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Circuito Nelore de Qualidade 2025: Vilhena recebe etapa com resultados de destaque

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Etapa em Vilhena reúne produtores e destaca excelência genética

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) realizou no dia 25 de setembro a 18ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2025 na sede da Friboi, em Vilhena (RO). A etapa foi promovida em parceria com a Associação dos Criadores de Nelore de Rondônia (ACNR), a Matsuda Sementes e Nutrição Animal e o frigorífico anfitrião.

No total, nove pecuaristas inscreveram 644 machos não castrados, todos terminados em confinamento. Aproximadamente 68% dos animais tinham até dois dentes incisivos permanentes, ou seja, menos de dois anos de idade, com peso médio de 12,5 arrobas.

“A etapa realizada em Vilhena foi um absoluto sucesso, mostrando a excelência da carne Nelore. Esperamos que as próximas etapas mantenham o mesmo nível de relevância”, afirma André Locateli, gerente executivo da ACNB.

Melhores lotes de carcaças masculinas

O prêmio ouro de melhor lote de carcaças de machos foi para Ilson Parrão, da Fazenda Progresso (São Francisco do Guaporé/RO).

“Esse resultado é fruto de esforço coletivo e dedicação da nossa equipe. Receber a medalha de ouro é motivo de orgulho para todos nós”, comemora Parrão.

A medalha de prata ficou com Maria Abadia de Oliveira, da Fazenda Baco Pari (Santa Luzia D’Oeste/RO), e a medalha de bronze foi para Fabíola Santana, da Fazenda Presidente Hermes (Presidente Médici/RO).

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Circuito Nelore de Qualidade reforça genética e qualidade

Realizado desde 1999, o Circuito Nelore de Qualidade fortalece a genética da raça Nelore e promove a avaliação de carcaças, contribuindo para a evolução da produção de carne de alta qualidade.

O evento avalia os resultados obtidos pelos produtores, respeitando as diferentes realidades e sistemas de produção. O circuito conta com apoio de empresas como Friboi, Frisa, Cooperfrigu, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal no Brasil. Na Bolívia, o projeto tem suporte da Fridosa e da Asocebu, enquanto no Paraguai a organização é da Associação Paraguaia de Criadores de Nelore, com apoio da Minerva Foods.

O Circuito Nelore de Qualidade é considerado o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo, consolidando-se como referência em genética e produtividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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