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Centro-Sul registra alta na produtividade da cana-de-açúcar em dezembro, mas safra 2025/26 ainda acumula queda

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Produtividade da cana-de-açúcar tem forte recuperação em dezembro

A produtividade da cana-de-açúcar na região Centro-Sul registrou expressiva recuperação em dezembro de 2025, atingindo 73,4 toneladas por hectare, segundo dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC). O número representa um crescimento de 26,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, quando a média foi de 58 t/ha.

As informações constam no Boletim “De Olho na Safra”, elaborado pelo CTC com base em dados da Plataforma de Benchmarking, que acompanha o desempenho das lavouras canavieiras em todo o país.

Qualidade da cana também apresenta melhora significativa

Além do avanço na produtividade, a qualidade da matéria-prima também mostrou evolução expressiva. O Açúcar Total Recuperável (ATR) — indicador que mede a concentração de açúcares na cana — passou de 104,4 kg/t para 117,9 kg/t, representando um aumento de 12,9% em comparação com dezembro de 2024.

De acordo com o CTC, esse resultado reflete as condições climáticas mais favoráveis e a melhor gestão agrícola das usinas e produtores, que conseguiram potencializar o rendimento da colheita neste encerramento de ano.

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Acumulado da safra ainda apresenta recuo na produtividade

Apesar do desempenho positivo no último mês analisado, o acumulado da safra 2025/26 — que vai de abril a dezembro — ainda mostra queda de 4,6% na produtividade média. No período, o índice foi de 74,7 t/ha, frente às 78,3 t/ha registradas no mesmo intervalo da safra anterior.

O ATR médio acumulado também apresentou leve retração, passando de 137,3 kg/t na safra 2024/25 para 135,9 kg/t na atual, o que representa uma queda de 0,9%.

Perspectivas para o setor canavieiro

Mesmo com o recuo no acumulado da safra, o resultado de dezembro indica tendência de recuperação da produtividade no Centro-Sul, principal região produtora de cana do país. Especialistas do setor avaliam que o desempenho recente pode contribuir para otimizar o rendimento industrial nas próximas etapas da colheita e compensar parte das perdas ocorridas no início da temporada.

A expectativa é que, mantidas as condições climáticas favoráveis e o manejo eficiente, o setor consiga encerrar a safra 2025/26 em equilíbrio, consolidando um cenário de retomada gradual para o ciclo seguinte.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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