Política Nacional

CAS aprova inclusão da imunoterapia nos tratamentos de câncer

Publicado

Seguiu para o Plenário do Senado o projeto de lei que inclui a imunoterapia nos protocolos clínicos e nas diretrizes terapêuticas do câncer — um tratamento com um ou mais medicamentos que estimulam o próprio sistema de defesa do corpo a reconhecer e atacar as células cancerígenas. O PL 2.371/2021 altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080, de 1990) para prever que a imunoterapia seja usada nos protocolos quando se mostrar superior ou mais segura que as opções tradicionais. A proposta foi aprovada por unanimidade nesta quarta-feira (27) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Pelo texto aprovado, “os protocolos clínicos e as diretrizes do câncer incluirão a utilização de imunoterapia quando se mostrar superior ou mais segura que as opções tradicionais, na forma do regulamento”. A relatora, senadora Dra. Eudócia (PL-AL), apresentou voto favorável ao projeto do deputado Bibo Nunes (PL-RS). A senadora explicou que a imunoterapia estimula o sistema imunológico do paciente a combater doenças, especialmente o câncer. “São inúmeros os estudos científicos publicados no Brasil e no mundo que evidenciam a eficácia, a efetividade e a segurança das imunoterapias”, afirmou a senadora.

Leia mais:  Debate aponta divergência entre Ibama e órgãos estaduais ambientais

“Não é razoável imaginar que o paciente com indicação de imunoterapia para tratamento oncológico tenha que aguardar 180 dias ou mais para conclusão do processo administrativo de incorporação de medicamento, produto ou procedimento no SUS”, avaliou Dra. Eudócia. Ainda de acordo com a relatora, como as células cancerígenas empregam moléculas reguladoras, chamadas correceptores, para inibir as células de defesa do corpo e evitar sua destruição, os medicamentos imunoterápicos atuam bloqueando a atividade desses correceptores, facilitando a ação efetiva do sistema imunológico.

Dra. Eudócia ressaltou que a imunoterapia já é adotada em diversos países, entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Japão, China e Canadá. No Brasil, o Sistema Único de Saúde já usa a imunoterapia para alguns casos de câncer, mas segundo a relatora, ainda há desafios ao acesso amplo a esse tratamento pela falta de normas. Para a senadora, a falta de incorporação dos medicamentos imunoterápicos pelo SUS gera um gasto ainda maior com judicializações.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Leia mais:  Deputados destacam desafio climático global no primeiro dia da COP30, em Belém

Fonte: Agência Senado

publicidade

Política Nacional

Espírito Santo escolhe Renato Casagrande e Evair de Melo para o Senado

Publicado

selo_eleicoes_claro.jpg

Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos) foram eleitos neste domingo (4) nas duas vagas do Espírito Santo ao Senado. Os dois terão mandato de oito anos, entre 2027 e 2035.

Renato Casagrande, de 65 anos, é engenheiro florestal e advogado. Governou o Espírito Santo por dois períodos, de 2011 a 2014 e de 2023 a 2026, e integrou o Senado entre 2007 e 2011. Também foi deputado estadual, vice-governador e deputado federal.

Entre os projetos apresentados por Casagrande, estão o incentivo à exploração e a implantação de centrais de geração de energia eólica e a proposta de mudanças na legislação para evitar a ocupação de áreas sujeitas a desastres. Também teve atuação em temas ambientais e de defesa do consumidor, incluindo sua participação na criação da Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso e nas discussões relacionadas à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Seus suplentes são Marcelo Coelho (PP) e Pastor Marcelo Ferreira (PDT).

O atual deputado federal (em terceiro mandato) Evair de Melo nasceu em Conceição do Castelo (ES), em 1972. Formou-se em administração de empresas pela Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Cachoeiro de Itapemirim. Também tem formação de técnico agrícola pelo Ifes (Campus Alegre) e MBA em gestão de projetos pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Leia mais:  Davi divulga prioridades da pauta, incluindo fim da escala 6 x 1

Foi diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper); presidente do Conselho Nacional dos Sistemas Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Consepa); e secretário municipal de Agricultura e de Meio Ambiente de Venda Nova do Imigrante (ES).

Entre as pautas defendidas pelo senador eleito, estão o fortalecimento da agricultura e do cooperativismo, além da defesa do direito de propriedade e da segurança jurídica no campo.

A chapa eleita para o Senado inclui Dante Nicchio (PL), como 1º suplente, e Luiz Emanuel (Republicanos), como 2º suplente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

Continue lendo

Mais Lidas da Semana