Saúde

Cerca de 1 milhão de habitantes do Paraná serão beneficiados com novas policlínicas do programa Agora Tem Especialistas

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O investimento de R$ 65 milhões do Governo do Brasil vai fortalecer o atendimento do SUS no Paraná. Foz do Iguaçu e Cascavel receberão novas policlínicas terão reforço das frotas do SAMU 192 de unidades odontológicas móveis, garantindo mais capacidade de cuidado à população. Nesta sexta-feira (6), essas entregas do Novo PAC Saúde, que integram o programa Agora Tem Especialistas nos municípios foram anunciadas. O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, acompanhado pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, assinou a ordem de serviço para a construção de duas policlínicas que beneficiarão aproximadamente 1 milhão de pacientes do SUS. 

policlínica é um serviço intermediário, onde fazemos consultas especializadas, exames e diagnósticos, toma condutas para dar sequência no projeto terapêutico, que pode, eventualmente, ser realizado no hospital ou pode retornar para a unidade básica para seguir o acompanhamento”, disse o secretárioexecutivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. No total, Foz do Iguaçu receberá R$ 30,2 milhões em investimentos pelo Novo PAC. R$ 30 milhões são destinados à policlínica (R$ 17 milhões para as obras e R$ 13 milhões para a compra de equipamentos) e R$ 292,6 mil para a nova ambulância do SAMU 192. Outras seis ambulâncias já foram entregues para ampliar a frota.  
 
A combinação de investimento em infraestrutura com investimento de custeio expande acesso e qualidade, que é o objetivo do presidente Lula: dar o atendimento no tempo certo, reduzindo o tempo de espera para a população ter um atendimento de qualidade no nosso sistema de saúde.” 

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As policlínicas são unidades especializadas de apoio diagnóstico, com serviços de consultas clínicas, realizadas por equipes médicas e não médicas de especialidades diferentes – definidas com base no perfil epidemiológico da população da região. Elas também oferecem exames gráficos e de imagem com fins diagnósticos, e pequenos procedimentos. Gleisi Hoffmann, ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionaisenfatizou a importância da retomada dos investimentos em saúde e do Novo PAC“Aumentamos os recursos de saúde agora no governo do presidente Lula em mais de 70%. Retomamos o piso da saúde. Não se pode tirar dinheiro da saúde. Saúde não é gasto, saúde é investimento na qualidade de vida da população”defendeu Gleisi. 

As entregas fazem parte do programa Agora Tem Especialistas, que busca reduzir as filas de espera por consultas, exames e cirurgias de média e alta complexidade no SUS. 

Policlínicas

Com a construção da policlínica de Foz do Iguaçu, haverá ampliação da oferta de serviços de saúde em especialidades médicas, possibilitando a continuidade e a coordenação do cuidado em todas as faixas etárias, reduzindo, assim, a incidência de complicações de doenças crônicas, as hospitalizações dos usuários e, principalmente, a fila de espera. Serão atendidos os municípios da 9ª Regional de Saúde: Foz do Iguaçu, Medianeira, Ramilândia, Matelândia, São Miguel do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Serranópolis do Iguaçu e Santa Terezinha de Itaipu, totalizando uma população de 443.395 habitantes. 

Já em Cascavel, a policlínica  que recebe investimento de R$ 30 milhões  atenderá aproximadamente 600 mil habitantes dos 25 municípios da 10ª Região de Saúde do Paraná. A unidade está alinhada às diretrizes do Programa SUS Digitalao Agora Tem Especialistas.

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Imagem: Divulgação/MS

Atendimento Móvel

A região de Cascavel também recebeu oito ambulâncias do SAMU 192: seis delas ficarão em Cascavel; uma vai renovar a frota de Palmital; e outra ambulância vai ampliar a frota de Manoel Ribas. O investimento total é de R$ 2,3 milhões. 

Além disso, 10ª Região será contemplada com um investimento de R$ 2,7 milhões em Unidades Odontológicas Móveis (UOM). Sete UOMs foram entregues aos municípios de Guaraniaçu, Diamante D’Oeste, Santa Maria do Oeste, Iretama, Manoel Ribas, Palmital e Paraíso do Norte. As unidades funcionam como extensões das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e podem oferecer até serviços de próteses dentárias. 

Recursos do Novo PAC

Com recursos do Novo PAC, o Ministério da Saúde está investindo R$ 31,8 bilhões em obras, equipamentos e veículos para fortalecer o SUS em todo o país. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura do sistema público, que já contempla 2.600 UBS, 330 CAPS, 101 policlínicas, 4.800 ambulâncias do SAMU 192 e 800 UOMs.  

O Paraná teve 1.026 propostas selecionadas pelo Novo PAC Saúde, totalizando R$ 834,4 milhões. Entre elas, estão 68 novas UBS, 10 CAPS e 30 UOMs, além de 187 ambulâncias do SAMU 192. 

Fábio M. Barreto
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

População quilombola passa a contar com política nacional de saúde integral

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Para organizar a resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) às necessidades da população quilombola, foi pactuada nesta quinta-feira (27/08), a Política Nacional de Saúde Integral da População Quilombola (PNASQ) no âmbito do SUS. A medida contou com a aprovação de gestores locais, estaduais e federais da saúde, durante a 8ª Reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), em Brasília (DF).

A PNASQ foca na superação de barreiras estruturais de acesso à saúde e no combate ao racismo e às desigualdades étnico-raciais que atingem as comunidades tradicionais. Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a normativa busca incorporar as especificidades do território, cultura, identidade quilombola e trajetória ancestral ao planejamento e organização do cuidado no SUS.

“Essa política é resultado de uma luta histórica dos povos quilombolas pelo reconhecimento de suas vulnerabilidades, combate ao racismo e defesa da equidade em saúde. Hoje selamos a responsabilidade compartilhada entre estados, municípios e a união pela garantia do direito à saúde, à redução das desigualdades e à melhoria das condições de saúde e qualidade de vida dessa população”, destacou Massuda.

 A aprovação da política também foi comentada por lideranças quilombolas que atuam pela ampliação do acesso à saúde e pelo reconhecimento da cultura e identidade quilombola. Para Marinho da Estiva, coordenador Nacional da Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ), a expectativa é que a política possa acolher e cuidar das comunidades com respeito à sua história. “A gente espera que o nosso povo, as nossas práticas, os nossos saberes ancestrais na saúde do nosso povo quilombola sejam respeitados, nos postos de saúde, hospitais, pelas pessoas que estão na ponta”, reforçou.

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 As responsabilidades pela implementação da política serão compartilhadas e organizadas entre os três entes, cabendo à União a coordenação das ações da política – define diretrizes, apoia de forma técnica, informa e monitora; aos estados a articulação e apoio aos municípios para promoção da regionalização; e aos municípios a implementação, com planejamento, qualificação da atenção e promoção da participação social. A PNASQ utilizará os instrumentos do próprio SUS para viabilizar as suas ações, com financiamento também compartilhado entre as três esferas de gestão.

Participação social e equidade A política recebeu contribuições de gestores e da sociedade civil, por meio de consulta pública, conferências de saúde e recomendação do Conselho Nacional de Saúde (CNS), além de contar com um amplo e qualificado processo de diálogo com lideranças quilombolas, em uma agenda participativa e democrática de construção conjunta das propostas.

 “Estou dentro desse processo desde o começo. O Ministério da Saúde nos ouviu, nós sentamos e conversamos sobre a nossa política. E nós tivemos essa vitória. Para nós, ter essa conquista e chegar até onde nós chegamos, é um dia de muita alegria, de honra, mas sabemos que a caminhada está só começando. Sei que temos muitos desafios pela frente”, comemorou a quilombola Tereza de Jesus da Silva, integrante do Coletivo Nacional de Saúde Quilombola Graça Epifânio, da CONAQ.

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 Próximos passos

Com a pactuação federativa, o próximo passo para implementação da PNASQ é a construção de um plano operativo nacional, que definirá as prioridades, ações, metas, indicadores e responsabilidades dos gestores. Também serão criados instrumentos de monitoramento e avaliação da política, com estratégias, orientações e ferramentas para apoiar gestores na implementação e no enfrentamento das iniquidades e desigualdades as quais estão expostas as populações quilombolas.

Comunidades quilombolas

Para o SUS, as comunidades quilombolas são povos tradicionais definidos por sua ancestralidade, cultura e uma territorialidade que vai além da regularização das terras, servindo como espaço coletivo de reprodução social e identidade. Segundo o Censo de 2022, o Brasil possui mais de 1,3 milhão de quilombolas distribuídos por 1.696 municípios, com a maior concentração na Região Nordeste e, especificamente, no estado da Bahia.

 Apesar desse contingente, apenas 12,6% da população quilombola reside em territórios oficialmente delimitados. Diante disso, a PNASQ estende sua cobertura também aos contextos urbanos e favelas, reconhecendo que a autoidentificação e os vínculos étnico-raciais e comunitários independem de o território ser rural ou formalmente titulado.

Para garantir a integralidade do cuidado, é fundamental que as especificidades quilombolas sejam integradas aos processos de regionalização e regulação do SUS, assegurando o acesso a consultas especializadas, urgências e assistência farmacêutica.

Tatiany Volker Boldrini
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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