Mato Grosso

Capacitação sobre tecnologia da Polícia Civil de MT que auxilia no combate à lavagem de dinheiro reúne policiais de 9 estados

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A Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública realizaram nesta semana, em Cuiabá, a primeira capacitação sobre o sistema de produção de dados financeiros voltados à atividade investigativa, chamado de Delfos, desenvolvido pela polícia mato-grossense. O curso se encerra nesta quarta-feira (11.12).

Participam da capacitação policiais civis que integram os Laboratórios contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) de nove estados brasileiros – Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo, Amazonas, Amapá e Roraima.

O curso é ministrado por uma equipe do Lab-LD da Polícia Civil de Mato Grosso e faz parte do Programa Nacional de Capacitação e Treinamento para a Recuperação de Ativos e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (PNLD), da Secretaria Nacional de Justiça.

Além de fomentar a cultura de ética e de integridade na administração pública, o PNLD busca o fortalecimento da articulação interinstitucional e promoção de conhecimento sobre boas práticas e estratégias eficazes no enfrentamento da criminalidade.

A coordenadora de Difusão e Capacitação da Senajus, Cláudia Severiano, explicou que o curso avançado tem como princípio básico explorar iniciativas contra a lavagem de dinheiro e o combate à corrupção de maneira integrada e racional, criando uma comunidade de aprendizagem externa à prevenção e ao enfrentamento desses crimes. “O programa é caracterizado por sua flexibilidade, interconexão, colaboração e complementaridade”, destacou.

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O diretor de Inteligência da Polícia Civil de Mato Grosso, delegado Juliano Carvalho, pontuou que o Delfos desperta a atenção de outros estados do País, a exemplo das nove unidades federativas que já firmaram termos de cooperação para uso do sistema que foi desenvolvido pela instituição, além de outras que já demonstraram interesse no uso da ferramenta.

“Há nove anos, a Polícia Civil desenvolveu e vem aprimorando o sistema Delfos, que é a principal ferramenta aplicada pelo LAB-LD no gerenciamento e produção de análises automatizadas de dados financeiros, com foco principal em investigações e ações de combate à lavagem de dinheiro”, salientou o diretor, acrescentando que a capacitação reforça a importância da troca de experiências e a integração de ferramentas tecnológicas no combate à corrupção e à lavagem de dinheiro no Brasil.

Sistema Delfos

O gerente do LAB-LD, investigador Marcos Monclair, destacou que, entre as funcionalidades do Delfos, há os módulos administrativos para gestão de denúncias, ofícios e Sistema de Investigação de Movimentações Bancárias, módulos e normas para tráfego de dados bancários entre instituições financeiras e órgãos governamentais e gestão de casos.

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“O sistema proporciona ainda a quarentena de dados bancários e análise bancária e de Relatórios de Inteligência Financeira”, explicou.

O Delfos é continuamente aprimorado para atender às demandas investigativas e foi desenvolvido por policiais civis de Mato Grosso com base na compreensão das necessidades específicas do trabalho de combate ao crime organizado.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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