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Chuvas animam citricultores, mas ventos fortes geram preocupação no Sudeste

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A volta das chuvas nas principais regiões citrícolas do Sudeste do Brasil, especialmente em São Paulo, Paraná e parte de Minas Gerais, trouxe otimismo aos produtores. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a precipitação contribui para o desenvolvimento da florada da safra 2026/27, considerada crucial para o setor.

Ventos fortes causam danos e preocupam produtores

Apesar do clima favorável à florada, os ventos intensos que acompanharam as chuvas têm gerado impactos negativos. Conforme o Cepea, alguns prejuízos já foram registrados, incluindo a queda de frutas. O cenário é ainda mais delicado nesta temporada devido à propagação de doenças como o greening e o cancro cítrico, que ameaçam a produtividade e a qualidade dos frutos.

Preços do mercado de mesa se mantêm firmes

No mercado de mesa, a demanda aquecida tem sustentado os preços das frutas. O Cepea aponta que, mesmo com os desafios climáticos, o consumo continua estável, garantindo certa segurança para os citricultores nesta fase de transição entre safras.

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Indústria prefere compras spot; contratos permanecem limitados

No setor industrial, a preferência dos compradores tem sido por aquisições no mercado spot, em detrimento de contratos futuros. Os poucos acordos firmados apresentam valores próximos de R$ 50,00 por caixa, com exigência de alto teor de brix, segundo relatos de agentes do setor ao Cepea.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil tem até 28 milhões de hectares prontos para conversão produtiva sem desmatamento

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O Brasil reúne cerca de 28 milhões de hectares de pastagens degradadas com potencial imediato para conversão em áreas agrícolas, volume que pode elevar em até 52% a produção nacional de grãos sem necessidade de abertura de novas áreas. A estimativa consta em análise do Itaú BBA e reforça o país como uma das principais fronteiras globais de expansão sustentável.

Para dimensionar o tamanho dessa área, os 28 milhões de hectares equivalem a aproximadamente 3% do território brasileiro — que soma cerca de 851 milhões de hectares — e a quase um terço de toda a área hoje cultivada com grãos no país, que gira em torno de 80 a 90 milhões de hectares.

Esse potencial está distribuído principalmente nas regiões Centro-Oeste, Norte e partes do Sudeste e Nordeste, onde a pecuária extensiva ocupa grandes áreas. Estados como Mato Grosso, Pará, Goiás, Minas Gerais e Tocantins concentram parte relevante dessas pastagens com algum nível de degradação.

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária indicam que cerca de 57% das pastagens brasileiras apresentam algum grau de degradação, sendo uma parcela significativa passível de recuperação com tecnologias já disponíveis, como correção de solo, manejo intensivo e integração lavoura-pecuária.

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Do ponto de vista econômico, o aproveitamento dessas áreas pode gerar até R$ 904 bilhões em valorização fundiária, além de ampliar a produção sem pressionar novas fronteiras ambientais — um ponto cada vez mais relevante diante das exigências de mercado.

O principal entrave, no entanto, é financeiro. Segundo a Climate Policy Initiative Brasil, organização que estuda o fluxo de recursos para agricultura e uso da terra, menos de 2% dos recursos de financiamento climático no país são direcionados ao uso da terra, o que limita a escala de recuperação dessas áreas.

A transformação dessas pastagens exigiria investimentos entre R$ 188 bilhões e R$ 482 bilhões, dependendo do nível de degradação e da infraestrutura necessária. Ainda assim, o volume de crédito disponível segue distante da demanda. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que, dentro do Plano ABC+, apenas R$ 3,5 bilhões foram destinados à recuperação de áreas em 2022.

Para o produtor rural, o movimento representa uma oportunidade concreta de expansão produtiva sem aquisição de novas terras. A recuperação de áreas degradadas permite aumento de produtividade, diversificação da atividade e valorização do patrimônio, além de alinhar a produção às exigências ambientais do mercado.

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Na prática, a conversão dessas áreas tende a ganhar força à medida que surgem novos instrumentos financeiros, como CRA verde, CPR verde e modelos de investimento voltados à agricultura regenerativa. O avanço dessa agenda pode redefinir a expansão do agro brasileiro, com crescimento baseado em eficiência e recuperação, e não em abertura de novas áreas.

Fonte: Pensar Agro

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