Agro News

Chuvas atrasam moagem da Coaf em Pernambuco, mas safra deve repetir volume anterior

Publicado

As chuvas intensas dos últimos meses em Pernambuco provocaram dois efeitos distintos sobre a moagem de cana-de-açúcar. De um lado, atrasaram o início das atividades nas usinas. Por outro, afastaram o risco de quebra de safra previsto após o veranico registrado entre abril e maio.

Moagem começa com atraso em Timbaúba

Na Cooperativa dos Fornecedores de Cana de Pernambuco (Coaf), localizada em Timbaúba, na Zona da Mata Norte, a moagem, que geralmente tem início em meados de agosto, começou apenas nesta semana. Mesmo com o atraso, a expectativa é de processar 900 mil toneladas de cana até janeiro, o mesmo volume registrado na última safra.

Segundo Alexandre Andrade Lima, presidente da Coaf, o resultado só será possível porque a chuva inverteu o cenário pessimista. “Ao invés de redução, deveremos repetir a mesma moagem da última safra, graças à chuva abundante depois do veranico”, afirmou.

Produção de etanol será prioridade

Com o quadro mais favorável, a Coaf projeta aumento na produção de etanol e recorde na fabricação de cachaça. O etanol será priorizado em relação ao açúcar no início da safra, embora ajustes possam ser feitos conforme as cotações internacionais. No entanto, a tendência, segundo Lima, é de que a produção de açúcar seja menor do que na temporada passada.

Leia mais:  Iniciativa global lançada na COP15 vai combater captura ilegal e predatória de espécies migratórias
Preço da cana pode cair

Mesmo diante da perspectiva de boa moagem, o dirigente alerta para um possível recuo no preço da cana em relação ao ciclo anterior. Entre os fatores que podem pressionar os valores está a redução da ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador que tende a cair em períodos de maior incidência de chuvas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

El Niño: dados do Observatório da Torre Alta da Amazônia para planejamento no setor da pesca e aquicultura

Publicado

O boletim de monitoramento do Observatório de Torre Alta da Amazônia (ATTO, sigla em inglês) também é uma das formas de preparação dos gestores de municípios em relação aos impactos do El Niño no setor pesqueiro e aquícola. O responsável pelo monitoramento é o pesquisador Cléo Quaresma, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) reforça que gestores e trabalhadores do setor também observem as análises. 

Segundo dados divulgados pelo MCTI, a precipitação reduziu 73% em julho, quando choveu somente 21 mm, comparado com a média de 92 mm. Em agosto, a chuva se manteve em 21 mm, uma redução de 36,6% em relação à média histórica de 58 mm. Em setembro, até o momento, foram apenas 2 mm de chuva, uma redução de quase 66%.

O que é precipitação? 

Considera-se precipitação todas as formas de água, líquida ou sólida, que caem das nuvens alcançando o solo: garoa, garoa gelada, chuva fria, granizo, cristais de gelo, bolas de gelo, chuva, neve, bolas de neve e partículas de neve. Seu volume é expresso geralmente em polegadas, referindo-se ao estado da água – se líquida ou sólida – que cai sobre uma determinada região e por um determinado período de tempo.

Leia mais:  Estância Guarita aposta em genética inédita e alta valorização do Brangus na ExpoBrangus 2026

 

Indicadores 

 

Entre os indicadores para acompanhamento estão: precipitação, temperatura e umidade do ar, e temperatura e teor de água no solo. Estes dados são fundamentais para entender os efeitos do El Niño na região.

 

A torre possui 325 metros de altura e está situada a cerca de 150 km de Manaus (AM), na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uatumã. A influência do efeito climático na Amazônia, onde está instalado o Observatório, foi monitorada em outros momentos, como 2015-2016 e 2023-2024.

 

Acesse aqui as orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), visando à preparação dos municípios em relação aos impactos do El Niño no setor.

Ana Célia Costa

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana