.400 kg/ha.
  • Frederico Westphalen: colheita em 80% da área, com produtividade média de 1.500 kg/ha.
  • Ijuí: colheita chega a 70% da área, com rendimento acima de 1.800 kg/ha.
  • Santo Augusto: ciclo encerrado, com média de 2.400 kg/ha.
  • Santa Bárbara do Sul: rendimento de 2.000 kg/ha.
  • Passo Fundo: colheita concluída, produtividade média de 2.100 kg/ha.
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Regiões do centro e norte registram produtividade variável

Na região de Santa Maria, cerca de 60% da área foi colhida, mas os resultados ficaram abaixo da estimativa inicial de 1.860 kg/ha.

Em Tupanciretã, 90% da colheita foi concluída, com forte variação entre 540 e 2.100 kg/ha, devido a diferenças de manejo e condições climáticas. Algumas áreas ainda passam por dessecação para uniformizar a maturação final.

Já em Santa Rosa, 87% da área foi colhida, com média próxima de 1.800 kg/ha, ligeiramente superior à estimativa de 1.738 kg/ha.

Em Soledade, após interrupção causada pelas chuvas, a colheita foi retomada e a produtividade média ficou em 1.600 kg/ha.

Perspectiva positiva para o encerramento da safra

Com o avanço da colheita e o bom desempenho observado em diversas regiões, a Emater/RS-Ascar avalia que a safra de canola 2025 deve encerrar de forma positiva, especialmente nas áreas onde o manejo e a tecnologia foram determinantes para maximizar o potencial produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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