Política Nacional

CEsp homenageia ex-atleta olímpica Aída dos Santos Menezes na quarta

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A Comissão de Esporte (Cesp) realiza nesta quarta-feira (27), às 10h30, uma audiência pública em homenagem à ex-atleta olímpica Aída dos Santos Menezes. O evento será no Plenário 15, na Ala Senador Alexandre Costa.

Aída é considerada uma das pioneiras do atletismo brasileiro e referência na valorização da mulher, especialmente da mulher negra, no esporte nacional. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 1964, ela alcançou o quarto lugar no salto em altura, melhor colocação feminina até então em uma Olimpíada, marca que permaneceu como recorde por 32 anos. À época, foi a única mulher da delegação brasileira e competiu sem técnico, uniforme adequado ou apoio institucional. Também conquistou medalhas em jogos pan-americanos e seguiu carreira como professora universitária, inspirando novas gerações de atletas.

Entre os convidados, confirmaram presença a própria homenageada, Aída dos Santos Menezes, sua filha Valeska dos Santos Menezes, representante dos atletas de alto rendimento na Comissão Mulher no Esporte do COB, a secretária nacional de Excelência Esportiva, Iziane Castro Marques; a assessora Lucimara Cardoso, que representará o Ministério das Mulheres e o presidente da Confederação Brasileira de Atletismo, Wlamir Motta Campos. Também participarão por videoconferência a ex-atleta olímpica e presidente do Comitê Feminino da Confederação Brasileira de Atletismo, Elisângela Maria Adriano, e o ex-atleta olímpico José Luís Barbosa, conhecido como Zequinha Barbosa.

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Ainda aguardam confirmação a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, bem como representantes da Ação de Mulheres pela Equidade (AME-DF) e do Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Camily Oliveira, sob supervisão de Patrícia Oliveira. 

Como participar

O evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Debatedores condenam práticas terapêuticas agressivas e mercado da “cura” do autismo

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Especialistas e parlamentares defenderam, em audiência pública na quarta-feira (13), o enfrentamento à patologização das diferenças neurológicas. Durante o debate, promovido pelas comissões de Legislação Participativa e de Educação,  foram feitas denúncias de abordagens terapêuticas consideradas coercitivas e ressaltou-se a necessidade de proteger os direitos das pessoas autistas.

O autor do requerimento para o debate, deputado João Daniel (PT-SE), apontou a importância de estabelecer regras para garantir tratamentos éticos. “É preciso fazer o certo, tratando as pessoas como elas são, e não como a sociedade quer que elas sejam”, afirmou o parlamentar.

Pesquisadores e representantes da sociedade civil apresentaram relatos graves de abusos em clínicas.

Ergon Cugler, membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável e pesquisador da área de desinformação, descreveu o que chamou de “quatro passos da violência”:

  • diagnósticos precários;
  • tratamentos sem evidência;
  • falsa promessa de “cura”;
  • violência digital, com a ridicularização e sexualização de pessoas com deficiência por meio de inteligência artificial em redes sociais.

Cugler defendeu a responsabilização de plataformas digitais e clínicas que lucram com métodos violentos.

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“Autismo não é doença e, por isso, não necessita de cura”, enfatizou.

Renato Araújo / Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Patologização das diferenças neurológicas e combate a abordagens e terapias coercitivas, agressivas e normatizadoras. Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, Pedro Lucas Costa
Pedro Lucas Costa citou casos de violência terapêutica

Projeto
Guilherme de Almeida, presidente da Autistas Brasil, diferenciou o modelo patologizante, que busca a “normalização” do comportamento, do modelo constitucional, que reconhece o autismo como parte da diversidade humana.

Ele criticou a imposição de cargas horárias terapêuticas que suprimem o direito da criança ao lazer e à educação.

“A neurodiversidade é uma parte essencial do que significa ser humano”, disse Almeida, citando estudos da Universidade de Stanford.

O representante defendeu a aprovação do Projeto de Lei 6238/25, que visa operacionalizar a proteção de pessoas neurodivergentes.

Impactos emocionais
Pedro Lucas Costa, da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, apresentou depoimentos de adultos que sofreram violência terapêutica na infância. Segundo ele, muitas práticas focam na obediência e na supressão de traços autistas (como movimentos de autorregulação), o que gera traumas e perda de identidade.

“A violência terapêutica manifesta-se quando o sofrimento subjetivo e a violação da autenticidade são desconsiderados porque o comportamento externo ‘melhorou'”, explicou Costa.

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Políticas Públicas
Representando o movimento coletivo Caixa Autista, Larisa Argenta apontou o paradoxo entre o crescimento do “mercado do autismo” e a diminuição da garantia de direitos. Ela criticou a falta de profissionais especializados para o atendimento de adultos.

Arthur Ataíde, da Associação Nacional para Inclusão das Pessoas Autistas, reforçou que o Sistema Único de Saúde (SUS) precisa ser fortalecido com mais terapeutas ocupacionais, psicólogos e fisiatras. Ele também fez um apelo pela manutenção do Benefício de Prestação Continuada (BPC) para famílias vulneráveis.

“Crianças autistas não são transtornos ambulantes, são sujeitos plenos”, concluiu.

Da Redação – GM

Fonte: Câmara dos Deputados

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