Policiais militares da Cavalaria do 13º Batalhão, em duas ocorrências distintas, prenderam duas pessoas por tráfico de drogas, neste sábado (17.5), no município de Lucas de Rio Verde. Nas ações, foram apreendidos um tablete e meio de maconha, 14 porções de maconha, um tablete e meio do mesmo entorpecente, além de outros materiais para embalagem e comercialização dos ilícitos.
No bairro Veneza, durante patrulhamento tático em decorrência da Operação Tolerância Zero, as equipes flagraram uma mulher, de 24 anos, em um local escuro, embaixo de uma árvore, em atitude suspeita. Ao ver aproximação das equipes, ela tentou correr para dentro de uma residência, mas foi abordada.
Com ela, os policiais flagraram diversas porções de maconha.
A suspeita revelou que fazia a venda das drogas na região e que teriam outros tabletes escondidos em seu quarto.
Os militares foram ao local e apreenderam um tablete e meio de maconha, além de novas porções do mesmo entorpecente.
A mulher foi conduzida junto do material apreendido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Em outra ocorrência, durante patrulhamento tático no bairro Alvorada, os policiais militares da Cavalaria flagraram o condutor de um veículo Prisma em alta velocidade. O motorista quase bateu contra a viatura da equipe, ao perceber aproximação dos militares.
As equipes iniciaram uma perseguição contra o condutor, que fazia manobras perigosas nas vias e conduzia na contramão. Durante a fuga, os policiais realizaram um disparo contra um dos pneus do carro. O motorista perdeu o controle e bateu contra uma árvore, sendo detido em seguida.
Durante abordagem, foram encontradas no carro quatro porções de maconha e duas garrafas de cerveja. O suspeito era monitorado por meio de tornozeleira eletrônica e tinha passagem por roubo. O homem foi levado à delegacia para registro do boletim de ocorrência.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Polícia Civil está realizando, nesta quarta e quinta-feira (13 e 14.5), a terceira edição do Seminário de Investigação de Delitos Cometidos Contra Mulheres por Razão de Gênero, no auditório da Secretaria de Planejamento (Seplag).
O encontro visa aprimorar técnicas de investigação e qualificar os policiais civis para atuar em casos com perspectiva de gênero desde o primeiro acolhimento, com o pedido de medidas protetivas.
“O objetivo dessa capacitação é alcançar diversos policiais plantonistas do Estado de Mato Grosso, buscando capacitar a Polícia Civil para oferecer um atendimento adequado, humanizado, para que nossas assistidas, ao entrar nas delegacias, recebam um atendimento padronizado e eficiente”, afirmou a coordenadora de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher e Vulneráveis, Judá Maali Pinheiro Marcondes.
A secretária de Segurança de Mato Grosso, coronel Susane Tamanho, esteve presente na solenidade de abertura do seminário, e falou sobre a importância da sensibilidade dos servidores que trabalham com a violência contra a mulher.
“Não adianta a gente ter os melhores investimentos, os melhores equipamentos, a melhor tecnologia, se a gente não tiver essa sensibilidade no primeiro atendimento. Vocês são responsáveis por muitas das vezes mudar o curso da vida daquela mulher. A gente sabe que não é somente um problema de segurança, é um problema da sociedade como um todo, mas recai onde? Na segurança. A pessoa, quando se vê em perigo, procura a segurança. Então, nós somos, talvez, a última esperança, a última voz que aquela mulher vai ter para poder ter a sua integridade preservada”, disse a secretária.
A chefe do Gabinete de Enfrentamento a Violência de Gênero Contra a Mulher, delegada Mariell Antonini, reforçou que os papéis da Polícia Civil de fazer o primeiro atendimento e de conduzir uma investigação qualificada são muito importantes.
“Hoje se usa muito a Inteligência Artificial, mas o que não pode ser substituído no nosso dia a dia é o atendimento qualificado. Isso o computador não vai poder fazer por nós, nós temos que fazer o atendimento, ter o cuidado com o local de crime, a coleta qualificada de elementos investigativos, tudo isso é providência que depende dos profissionais que atuam nessa pauta do enfrentamento à violência contra a mulher e a Polícia Civil tem esse papel primordial de ser a porta de entrada em que as vítimas comumente recorrem”, afirmou a delegada.
Mariell afirmou que um dos motivos da capacitação ser realizada é para que os policiais compreendam essa necessidade de atender bem e evoluir na investigação. O que foi enfatizado pela delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel.
“Nós estamos aqui reunidos para entender e buscar como melhor investigar, para nós alcançarmos, enfim, a diminuição desses números assustadores que nós temos hoje na nossa sociedade. A missão constitucional da Polícia Judiciária Civil é investigar crimes, nós temos um papel muito importante nesse cenário, e eu confio muito que a investigação bem conduzida começa já no primeiro atendimento, quando nós atendemos a vítima lá no plantão, quando nós tomamos cuidado para preservar os vestígios, quando nós temos esse primeiro olhar desde a entrada da vítima na delegacia, o olhar sensível e investigativo”, declarou a delegada-geral.
Ao todo, 127 policiais, entre investigadores, escrivães e delegados, das 15 regionais do Estado, participam do seminário, que terá oito palestras e certificação de 12 horas.
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