¿A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) encerrou, na tarde desta terça-feira (28.1), a formação do Programa Escolas Estaduais Cívico-Militares do Estado de Mato Grosso, com cerca de 500 militares da reserva aprovados no processo seletivo simplificado para o ano letivo de 2025. O objetivo foi capacitar os profissionais para atuar nas unidades da Rede Estadual inseridas no programa.
As vagas são destinadas às funções de Apoio Técnico Especializado Cívico-Militar nível 01, Apoio Técnico Especializado Cívico-Militar nível 02 e Inspetor Cívico-Militar nível 03. A participação na formação foi uma das etapas obrigatórias, que tem caráter classificatório.
De acordo com a coordenadora das escolas cívico-militares do Estado, Nágilla Brandão, são 30 escolas da rede estadual de ensino neste modelo. Até o final do primeiro semestre, serão mais 70 unidades transformadas, totalizando 100 escolas cívico-militares.
“O objetivo do Governo do Estado e da Secretaria de Educação é que os senhores e senhoras façam a diferença em três aspectos fundamentais, que são a diminuição na evasão escolar, impedir que haja violência no ambiente escolar e melhoria no índice de aprendizado. Fico muito feliz com o resultado dessa formação”, destacou.
O vice-governador Otaviano Pivetta esteve na cerimônia de encerramento e comentou o impacto que as escolas da rede estadual cívico-militares têm causado impacto positivo na vida dos estudantes e profissionais.
“Além de ser visível a mudança no ambiente e no comportamento escolar desses estudantes nas unidades escolares, subimos de nível no Ideb, onde as maiores notas foram em escolas militares. Agradeço a vocês por terem aceitado essa missão de trabalhar nessa modalidade de ensino. O Estado somos todos nós”, disse.
Entre as dez unidades escolares com melhores notas na avaliação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023, sete eram na modalidade cívico-militares, que são geridas pela Seduc em parceria com a Polícia Militar (PM) ou o Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
O Programa Escolas Cívico-Militares foi criado a partir da Lei nº 12.338, sancionada pelo governador Mauro Mendes, no início do ano de 2024.
O secretário de Educação, Alan Porto, relembrou o caso da Escola Estadual Cívico-Militar Senador Mário Motta, em Cáceres, onde tinha um dos piores índices educacionais, com evasão escolar.
“Em Cáceres foi uma verdadeira transformação, onde temos, hoje, um dos maiores crescimentos de aprendizagem. Vamos com tudo. 2025 será o melhor ano da educação da história de Mato Grosso. Acredito no potencial de cada um de vocês”, acrescentou.
No curso, foram ministradas palestras como as leis que institui o Programa Escolas Estaduais Cívico-Militares, rotinas escolares – relações interpessoais, gestão de conflitos e mediação escolar –, estrutura e funcionamento dos estabelecimentos educacionais, rotina cívico-militar no ambiente escolar, ordem unida, estética militar e entre outros.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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