Mato Grosso

Ciopaer supera número de veículos localizados no ano passado com o Tolerância Zero

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O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) auxiliou na recuperação de 71 veículos com queixa de roubo e furto nos primeiros quatro meses de 2025, durante apoio aéreo a operações de forças de segurança em Cuiabá, Várzea Grande e norte do estado.

O número é 31% maior do que a quantidade de veículos localizados de janeiro a dezembro de 2024, quando foram apreendidos 54 veículos, com apoio do Ciopaer, unidade vinculada à Secretaria de Segurança Pública (Sesp).

Para o coordenador do Ciopaer, tenente coronel PM Ernesto Xavier Lima Junior, o aumento das localizações está relacionado aos investimentos feitos pelo governo do Estado a partir do lançamento do programa Tolerância Zero, em novembro do ano passado.

“A partir desse programa, pudemos intensificar nossas ações aéreas nas operações das forças de segurança, em terra, durante o dia e agora a noite. A maior integração e o maior trânsito da informação entre as forças, estão trazendo esse importante resultado no combate às facções criminosas”, destacou.

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Lima Júnior destacou também que o programa Vigia Mais MT tem facilitado as localizações dos veículos com o mapeamento das rotas percorridas por veículos furtados a partir das do sistema de leitura de placas, dando a apoio aos setores de inteligência das unidades.

“Nosso núcleo de inteligência com apoio do Vigia Mais MT também ajudou a ampliar nossos resultados, justamente por conta do acesso à informação de rotas de fuga, reduzindo a áreas de buscas, ampliando a possibilidade de localização e o aumento das recuperações”, acrescentou.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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